A União Brasileira de Compositores (UBC) e a Pró-Música Brasil lançaram uma ofensiva pesada para regulamentar o uso da Inteligência Artificial no país. Sob o slogan “Toda criação tem dono. Quem usa, paga”, a campanha conta com o apoio de ícones como Caetano Veloso, Marisa Monte e Marina Sena. O objetivo é claro: garantir que a revolução tecnológica não atropele o direito autoral e a economia criativa.
A iniciativa não se posiciona contra a IA em si, tratando-a como uma ferramenta de inovação poderosa. O problema central, segundo o movimento, é a forma como grandes empresas de tecnologia se apropriam de obras, vozes e interpretações para treinar seus modelos sem autorização ou pagamento. Marina Sena destacou o desequilíbrio econômico, afirmando que se empresas ganham bilhões, devem arcar com os custos das obras que utilizam.

Na prática, a campanha pede que o governo brasileiro crie uma regulamentação que exija transparência total. Isso obrigaria as plataformas a declararem quais obras protegidas foram usadas no treinamento de seus algoritmos, forçando a criação de contratos de licenciamento. Marisa Monte reforçou que, com regras justas, a criatividade e a tecnologia podem caminhar juntas, protegendo o mercado de quem realmente cria.
Os interessados em apoiar o movimento podem acessar o site oficial todacriacaotemdono.com.br para se informar e fortalecer a causa. Sem essa proteção, a preocupação é de que a diversidade cultural brasileira seja empobrecida enquanto grandes grupos tecnológicos lucram sobre o catálogo histórico da nossa música.
