A polêmica envolvendo Chappell Roan e a criança Ada Law, filha do ator Jude Law e enteada do jogador Jorginho, do Flamengo, pode ter tido um ingrediente oculto: bots.
De acordo com a agência GUEDA, especializada em análise de comportamento online, parte significativa da repercussão do caso nas redes sociais foi impulsionada por contas automatizadas.
Para quem não acompanhou o caso, o episódio aconteceu em 21 de março, durante o Lollapalooza Brasil 2026, quando um segurança confrontou Ada, de 11 anos, enquanto ela tomava café da manhã com a mãe em um hotel de luxo em São Paulo. A menina havia apenas sorrido ao passar perto da mesa de Chappell Roan, sem abordá-la. O segurança, posteriormente identificado como Pascal Duvier, assumiu total responsabilidade pelo ocorrido e negou qualquer vínculo com a equipe pessoal da cantora.

A agência GUEDA analisou cerca de 100.030 postagens geradas por 54.334 usuários únicos em sete plataformas, entre os dias 20 e 22 de março. Os dados revelaram que pelo menos 4,2% dos usuários ativos na conversa eram contas “não típicas” — ou seja, provavelmente bots.
O número pode parecer pequeno, mas esses perfis foram responsáveis por mais de 23% de todas as postagens publicadas no período, uma desproporção que indica coordenação artificial para amplificar a narrativa.

Segundo a GUEDA, o caso foi marcado por apelos a boicotes e por intensa disseminação de desinformação, incluindo conteúdos satíricos ou fictícios apresentados como factuais. Ainda assim, a agência destaca que a participação de usuários legítimos também foi considerável — ou seja, a indignação real existia, mas foi potencializada de forma artificial.
O fenômeno não é novidade no universo das polêmicas envolvendo celebridades internacionais em solo brasileiro. O que chama atenção neste caso é a velocidade com que a narrativa escalonou globalmente, atingindo trending topics em múltiplos países em menos de 24 horas — algo que os números de bots ajudam a explicar.




