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CCXP 2018

CCXP 2018 – Tudo sobre o painel Wolverine 1988

Felipe Froes

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Foi o primeiro título solo do personagem, foi ali que a Marvel entendeu que ele poderia ser significante.

Apareceu primeiro no Hulk em 70, depois em 82 teve sua primeira história solo com Frank Miller, Joe Rubinstein e Claremont na sua produção e em 88 teve sua primeira série solo feita pro Claremont, Biscema e Williamson com 189 edições dando início na história do Carcaju.

Teve no painel a mostra das capas do Wolverine, mostra de seus aparecimentos e seus convidados, é claro… MárcioTakara, Paulo Siqueira, Tony Scilas, Joe Rubinstein, John Romita Jr foram os convidados.

Joe disse que Wolverine merecia sua história solo e John acrescentou que a Marvel não tinha nada planejado para o personagem e o que fizeram foi por conta dos fãs que fizeram o personagem ser o que é.

Paulo disse que o personagem é grande o suficiente pra ser apresentado sem Uniforme, falou que o período preferido é a fase dele caolha, ele acredita que a escolha do uniforme marrom foi mais por conta de vendas. Tony acrescenta que o Logan capita no ser humano uma iconicidade ao ponto de se identificar com o Logan mais que o Wolverine.

John disse que teve problemas com Claremont no começo dos X-Men, mas com o tempo eles foram se adaptando a forma de trabalho um do outro. Acrescentou dizendo que acha o Wolverine um personagem um pouco distante dos X-Men, que se divertia mais com o personagem fora do grupo e que de alguma forma afetava na profundidade ao personagem.

Joe lê alguns quadrinhos e vê o personagem em duas formas, em uma loucura de Jack Nicholson em The Shining e um pouco de Clint Eastwood e brincou dizendo que isso era o seu segredo.

John disse que não imagina um ator fazendo um personagem como Wolverine, mesmo sabendo desse segredo do Joe.

Márcio disse que pra ele o Wolverine é baixinho, peludo, fortinho, que mata logo no mesmo estilo meio Romário (houve uma brincadeira no painel dizendo o Romário é o Wolverine brasileiro) e se pudesse Márcio também faria ele fumar.

Tony busca um pouco mais da parte humana do Wolverine, por isso ele em seus quadrinhos busca as inspirações no Wolverine caolha, onde procura equilibrar a animalidade e a sobriedade.

John se sente mais a vontade de escrever o personagem mais no estilo de rua, que pode trazer mais realismo para um personagem de fantasia. Ele disse que gosta de ver o Wolverine como um personagem que senta no bar e bebe uma cerveja, bem no estilo de Scorcese.

Joe disse que como artista (de HQ) não sabe quando alguém sabe ou não por ser um trabalho sozinho e pelo fato de ser sozinho a criatividade dele funciona mais.Márcio acredita que a internet ajuda muito na questão do feedback imediato com os fãs e mais pra frente vai ajudar mais ainda.

Márcio e Paulo vêem o personagem na sua atual fase da Marvel como alguém muito violento e que talvez seja por parte da Marvel ele estar assim, mais animal.

John fala que não tem como reclamar de violência extrema, no tempo que vivemos nós estamos vivendo em épocas de extremos e os seres humanos têm sido assim dependendo do seu momento, uma hora se torna animal com o decorrer da situação. Tanto que Tony falou que o personagem precisa de motivos muito fortes pra bater mesmo cansado e ele vive numa onda dessa. Todos disseram que não é só uma máquina de guerra, ele tem seus momentos melancólicos e isso é uma dicotomia dentro do personagem, ele vive numa briga interna de sentimentos.

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CCXP 2018 – Crítica: Wifi Ralph: Quebrando a Internet

Assistido na CCXP, confira nossa crítica da animação “Wifi Ralph: Quebrando a Internet”.

Beatriz Souza

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Em “Wifi Ralph“, o vilão simpático deixa o mundo do videogame para se aventurar na internet e conseguir um novo volante para a Corrida Doce e salvar o jogo da melhor amiga, Vanellope von Shweetz.

Na sequência de Detona Ralph, a vida no fliperama se tornou monótona e Ralph está feliz com isso. Porém, é pouco para Vanellope que quer aventuras mais desafiantes que seu jogo concede. Para tentar dar o que a melhor amiga quer, Ralph cria novos caminhos na pista da Corrida Doce, o que acaba quebrando o volante da máquina e deixando todos os personagens do jogo sem teto.

Para resolver isso, eles descobrem que a última peça do volante está à venda em um tal de eBay e os dois embarcam em uma jornada entrando, literalmente, na internet.

O filme possibilita a entrada dos personagens no que seria a internet se pudéssemos visitá-la, dentro do mundo das redes de conexões, dos servidores e dos sites. Como uma cidade, nós vemos o prédio gigantesco que é o Google, o eBay é um enorme galpão de leilões, a Amazon uma loja de departamentos e temos a representação das redes sociais. O Twitter, por exemplo, é uma árvore onde os passarinhos azuis (os usuários) piam e surgem as caixas de mensagens.

Nessa internet, também é mostrado os usuários, que são como Personagens Não Jogáveis. São feitos em pixels e tem a movimentação limitada, que contrasta com o resto da animação.

É divertida a forma como são representados os anúncios que vemos nos sites, e como a crítica ao modo que usamos a internet é feita. Por ser um filme para crianças, tudo isso é muito leve, mas não passa despercebido pelos adultos que irão assistir. O longa também lembra o que eram as conexões discadas e sites antigos.

Por ser uma animação da Disney, praticamente tudo relacionado ao mundo mágico é mostrado no filme. Desde as princesas, passando por Star Wars e chegando à Marvel.

As princesas da Disney, que são mostradas no trailer, fazem aparição em uma cena icônica. Quando primeiro tentam atacar Vanellope, ela logo diz que também é uma princesa e uma série de perguntas surgem. As princesas finalmente acreditam na sua palavra quando ela diz que todos os seus problemas são causados por um homem musculoso. Uma crítica à própria Disney.

Para conseguir dinheiro suficiente para pagar pelo volante, Ralph recebe a ajuda de Yesss, chefe do BuzzzTube (concorrente do Youtube), e faz todo tipo de vídeo para se tornar viral – reacts, receitas, abre caixas de brinquedos e mais. Yesss é uma personagem moderna e extravagante, com muitas trocas de roupa e de cabelo.

Já Vanellope acaba se aventurando pela Corrida do Caos, um jogo que lembra a franquia GTA, e se apaixonando pela imprevisibilidade das corridas. Nesse jogo, conhecemos Shank, uma personagem que não é nem vilã, nem heroína, mas que se destaca pela personalidade e ensinamentos que transmite. No original, quem dá a voz à personagem é Gal Gadot.

Enquanto Ralph quer recuperar o volante para que tudo volta ao normal, Vanellope quer continuar explorando o novo mundo que conheceu e é o que causa o conflito da animação, trazendo danos catastróficos para a internet. Abordando assuntos mais sérios de forma leve, “Wifi Ralph” trabalha questões dos relacionamentos tóxicos, passando a lição que é preciso espaço e compreensão de ambas as partes para uma amizade funcionar.

Wifi Ralph” foi assistido pelo CDL na CCXP 2018 e garante diversão tanto para crianças quanto para adultos. Com muitas referências e easter eggs, é uma continuação que precisa ser assistida e apreciada.

Wifi Ralph: Quebrando a Internet” estréia dia 03 de janeiro de 2019, no Brasil.

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CCXP 2018 – CRÍTICA: Creed II

Beatriz Souza

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Depois do hit que foi “Creed: Nascido Para Lutar (2015)”, “Creed II” se apresenta como uma sequência sólida para unir tanto os fãs antigos da franquia Rocky quanto os fãs atuais. Adonis Creed (Michael B. Jordan), além de honrar o nome de Apollo Creed, fez seu próprio caminho como um lutador. Agora, ele tem um novo desafio pela frente: enfrentar Viktor Drago (Florian Montaenu), filho de Ivan Drago (Dolph Lundgren) – responsável pela morte de seu pai.

Em “Creed II”, Adonis tem tudo o que poderia querer. Detém o título e o cinturão de campeão, comprou um novo apartamento, está em um relacionamento com Bianca (Tessa Tompson) e tem Rocky Balboa (Sylvester Stallone) como seu mentor e treinador. Mesmo assim, não parece o suficiente para ele. Ao mesmo tempo, ao lado do antagonista, temos Viktor vivendo toda a pressão de seu pai para reerguer o nome Drago perante a família e ao seu país de origem, a Rússia. Por isso, Drago desafia Creed para que então seja decidido quem é realmente o vencedor.

Quando desafiado, Creed acredita que deva aceitar, apesar dos alertas de Bianca e Rocky para não lutar. Ele fica frustrado ao confrontar Rocky e achar que seu mentor não vê chances de ele vencer. Porém, a questão que fica é: Pelo que ele está lutando? Mesmo não tento a resposta e treinado por Tony “Little Duke” Evers (Wood Harris), Creed decide lutar. O resultado acaba sendo positivo apenas para o monstro que Viktor é nos ringues.

Comparando os dois lados parece que a motivação do protagonista é fraca, principalmente quando vemos o conflito que o antagonista vive. Mas isso não compromete a qualidade do filme pelo carisma de Michael B. Jordan.

Adonis, então, precisa descobrir suas motivações mais profundas para enfrentar esse desafio. Isso nos leva para a temática do longa. O filme é, na verdade, sobre família. Ele retrata as relações familiares nas suas adversidades.

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Com Creed, ele percebe o quanto ama Bianca e o casal logo descobre a vinda de um bebê. Para Bianca, isso significa repensar sua carreira de cantora. Rocky está em conflito consigo mesmo sobre se reconciliar com seu filho e conhecer seu neto. Já Ivan e Viktor buscam a aprovação da matriarca da família, tendo uma conclusão arrasadora.

O elenco transmite toda a emoção necessária para tornar “Creed II” uma bela sequência. A nova direção de Steven Caple Jr. garante uma continuação sólida para a franquia, transportando o espectador para a narrativa.

Creed II” foi assistido pelo CDL na CCXP 2018, com isso, parecia que todo o auditório era uma plateia estendida da arena em que as lutas aconteciam. O vibrar, com certeza, fora mais forte que das próprias cenas e é fácil dizer que nos cinemas a sensação será parecida.

Os momentos que antecedem o final do filme deixam o espectador na dúvida quanto à conclusão. De forma alguma isso é algo negativo, pois a apreensão sobre o resultado da última luta é o que deixa tudo mais emocionante.

Creed II” chega aos cinemas brasileiros no dia 24 de janeiro de 2019.

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CCXP 2018

CRÍTICA – Bird Box

Beatriz Souza

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Casos de homicídios seguidos por suicídios deixaram de ser raridade para se tornarem cada vez mais comuns, causando pânico generalizado na população do mundo. Malorie, no entanto, não acredita que o surto seja uma ameaça até ver acontecer de perto. Mas esse é o problema, pois quem vê a Criatura está imediatamente condenado.

É nesse cenário apocalíptico que a nova produção da Netflix, baseado no livro “Bird Box” de Josh Malerman, se situa. Nele, Malorie (Sandra Bullock) precisa criar seus filhos pequenos para sobreviverem em um mundo que vive no escuro. Quando não tem mais escolha, ela embarca na jornada perigosa de atravessar o rio de olhos vendados para chegar a um abrigo na qual não tem certeza se é, de fato, seguro.

O filme, assim como no livro, mostra os momentos antes de tudo acontecer logo quando Malorie descobre estar grávida e o depois, na missão para chegar até o abrigo. Apesar de ser uma história de terror que carrega cenas fortes, o filme se diferencia de outros do gênero por mostrar as reações humanas diante de um cenário de fim de mundo.

Isso fica evidenciado nos personagens muito bem construídos que dão sentido a trama. Malorie é dona de uma personalidade curiosa. Ao mesmo tempo em que tem que aceitar que vai ser mãe no meio do o caos, ela precisa aprender a ter esperança de que todo seu esforço para manter as crianças à salvo valerá a pena. A atuação brilhante de Bullock é o que faz tudo funcionar. Em todos os momentos, a atriz consegue transmitir exatamente o que Malorie está passando com veracidade.

Outros personagens que merecem destaque são Douglas (John Malkovich), que perde a esposa quando ela tenta ajudar Malorie e deixa a pior parte de sua personalidade transparecer no convívio com outros, mas não desiste da luta; Olympia (Danielle MacDonald), uma mulher grávida de bom coração e com vários sonhos; e Tom (Trevante Rhodes), carismático e a fonte de esperança do grupo, que permanece lutando para proteger todos a sua volta.

Os atores crianças que interpretam o Garoto e a Garota (Julian Edwards e Vivien Lyra Blair, respectivamente) são incríveis. Apesar da pouca idade, são essenciais para conseguir a empatia do público com o desespero da situação. O elenco também conta com a excepcional Sara Paulson, que apesar das poucas cenas, faz valer sua aparição com um relacionamento divertido e doloroso como irmã de Malorie.

“Bird Box” vai muito além de um filme de terror e drama, pois trabalha com as percepções humanas do que seriam as deficiências e as limitações que elas trazem consigo. Mesmo com divergências do livro e não dando uma forma para a Criatura, deixando apenas como uma presença, o longa tem um final surpreendente, capaz de emocionar até mesmo os que já conhecem a história.

“Bird Box” estreia dia 21 de dezembro, na Netflix. O filme foi assistido na première da CCXP 2018.

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