Christopher Nolan, atualmente com A Odisseia em cartaz nos cinemas, passou quase duas décadas como um dos principais nomes da Warner Bros. A relação histórica entre o cineasta e o estúdio, porém, foi abalada durante a pandemia de Covid-19 e terminou após uma controversa decisão envolvendo a HBO Max.
Em 2020, Nolan lançou Tenet, mas a estreia precisou ser adiada diversas vezes devido ao fechamento dos cinemas. O diretor defendia que o filme fosse exibido exclusivamente nas telonas e conseguiu preservar uma janela de aproximadamente três meses antes do lançamento para compra e aluguel digital.

Apesar das dificuldades enfrentadas por Tenet, o principal motivo do afastamento aconteceu em dezembro de 2020. Na ocasião, a Warner anunciou que todos os seus filmes previstos para 2021 seriam lançados simultaneamente nos cinemas e na HBO Max nos Estados Unidos, permanecendo disponíveis no streaming durante um mês.
A forma como a decisão foi conduzida deixou Christopher Nolan furioso, principalmente porque diretores, atores e produtores não teriam sido consultados ou informados antecipadamente. Ao comentar sua reação, o cineasta afirmou: “Descrença. Especialmente pela forma como fizeram”, criticando o uso dos filmes como atração para o serviço “sem qualquer consulta”.

Depois do desgaste, Nolan deixou a Warner e levou Oppenheimer para a Universal Pictures. O longa se tornou um enorme sucesso comercial e venceu sete categorias no Oscar, incluindo Melhor Filme e Melhor Direção, rendendo ao cineasta suas primeiras estatuetas da Academia.
A Warner tentou recuperar a relação ao devolver, por meio de um cheque de sete dígitos, valores dos quais Nolan teria aberto mão durante o lançamento de Tenet. A iniciativa, no entanto, não foi suficiente, e Christopher Nolan escolheu permanecer na Universal para produzir e distribuir A Odisseia.











