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Como a Liga da Justiça de Zack Snyder expos a hipocrisia da mídia nerd

Assim como WandaVision a imprensa nerd também teve sua fase de luto pela Snyder Cut, luto pela sua reputação.
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Foi ontem… Lembro como se fosse ontem, “Liga da Justiça estava inassistível até a chegada de Whedon”, disse o site tão mal otimizado que nem consegui abrir, Batman on Film.

Bastou um blog sem qualquer qualidade e tradição de obter informações exclusivas para que a imprensa nerd internacional usasse isso para justificar o afastamento de Zack Snyder da direção da Liga da Justiça e do proprio universo DC.

A versão do diretor, ora tida como inassistível acumulou até o momento 76% de aprovação no agregador de críticas Rotten Tomatoes, mais do que a versão que foi para o cinema dirigida por Joss Whedon, que acumulou 40%. Eu vi algumas pessoas usando o Metacritic para justificar que o filme é ruim, porém se eu for usar um crítico ou agregador para justificar que algo é ruim só porque o que eu normalmente uso como referência está falando bem, nada será bom.

A nota no RT pode cair, mas já é uma vitória considerando que o filme de 2017 foi massacrado e foi dito inclusive por alguns jornalistas e críticos que o Joss Whedon tentou salvar ele de uma coisa inassistível que Zack Snyder fez. Mas se a versão do Snyder tem uma nota superior a versão do Whedon, o diretor dos Vingadores tentou salvar ou destruir o filme da Liga da Justiça?

Durante três longos anos, a mídia tentou sabotar o desejo dos fãs de ter acesso a Liga da Justiça de Zack Snyder, seja duvidando da existência do filme ou quando o mesmo foi confirmado que iria acontecer alguns disseram que era um RETROCESSO. Outros ficaram bem chateados da Warner gastar 70 milhões de dólares para Zack Snyder terminar o filme (essa é a minha favorita, porque parece que o dinheiro saiu do bolso deles a ponto de lamentarem o investimento de uma empresa multibilionária). Como se estes jornalistas de cultura pop fossem anticultura e anti-entretenimento, porém, isso não é de se estranhar, existem até medicos anticiência.

Com isso conseguimos traçar as fases da imprensa nerd sobre o filme, usando como exemplo talvez os círculos infernais do inferno de Dante ou fases do luto.

  • Primeiro estágio: Negação (NÃO EXISTE)
  • Segundo estágio: Raiva. (ELE EXISTE, MAS NÃO PRECISAVA EXISTIR)
  • Terceiro Estágio: Barganha. (ELE EXISTE, MAS É RUIM)
  • Quarto Estágio: Depressão. (ELE EXISTE E A MAIORIA GOSTOU)
  • Quinto Estágio: Aceitação. (ELE EXISTE, É MELHOR QUE O ANTERIOR, MAS NÃO QUERO)

Sendo que ao invés de ser um luto para a morte, a imprensa nerd preferiu sentir estas fases no nascimento, porque um novo filme estava nascendo, mas a sua reputação era o que estava morrendo.

Infelizmente, vivemos em uma sociedade de jornalistas de cultura pop que não apuram informações, acreditam em tudo o que qualquer pessoa e rumor conta e tomam como verdade. Sendo uma ala da imprensa que cai ainda em fake news apesar de rejeita-la nas redes sociais, ou cai e acredita porque quer, GERA ACESSO.

Que fala que vidas negras importam nas redes, levantam tags, mas não querem saber sobre a luta de um jovem ator que expos o racismo em uma das maiores empresas de mídia de mundo, na verdade, é mais fácil zombar do projeto mesmo que ele salve muitas vidas e carreiras porque eu não suporto a existência de um determinado diretor.

Ta aí, ele existe, e a estreia do filme inassistível e retrocesso, acontece dia 18 de março nas plataformas digitais de alugueis de filmes.

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