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“Toda criação tem dono” | Caetano Veloso e Marisa Monte lideram campanha contra IA predatória

Campanha 'Toda criação tem dono' exige transparência e pagamento pelo uso de obras em IAs. Veja o apoio de Caetano e Marina Sena.

Gabriel Neves
Estudante de jornalismo e estagiário em assessoria de imprensa na área de cultura e turismo. Nas horas livres, escrevo sobre cinema, música e cultura pop.
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A União Brasileira de Compositores (UBC) e a Pró-Música Brasil lançaram uma ofensiva pesada para regulamentar o uso da Inteligência Artificial no país. Sob o slogan “Toda criação tem dono. Quem usa, paga”, a campanha conta com o apoio de ícones como Caetano Veloso, Marisa Monte e Marina Sena. O objetivo é claro: garantir que a revolução tecnológica não atropele o direito autoral e a economia criativa.

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A iniciativa não se posiciona contra a IA em si, tratando-a como uma ferramenta de inovação poderosa. O problema central, segundo o movimento, é a forma como grandes empresas de tecnologia se apropriam de obras, vozes e interpretações para treinar seus modelos sem autorização ou pagamento. Marina Sena destacou o desequilíbrio econômico, afirmando que se empresas ganham bilhões, devem arcar com os custos das obras que utilizam.

Caetano Veloso e Marisa Monte e Marina Sena

Na prática, a campanha pede que o governo brasileiro crie uma regulamentação que exija transparência total. Isso obrigaria as plataformas a declararem quais obras protegidas foram usadas no treinamento de seus algoritmos, forçando a criação de contratos de licenciamento. Marisa Monte reforçou que, com regras justas, a criatividade e a tecnologia podem caminhar juntas, protegendo o mercado de quem realmente cria.

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Os interessados em apoiar o movimento podem acessar o site oficial todacriacaotemdono.com.br para se informar e fortalecer a causa. Sem essa proteção, a preocupação é de que a diversidade cultural brasileira seja empobrecida enquanto grandes grupos tecnológicos lucram sobre o catálogo histórico da nossa música.

Vale lembrar que o Brasil tem uma das legislações de direitos autorais mais sólidas do mundo, e essa nova mobilização de artistas como Caetano Veloso e Marisa Monte busca adaptar essas garantias para a era digital e generativa em 2026.

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