Connect with us

Livros

Café Literário | Editores falam sobre a leitura e os livros fora e dentro do Brasil

Bárbara Allen

Published

on

LOJA DC 4

Três das grandes editoras brasileiras fazem aniversário em 2017: Companhia das Letras, Editora 34 e Zahar. O espaço da Bienal, Café Literário, proporcionou um encontro com editores dessas três editoras. O bate-papo durou cerca de uma hora e meia e teve como convidados Luiz Schwarcz, Companhia das Letras, Cristina Zahar, Editora Zahar e Alberto Martins, Editora 34. Eles falaram um pouco da história de cada editora, perfil editorial e dos grandes sucessos das últimas décadas.

Além dos assuntos citados, os convidados também conversaram sobre outras questões e uma delas foi a literatura comercial, que muitas das vezes é vista de forma preconceituosa e pejorativa entre os leitores. Schwarcz deixou claro que vivemos um momento de diversidade e um dos pontos é entender que nem tudo que não gostamos perde a qualidade por conta disso. Não importa se é livro de ficção, biografia ou livro de Youtuber, deve-se respeitar a opinião e a leitura. E é isso que as editoras vem fazendo, elas não “se venderam” para esse público, elas querem abraçar essas pessoas que também quer um espaço.

E em um país que cada vez se lê menos, é importante ressaltar o que chama atenção desses jovens. No caso da Editora Zahar são seus famosos clássicos, que atingem um público de todas as idades, e pensando nisso a editora preparou essas edições também de forma que fosse acessível aos jovens que não tem muitas condições. E o retorno é muito gratificante. Cristina ainda confirma que o universo de Harry Potter abriu sim as portas para um novo público de leitores que talvez algumas editoras ainda não tinham percebido.

Outro assunto comentado foi sobre os livros digitais, os e-book, que tinham tudo para ter grande força no Brasil, mas não foi bem isso que aconteceu. Em números, os livros de e-book representam cerca de 5%, se contarmos com todo mercado literário não chega a 1%. No geral ele cresce apenas 0,5 ao ano, número bem assustador para um pais que cresce consideravelmente em tecnologia, mas aqui talvez a questão seja a falta de incentivo.

Para finalizar o bate papo foi colocado na mesa como os autores brasileiros são vistos lá fora. Luiz Schwarcz explicou que são vistos de forma agradável, as pessoas gostam, mas ainda não existiu nenhum livro que realmente impactasse o cenário e fosse a porta de entrada para a literatura brasileira no exterior. E mesmo com as vendas significativas ao redor do mundo de Paulo Coelho, ainda não é suficiente. Mas ele deixa claro que isso não desmerece o trabalho dos autores nacionais, e que as editoras devem associar-se e tentar divulgar ao máximo as suas obras nacionais para expandirmos a literatura brasileira.

A Bienal do Rio acontece no Riocentro e vai até dia 10/09. O horário de funcionamento é de 09h às 22h durante a semana e de 10h às 22h nos finais de semana.

Bárbara Allen
Apaixonada por histórias de época e com o sonho de viver em cada página que lê. Uma jornalista fascinada no mundo da literatura.
Comments