Nesta quinta-feira, dia 29 de janeiro de 2026, a comunidade de leitores de mangá recebeu a notícia do encerramento definitivo do portal Bato.to. A operação não apenas derrubou o site principal, mas também resultou no fechamento de outras 60 plataformas relacionadas.
A ação foi um esforço conjunto entre autoridades japonesas e chinesas para combater a violação de direitos autorais em escala global. A investigação começou a ganhar força em novembro de 2025, quando a polícia realizou buscas na residência do operador do site.
O suspeito vivia na Região Autônoma Zhuang de Guangxi, na China, e agora enfrenta graves acusações criminais. O anúncio oficial da prisão foi feito pela Associação Japonesa de Distribuição no Exterior, confirmando o desmantelamento total da rede.

Desde o seu surgimento em 2014, o Bato.to se consolidou como um dos maiores centros de pirataria do planeta. Ele hospedava conteúdo do Japão, Coreia do Sul e China, traduzidos para mais de 50 idiomas diferentes por colaboradores voluntários.
O operador utilizava um sistema tecnológico complexo para distribuir o tráfego de usuários entre diversos domínios. Essa tática permitiu que o site operasse por anos fugindo da fiscalização internacional e protegendo seus servidores principais.
Os números gerados pela plataforma ajudam a entender a magnitude do problema para os autores. Somente em maio de 2025, o site registrou 350 milhões de visitas, acumulando 7,2 bilhões de acessos nos últimos três anos de operação.

O impacto financeiro causado pela rede foi estimado em cerca de 5,1 bilhões de dólares em perdas para a indústria. Enquanto isso, o operador arrecadava mais de 55 mil dólares por mês apenas com a veiculação de publicidade nos momentos de pico.
O fechamento do Bato.to representa uma mudança drástica no cenário de consumo de mídias asiáticas na internet. Com a queda de uma estrutura tão robusta, espera-se que o público migre para alternativas oficiais de leitura.


