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Livros

Bienal Rio: Felipe Castilho explica o motivo de existir fantasia

Evento contou com sorteios de pôster exclusivos e sessão de autógrafos.

Rodrigo Roddick

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O estande da Submarino na Bienal recebeu nesta manhã de sábado (7) os escritores Felipe Castilho e Felippe Barbosa para discutir a importância da fantasia no cotidiano e falar um pouco sobre seus livros. O bate-papo contou com presença da editora Intrínseca, da Arqueiro e dos fãs.

Felipe Castilho contou um pouco sobre a história de Ordem Vermelha e Serpentário, seu lançamento, e evidenciou a diferença entre a fantasia presente nas duas histórias. Em Ordem Vermelha, Castilho criou um universo alternativo, mas explicou que levou o “mundo real” para dentro dele ao escrever sobre as periferias subesistindo em um lugar industrializado.

“Eu chamo Ordem Vermelha de Cidade de Deus na idade média” explicou o autor.

Já no caso de Serpentário, a ideia foi utilizar o mundo habitual para explorar os mitos fantásticos que alimentam o imaginário da população. Em sua concepção, Castilho acredita que a fantasia, assim como o sonho, é uma maneira de suportar a realidade. O sonho funciona como uma válvula que permite aos seres humanos aguentar o cotidiano.

“A fantasia é um reflexo da gente precisar sonhar”

Ao longo do bate-papo, Felippe Barbosa, autor de Os Quase Completos, concordou com Castilho sobre o direito à leitura, explicando que uma pessoa que não incorpora o hábito ao seu dia a dia não se permite sonhar. Desse modo, a pessoa não consegue se distanciar da realidade e observá-la por outro prisma, ou até mesmo, suportá-la, como argumentou o autor de Serpentário.

Respondendo às perguntas da plateia, Castilho e Barbosa revelaram que gostariam de transitar por outros gêneros porque a literatura é o espaço para isso, explorar circunstâncias impossíveis à realidade, fazer aquilo que não pode ser feito no cotidiano.

O evento ainda contou com sorteios de pôsters exclusivos de Serpentário e com uma sessão de autógrafos.

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