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Christopher Robin – Um Reencontro Inesquecível “Um tapa na cara dos adultos”

Fabio Palamedi

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O filme apresenta com clareza seus argumentos e ajudam a construir um Christopher Robin adulto, cheio de responsabilidades e dificuldades que todo adulto tem e tudo o que ele perdeu com o passar dos anos. As principais ideias aqui, são apresentadas pelo próprio Christopher ao longo do tempo, vivenciando situações que são tão cotidianas e tão comuns, que é impossível não se identificar.

Pool, representa toda a inocência que uma criança que não consegue entender o mundo dos adultos pode ter, e por consequência disso, ser exclusivamente capaz de criar para si mesmo, uma realidade que faça algum sentido. Ao mesmo tempo, apresenta a ideia da exploração, da construção de uma realidade tão imersiva e tão própria de uma criança, que não da para não lembrar da época em que éramos crianças e de como víamos o mundo naquela ótica. Aqui, a sensação de reconexão com algo e uma forte sensação de empatia com o personagem enquanto criança chega a ser magica de tão sutil como é apresentada: apesar de sabermos como é chato ser adulto, você fica curioso em saber como aquele personagem chegou ali, e como ele pode estar tão perdido, a ponto de sequer imaginar que pode estar perdido.

Enquanto filme para adultos, especialmente para quem é pai ou mãe, apresenta argumentos que concordam com a nossa luta diária: como ser responsável e prestar atenção em nossos filhos? De fato, é um desafio homérico, e em muitas vezes, estamos tão fatigados pelas obrigações e pelos deveres e responsabilidades, que perdemos o que é mais importante. Enquanto pais, planejamos a carreira dos nossos filhos, esperamos que eles entendam como as coisas são no “ mundo adulto” e o maior desafio em dizer isso para alguém que é incapaz de compreender a complexidade disso (porque ainda é uma criança e o mundo para elas tem outra forma) não é em si, tão importante assim. Ser criança é mais simples, mas tão difícil….

As histórias clássicas mostram o Christopher Robin que gostava de se divertir em aventuras com seus amigos e as coisas complicadas…bem…não eram em si complicadas. Mas é aqui que o argumento principal da história do reencontro se desenvolve. Pool é a conexão que representa um Christopher Robin diferente do adulto que virou e que não consegue compreender sua filha. Isso se torna claro a medida que ele vai se esquecendo de como é ser criança. Isso é, até que se veja envolvido na brincadeira. O caminho de volta do personagem adulto e seu reencontro com sua essência, é uma experiência deliciosa que acaba por envolver sua família toda e apresentando o seu principal argumento: ser criança não é algo que tem a ver com a idade, e sim, como você vê o mundo, e o que você decide fazer com isso a seguir.

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Pool, com perguntas tão bobas e inocentes, alfinetam fundo e me fez questionar varias das minhas decisões na vida. Dependendo de como você olha a situação, as coisas podem ser bem mais simples, e se resolverem sozinhas, como de fato, a gente aprende durante a vida que existem situações das quais, fazer nada, é a melhor coisa a se fazer. Um filme cativante para crianças (nos dias de hoje)

Apesar de ser um filme que foi muito fácil para se conectar em função dos argumentos, da construção do Christopher Robin adulto e das ideias e valores que o motivam, ainda assim, é um filme altamente cativante para crianças. Isso porque, o filme é sobretudo, sobre ser criança, e as dificuldades que elas enfrentam no dia a dia. Se ser adulto não é simples, ser criança, principalmente nos dias de hoje, deve ser bem mais complicado. Me lembro que quando eu era criança, tudo que eu precisava me preocupar era ir bem na escola e pensar em uma profissão. O resto, era construído ao longo do tempo. Meus pais, por exemplo, nunca falaram sobre faculdade, intercambio ou vestibular. Era de uma família bem humilde e isso era tão improvável que não precisava se preocupar com isso. Talvez por isso é tão saudoso me lembrar de passar tardes jogando “ fubeca” (bolinhas de gude) e bafo (virar figurinhas de álbuns quaisquer que fossem), além das partidas de futebol no campinho da vila ate o sol se por depois da escola. Esse era o meu Bosque dos 100 Acres. E até onde me lembro, ele era muito divertido.

A comparação das atividades e obrigações escolares da filha de Christopher Robin com o trabalho dele e a importância que ele o tempo todo tenta explicar a Pool, é praticamente um tapa na cara da sociedade (adulta). E o mais interessante, é que isso é feito com a Inocência infantil dos personagens e de forma tão simples que para uma criança pode fazer muito sentido pensar “ei, eu já fiz essa pergunta para meu pai/mãe” e praticamente um choque para um adulto que se vê por breves horas, na pele da criança, que esqueceu de se divertir e ser feliz. Pensando por esse lado, pode parecer uma daquelas perguntas que uma criança não consegue entender: só queria que ele lesse uma história para mim, ou só queria que ele estivesse esse fim de semana aqui. É tão pouco para um adulto e tão significante para uma criança, que de fato, nos faz pensar no que é, ou tem sido mais importante para nós.

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Nos aspectos técnicos e demais detalhes, o filme é impecável. Os personagens se movem dentro do espectro físico das suas dimensões, suas personalidades fieis as personalidades das histórias anteriores, e isso também da o tom cômico das situações que eles se metem. O Pool desastrado que vive entalado em algum pode de mel por ai, é garantido.

Até aqui, só tenho boas recomendações dessa linda e cativante história, que com certeza vai te emocionar e quem sabe, fazer você se lembrar de como era ser criança.

Christopher Robin – Um Reencontro Inesquecível estreia dia 16 de agosto nos cinemas.

Nerd oldschool, mago nos RPG, rusher maluco nos FSP, consumidor descontrolado de cultura inteligente e filosófica (nerdices). É professor por diversão e trabalha com tecnologias e experiência de usuário, não necessariamente nessa ordem.

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A Snyder Cut pode ser anunciada a qualquer momento

Gal, Affleck e Fischer exigem o corte do diretor do filme no Twitter. #ReleaseTheSnyderCut

Edi

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Já se passaram dois anos desde que a versão desmantelada da Liga da Justiça foi lançada nos cinemas – um filme que teve inicialmente nas mãos de Zack Snyder e depois, devido o suicídio de sua filha, foi substituído por Joss Whedon.

Hoje o movimento pela liberação do corte do diretor para o filme esta movimentando o Twitter e a Liga da Justiça em peso (os atores) estão pedindo o corte do diretor do filme nas redes sociais.

Com excessão do ator Ezra Miller (que não possui redes sociais) todos os membros do elenco estão pedindo o corte do diretor. Henry Cavill por questões contratuais não postou nada também, tendo em vista que ele esta divulgando a série The Witcher para a Netflix.

Gal Gadot, a própria Mulher Maravilha, juntou-se à chamada “Release the Snyder Cut“, também conhecido como o corte da Liga da Justiça de Zack Snyder, que os fãs zelosos da DC exigem desde o lançamento do filme em 2017.

Gadot postou no Instagram e no Twitter no meio do domingo com uma foto em preto e branco de si mesma, além de uma mensagem simples: “#ReleaseTheSnyderCut”.

Ray Fisher também postou mais cedo no seu Twitter uma foto do seu personagem no filme Liga da Justiça pedindo que o filme tivesse o corte do diretor liberado.

Ben Affleck, que nem faz mais parte oficialmente do universo DC Comics nos cinemas também pediu o corte do diretor no Twitter:

O diretor Zack Snyder agradeceu aos atores que aderiram no seu Twitter através de RTs nas publicações.

A ex presidente da DC Enterniment também pediu pelo corte do diretor:

O produtor principal da série da HBo Watchmen pediu no Instagram pela versão do diretor da Liga da Justiça.

O diretor David Ayer, de Esquadrão Suicida também foi no Twitter pedir a liberação do filme.

Hoje também a jornalista Grace Randolph, divulgou a informação de que o corte do diretor esta a caminho, o que significa que a Warner esta discutindo a possibilidade de liberar o corte do diretor.

“IMPORTANTE – nada será anunciado hoje. Há … discussões acontecendo. Você não está apenas deixando claro que existe um grande público para isso, mas você está dando ao Zack o poder de negociação para conseguir tudo o que deseja. É disso que se trata hoje”

No Brasil, até o perfil de humor esportivo, Desimpedidos, pediu pela liberação do corte do diretor.

O ator de Aquaman, Jason Momoa, disse à MTV News que havia visto o Snyder Cut, acrescentando que acha que o público precisa vê-lo e que estava feliz como fã por ter visto.

O artista do DCEU Jay Oliva também compartilhou recentemente a arte conceitual de uma batalha entre Superman e Lobo da Estepe, juntamente com a mesma hashtag #ReleaseTheSnyderCut.

Anteriormente alguém também comprou um cartaz “Liberte o corte de Snyder” na Times Square durante a Comic Con de Nova York em outubro passado. Assim como fizeram diversos anúncios em lugares da cidade de NY.

O site THR diz que apesar da onda e especulações de que a Warner Bros. possa lançar o filme no serviço de streaming HBO Max, fontes dizem que nenhum anúncio de um lançamento da Snyder Cut esta programado. O site chamou a versão do diretor de “fabula”.

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Marvel anuncia datas dos seus próximos lançamentos para a Fase 5

Entre as apostas estão Pantera Negra 2 e muitos outros.

Daiane de Mário

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Antes mesmo da estreia da Fase 4 com o lançamento de Viúva Negra nos cinemas em 2020, a Marvel Studios já anunciou as possíveis datas dos seus longas que entrarão para a Fase 5 do estúdio entre 2022 e 2023.

Especula-se que entre os títulos dessa Fase 5 possam estar as sequências de Pantera Negra, Capitã Marvel e Guardiões da Galáxia e por que não sonharmos com a estreia de Quarteto Fantástico e X-men no MCU.

A Fase 4 chega aos cinemas com Viúva Negra em de Maio de 2020.

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Todo o amante de cinema deveria lutar pela Snyder Cut

O movimento não é sobre um filme de quadrinhos, mas sim de liberdade no cinema.

Edi

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Já se passaram alguns anos desde que a versão desmantelada da Liga da Justiça foi lançada nos cinemas – um filme que teve inicialmente nas mãos de Zack Snyder e depois, devido o suicídio de sua filha, foi substituído por Joss Whedon.

Depois disso, o longa foi refilmado com acréscimos de cenas mas, no geral, o trabalho original de Snyder foi destruído.

E independente do quanto você possa amar ou odiar o cineasta, uma coisa é fato: o movimento na web pela “Snyder Cut” da Liga da Justiça está atingindo patamares incríveis.

Recentemente, o ator Ryan Reynolds (Deadpool) curtiu um post sobre o pedido pela versão do diretor. A atriz indiana Huma Qureshi também manifestou seu apoio.

Jason Momoa (Aquaman) disse que viu a versão de Zack Snyder da Liga da Justiça. Isso nos leva a crer que o filme de certa maneira está pronto, porém pode ser que não esteja totalmente finalizado. O movimento nas entrelinhas é muito mais do que um grupo de fãs birrentos: Um filme para ser feito precisa de muitas aprovações e isso envolve produtores, executivos e investidores. O que na prática torna os filmes muitas vezes um não-retrato puramente artístico do diretor e do roteirista.

Nos filmes do Marvel Studios – como já bem sabemos – Kevin Feige é o homem que põe dedo em todas produções, o que tira um pouco da liberdade artística dos diretores e roteiristas… Na Disney então, nem se fala! Enquanto isso, a DC teve clássicos casos de interferência em Batman v Superman, Esquadrão Suicida e na Liga da Justiça. Consequentemente, todos estes filmes que a Warner mexeu foram mal de desempenho nas bilheterias.

É verdade que Christopher Nolan e alguns diretores tiveram carta branca para fazerem o filme que quiserem com os personagens da editora, porém essa liberdade artística se limita a seleto grupo. Assim, o movimento ‘Snyder Cut’ não sobre um filme de quadrinhos, mas sobre a liberdade no cinema.

Para meu espanto, já vi críticos de cinema de nome no Brasil, desconsiderando este movimento. Na minha cabeça não entra a ideia de que amantes de cinema são os maiores defensores de censura, justamente na área que atuam.

Em recente debate no Twitter com o jornalista Thiago Romariz, disse que por mais que Batman v Superman tenha sido um filme que não tenha tido a aceitação esperada, ele ao menos foi uma tentativa de fazer algo diferente do que a Marvel vinha fazendo (que nas palavras do cineasta Martin Scorsese “não é cinema”).

E atualmente – com excessão recente de Coringa – temos “duas Marvel” no cinema uma vez que, por mais que Aquaman tenha feito seu bilhão, isso se deve graças à fórmula desenvolvida por Feige, do qual o longa dirigido por James Wan bebeu bem.

Não importa qual a sua editora favorita. O importante é entender que todo o artista precisa de liberdade criativa e é disso que o movimento ‘Snyder Cut’ se trata. Todo o artista deveria ter direito de promover e exibir sua obra conforme ele imaginou.

A visão de Zack talvez nem melhore o filme… talvez seja uma versão pior do que a exibida nos cinemas (o que duvido muito), mas as pessoas precisam entender que o movimento vai além disso.

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