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CCXP 2018

CCXP 2018 – Painel “Manu Bennett: Sobre Espadas, Vilões e Ação”

Beatriz Souza

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O ator neozelandês Manu Bennett esteve presente no primeiro dia da CCXP 2018 e além das sessões de foto e autógrafo com fãs, ele participou de um painel sobre sua carreira.

Começando pela parte mais esperada, Manu falou sobre Slade Wilson, o Exterminador, em Arrow. Para a construção do personagem, ele contou que usou as experiências traumáticas de sua juventude. O ator lembrou de quando ficou em coma aos 15 anos após sofrer um acidente de carro, que o fez perder a mãe e o irmão. Foi no quarto do hospital que ele encontrou seu pior inimigo, na época, e os dois acabaram se identificando por causa de perdas. Hoje, os dois são como carne e unha.

“O seu inimigo está a um passo de ser seu amigo.”

Manu Bennett – CCXP 2018 
Foto: Beatriz Souza

Após a exibição da inesquecível cena de Arrow no 2×20, em que Slade assassina Moira na frente de Oliver e Thea, Manu disse ter gostado do novo arco para o personagem. Que era quase como um conto Shakespeariano, onde os dois mundos, o de Slade por ter perdido a Shado e de o Oliver que perde a mãe, colidem e são virados de ponta-cabeça. E, também, para atuar essa cena, ele precisou sentir todas as emoções de quando ele perdeu sua mãe.

O ator achava que depois desse acontecimento na série, os fãs passariam a odiar Slade, porém os fãs entendiam o personagem e souberam criar um identificação com o mundo real. Tanto que permitiram ver o dito vilão trabalhando em conjunto com o mocinho em temporadas seguintes.
Ao ser perguntado sobre o final ideal para o personagem, o ator confessa ter gostado dos últimos dois episódios que participou. As vidas de ambos, Slade e Oliver, refletindo pelo falo deles terem um filho que querem proteger.

Fun fact: Para a cena de luta no episódio 5 da sexta temporada foi usado um dublê, pois ele estava ocupado nas gravações de The Shannara Chronicles, e só apareceu realmente no momento em que tira a máscara do Exterminador.

Falando de outros trabalhos, Manu contou histórias engraçadas sobre seu vilão Azog em “O Hobbit” e como se sentiu “um idiota” nas roupas de captura de movimentos do profanador, pelo fato dele ter apenas 1,85 metros.

Para contar a história da criação da cena em que Azog acaricia seu Lobo, Manu literalmente montou na caixa de som do palco e simulou as cavalgadas no animal. Depois, mostrou como quase caiu filmando a cena, resultando no estrago do palco do auditório Ultra, que logo depois ele assinou como o personagem.

Além disso, ele ressaltou a importância do contato com os fãs e ao fim do painel, Manu atendeu aos fãs com abraços e selfies.

Manu Bennett – CCXP 2018
Foto: Beatriz Souza

O ator estará presente nos próximos 3 dias de evento para sessões de foto e autógrafos com os visitantes.

Acompanhe o CDL na tag #CDLnaCCXP em todas as redes sociais. A CCXP 2018 acontece entre os dias 6 a 9 de dezembro de 2018.

Estudante de Jornalismo, apaixonada por escrever, maratonar séries e ouvir música. Caçadora de monstros com Sam e Dean nas horas vagas.

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CCXP 2018

CCXP 2018 – Crítica: Wifi Ralph: Quebrando a Internet

Assistido na CCXP, confira nossa crítica da animação “Wifi Ralph: Quebrando a Internet”.

Beatriz Souza

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Em “Wifi Ralph“, o vilão simpático deixa o mundo do videogame para se aventurar na internet e conseguir um novo volante para a Corrida Doce e salvar o jogo da melhor amiga, Vanellope von Shweetz.

Na sequência de Detona Ralph, a vida no fliperama se tornou monótona e Ralph está feliz com isso. Porém, é pouco para Vanellope que quer aventuras mais desafiantes que seu jogo concede. Para tentar dar o que a melhor amiga quer, Ralph cria novos caminhos na pista da Corrida Doce, o que acaba quebrando o volante da máquina e deixando todos os personagens do jogo sem teto.

Para resolver isso, eles descobrem que a última peça do volante está à venda em um tal de eBay e os dois embarcam em uma jornada entrando, literalmente, na internet.

O filme possibilita a entrada dos personagens no que seria a internet se pudéssemos visitá-la, dentro do mundo das redes de conexões, dos servidores e dos sites. Como uma cidade, nós vemos o prédio gigantesco que é o Google, o eBay é um enorme galpão de leilões, a Amazon uma loja de departamentos e temos a representação das redes sociais. O Twitter, por exemplo, é uma árvore onde os passarinhos azuis (os usuários) piam e surgem as caixas de mensagens.

Nessa internet, também é mostrado os usuários, que são como Personagens Não Jogáveis. São feitos em pixels e tem a movimentação limitada, que contrasta com o resto da animação.

É divertida a forma como são representados os anúncios que vemos nos sites, e como a crítica ao modo que usamos a internet é feita. Por ser um filme para crianças, tudo isso é muito leve, mas não passa despercebido pelos adultos que irão assistir. O longa também lembra o que eram as conexões discadas e sites antigos.

Por ser uma animação da Disney, praticamente tudo relacionado ao mundo mágico é mostrado no filme. Desde as princesas, passando por Star Wars e chegando à Marvel.

As princesas da Disney, que são mostradas no trailer, fazem aparição em uma cena icônica. Quando primeiro tentam atacar Vanellope, ela logo diz que também é uma princesa e uma série de perguntas surgem. As princesas finalmente acreditam na sua palavra quando ela diz que todos os seus problemas são causados por um homem musculoso. Uma crítica à própria Disney.

Para conseguir dinheiro suficiente para pagar pelo volante, Ralph recebe a ajuda de Yesss, chefe do BuzzzTube (concorrente do Youtube), e faz todo tipo de vídeo para se tornar viral – reacts, receitas, abre caixas de brinquedos e mais. Yesss é uma personagem moderna e extravagante, com muitas trocas de roupa e de cabelo.

Já Vanellope acaba se aventurando pela Corrida do Caos, um jogo que lembra a franquia GTA, e se apaixonando pela imprevisibilidade das corridas. Nesse jogo, conhecemos Shank, uma personagem que não é nem vilã, nem heroína, mas que se destaca pela personalidade e ensinamentos que transmite. No original, quem dá a voz à personagem é Gal Gadot.

Enquanto Ralph quer recuperar o volante para que tudo volta ao normal, Vanellope quer continuar explorando o novo mundo que conheceu e é o que causa o conflito da animação, trazendo danos catastróficos para a internet. Abordando assuntos mais sérios de forma leve, “Wifi Ralph” trabalha questões dos relacionamentos tóxicos, passando a lição que é preciso espaço e compreensão de ambas as partes para uma amizade funcionar.

Wifi Ralph” foi assistido pelo CDL na CCXP 2018 e garante diversão tanto para crianças quanto para adultos. Com muitas referências e easter eggs, é uma continuação que precisa ser assistida e apreciada.

Wifi Ralph: Quebrando a Internet” estréia dia 03 de janeiro de 2019, no Brasil.

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CCXP 2018

CCXP 2018 – CRÍTICA: Creed II

Beatriz Souza

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Depois do hit que foi “Creed: Nascido Para Lutar (2015)”, “Creed II” se apresenta como uma sequência sólida para unir tanto os fãs antigos da franquia Rocky quanto os fãs atuais. Adonis Creed (Michael B. Jordan), além de honrar o nome de Apollo Creed, fez seu próprio caminho como um lutador. Agora, ele tem um novo desafio pela frente: enfrentar Viktor Drago (Florian Montaenu), filho de Ivan Drago (Dolph Lundgren) – responsável pela morte de seu pai.

Em “Creed II”, Adonis tem tudo o que poderia querer. Detém o título e o cinturão de campeão, comprou um novo apartamento, está em um relacionamento com Bianca (Tessa Tompson) e tem Rocky Balboa (Sylvester Stallone) como seu mentor e treinador. Mesmo assim, não parece o suficiente para ele. Ao mesmo tempo, ao lado do antagonista, temos Viktor vivendo toda a pressão de seu pai para reerguer o nome Drago perante a família e ao seu país de origem, a Rússia. Por isso, Drago desafia Creed para que então seja decidido quem é realmente o vencedor.

Quando desafiado, Creed acredita que deva aceitar, apesar dos alertas de Bianca e Rocky para não lutar. Ele fica frustrado ao confrontar Rocky e achar que seu mentor não vê chances de ele vencer. Porém, a questão que fica é: Pelo que ele está lutando? Mesmo não tento a resposta e treinado por Tony “Little Duke” Evers (Wood Harris), Creed decide lutar. O resultado acaba sendo positivo apenas para o monstro que Viktor é nos ringues.

Comparando os dois lados parece que a motivação do protagonista é fraca, principalmente quando vemos o conflito que o antagonista vive. Mas isso não compromete a qualidade do filme pelo carisma de Michael B. Jordan.

Adonis, então, precisa descobrir suas motivações mais profundas para enfrentar esse desafio. Isso nos leva para a temática do longa. O filme é, na verdade, sobre família. Ele retrata as relações familiares nas suas adversidades.

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Com Creed, ele percebe o quanto ama Bianca e o casal logo descobre a vinda de um bebê. Para Bianca, isso significa repensar sua carreira de cantora. Rocky está em conflito consigo mesmo sobre se reconciliar com seu filho e conhecer seu neto. Já Ivan e Viktor buscam a aprovação da matriarca da família, tendo uma conclusão arrasadora.

O elenco transmite toda a emoção necessária para tornar “Creed II” uma bela sequência. A nova direção de Steven Caple Jr. garante uma continuação sólida para a franquia, transportando o espectador para a narrativa.

Creed II” foi assistido pelo CDL na CCXP 2018, com isso, parecia que todo o auditório era uma plateia estendida da arena em que as lutas aconteciam. O vibrar, com certeza, fora mais forte que das próprias cenas e é fácil dizer que nos cinemas a sensação será parecida.

Os momentos que antecedem o final do filme deixam o espectador na dúvida quanto à conclusão. De forma alguma isso é algo negativo, pois a apreensão sobre o resultado da última luta é o que deixa tudo mais emocionante.

Creed II” chega aos cinemas brasileiros no dia 24 de janeiro de 2019.

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CCXP 2018

CRÍTICA – Bird Box

Beatriz Souza

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Casos de homicídios seguidos por suicídios deixaram de ser raridade para se tornarem cada vez mais comuns, causando pânico generalizado na população do mundo. Malorie, no entanto, não acredita que o surto seja uma ameaça até ver acontecer de perto. Mas esse é o problema, pois quem vê a Criatura está imediatamente condenado.

É nesse cenário apocalíptico que a nova produção da Netflix, baseado no livro “Bird Box” de Josh Malerman, se situa. Nele, Malorie (Sandra Bullock) precisa criar seus filhos pequenos para sobreviverem em um mundo que vive no escuro. Quando não tem mais escolha, ela embarca na jornada perigosa de atravessar o rio de olhos vendados para chegar a um abrigo na qual não tem certeza se é, de fato, seguro.

O filme, assim como no livro, mostra os momentos antes de tudo acontecer logo quando Malorie descobre estar grávida e o depois, na missão para chegar até o abrigo. Apesar de ser uma história de terror que carrega cenas fortes, o filme se diferencia de outros do gênero por mostrar as reações humanas diante de um cenário de fim de mundo.

Isso fica evidenciado nos personagens muito bem construídos que dão sentido a trama. Malorie é dona de uma personalidade curiosa. Ao mesmo tempo em que tem que aceitar que vai ser mãe no meio do o caos, ela precisa aprender a ter esperança de que todo seu esforço para manter as crianças à salvo valerá a pena. A atuação brilhante de Bullock é o que faz tudo funcionar. Em todos os momentos, a atriz consegue transmitir exatamente o que Malorie está passando com veracidade.

Outros personagens que merecem destaque são Douglas (John Malkovich), que perde a esposa quando ela tenta ajudar Malorie e deixa a pior parte de sua personalidade transparecer no convívio com outros, mas não desiste da luta; Olympia (Danielle MacDonald), uma mulher grávida de bom coração e com vários sonhos; e Tom (Trevante Rhodes), carismático e a fonte de esperança do grupo, que permanece lutando para proteger todos a sua volta.

Os atores crianças que interpretam o Garoto e a Garota (Julian Edwards e Vivien Lyra Blair, respectivamente) são incríveis. Apesar da pouca idade, são essenciais para conseguir a empatia do público com o desespero da situação. O elenco também conta com a excepcional Sara Paulson, que apesar das poucas cenas, faz valer sua aparição com um relacionamento divertido e doloroso como irmã de Malorie.

“Bird Box” vai muito além de um filme de terror e drama, pois trabalha com as percepções humanas do que seriam as deficiências e as limitações que elas trazem consigo. Mesmo com divergências do livro e não dando uma forma para a Criatura, deixando apenas como uma presença, o longa tem um final surpreendente, capaz de emocionar até mesmo os que já conhecem a história.

“Bird Box” estreia dia 21 de dezembro, na Netflix. O filme foi assistido na première da CCXP 2018.

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