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Contos, fábulas, folclore e livros infantis são jogados na fogueira por Damares

Damares v Direitos Humanos

Rodrigo Roddick

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Mais uma travessura da ministra. Há alguns dias, educadores, escritores e contistas ficaram chocados com um recente vídeo que ganhou grande repercussão na internet. Nele, Damares Alvez, ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, recrimina vários livros infantis que “ensina como ser bruxa”.

A Folha de São Paulo noticiou o ocorrido, trazendo uma fala de Damares dita a uma congregação.

“Isso é livro para crianças, irmãos? Ensina como ser bruxa, a se vestir como bruxa”

Ela ainda completa, debochando e diminuindo a literatura fantástica infantil e revelando, para surpresa de ninguém, que desconhece totalmente a importância dos livros.

“Só tem uma explicação para esse livro estar nas escolas de São Paulo: o governador não conseguiu resolver o problema de trânsito, então está ensinado a fazer vassoura de bruxa”

Além do Manual Prático de Bruxaria, de Malcolm Bird, apontado pela ministra no vídeo, outros livros que abordam principalmente ideologia de gênero e assuntos sobre o folclore europeu, africano e brasileiro também foram caçados por ela. Criaturas mágicas e fantásticas que tanto divertiram e expandiram o imaginário das crianças e adolescentes ao longo tempo estão na mira de Damares, que os considera impróprios e utiliza esses argumentos retrógados e infundados para influenciar pais a restringir as obras aos filhos.

Outro fator prejudicado pela postura da ministra é o folclore brasileiro em geral que, hoje, só é lembrado – se é lembrado – pela data 22 de agosto (Dia do Folclore Brasileiro). A maioria das pessoas frequentaram escolas que contaram histórias sobre o Saci Pererê, Boitatá, Sereia Yara, Cuca e outras seres fantásticos, mas à medida que vão crescendo passaram a ignorar estas fábulas que constituem a literatura infantojuvenil brasileira. A perseguição proposta por Damares só vem a destruir e menosprezar uma parte de nossa cultura qual tanto precisamos preservar para manter nossa identidade quanto país.

A ministra parece ignorar, ou não saber mesmo, que os contos, fábulas e romances infantojunvenis envolvem a habilidade de enriquecer o imaginário destes leitores e expandir sua criatividade. Uma destreza que desenvolve a visão crítica e permite as pessoas enxergarem além do óbvio e extrair o sumo ou o que está escondido por trás dos acontecimentos, palavras e gestos, fazendo-a fugir do senso comum. Uma habilidade que está em falta nos dias de hoje.

É terrível quando pessoas despreparadas assumem o poder e começam a desfilar sua ignorância acerca de um bem fundamental ao ser humano: a educação. E sem esta pequena e bonita palavra que forma o caráter do indivíduo, as pessoas viram meros reprodutores de falácias e preconceitos sem sequer saber que possui um cérebro para refletir sobre isso.

Em tempo de asneiras ganhando vida própria ao nascer da boca não estudada de políticos, as editoras de livros têm feito um excelente trabalho para lembrar ao público a importância de regar a mente com histórias. Elas ensinam princípios éticos, conferem habilidades e enriquecem o vocabulário e conhecimentos gerais. 

O trabalho mais recente da editora Intrínseca surge nesse cenário como uma ferramenta de luta. O Labirinto do Fauno, lançado ainda neste mês (julho) é uma adaptação literária do filme de Guilhermo Del Toro em que se discute justamente isso: o poder residente nos contos de fadas e como eles são fundamentais para formar pessoas mais inclusivas, poderosas e empáticas. A obra defende o poder das histórias e o utiliza na trama.

“Sua mãe dizia que os contos de fadas não tinham nenhuma relação com o mundo real, mas Ofélia sabia que tinham. Os contos haviam lhe ensinado tudo sobre o mundo” O Labirinto do Fauno – Intrínseca.

O Labirinto do Fauno, um livro que narra a fábula da princesa Moanna, justamente o conteúdo na mira de Damares, ainda lembra que muitos adultos evitam conversar alguns assuntos com seus filhos por considerarem-nos “pesados” e por não saberem como abordá-los com os pequenos. Isso só ressalta ainda mais a necessidade do livros, contos e fábulas, pois com sua linguagem totalmente elaborada para as crianças, os autores têm como prepará-las para estes assuntos, afinal um dia ela vai crescer e vai precisar de todo conhecimento possível para viver a vida.

“Só os livros abordavam todas as coisas sobre as quais os adultos não queriam conversar: Vida. Morte. O Bem e o Mal. E tudo mais que tinha alguma importância na vida” O Labirinto do Fauno – Intrínseca.

Mas quando estes ensinamentos são negados às crianças, elas crescem carentes de elementos que enriquecem sua mente e acabam não desenvolvendo opinião própria, tornando-se um ser humano medíocre que não sabe discernir a importância das coisas. Tornam-se pessoas vazias e ignorantes como a ministra.

A resenha de O Labirinto do Fauno sairá em breve. Aguarde.

Fonte: Folha de São Paulo.

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Nenhum fã da DC vai boicotar Aquaman 2 por causa de Amber Heard

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Foi dito pelo site de noticias e opinião Observatório do Cinema que fãs da DC (dando a entender que muitos deles, milhares…) estão ameaçando com boicote Aquaman 2 enquanto a DC não demitir a atriz Amber Heard que faz a Mera no filme.

Além de inexistir um único Tweet sobre qualquer suposto fã pedindo o boicote do filme, a matéria é completamente sensacionalista. Participo de vários grupos da DC e todos eles viram qualquer um, membro de grupos no facebook ou twitter alegando boicote.

Alias este site em sí ja havia dito uma vez que Liga da Justiça seria um filme ruim, antes mesmo do filme sair como uma espécie de vidente… Ora ser jornalista de cultura pop não é a mesma coisa que ser uma cartomante e publicar noticias falsas também deve ser uma coisa ruim para quem lida com essa atividade do jornalismo.

Depois ao longo desta matéria, o site ainda fala que “A DC Comics ainda não se pronunciou sobre o assunto” dando um tom sério a coisa que não foi provada por nenhuma manifestação de qualquer fã. O que não duvido existir, mas por outro lado duvido que passe de 10 pessoas.

É verdade que existe uma petição com mais de 300 mil assinaturas pedindo que Amber Heard seja demitida de Aquaman 2 por conta de supostas agressões cometidas contra seu marido Johnny Depp. Porém a petição pede que a DC remova ela e não ameaça o filme de boicote. Alias a petição foi feita por fãs do seu ex marido não necessariamente por fãs da DC Comics.

Aquaman 2 segue sem boicote para sua estreia em 2021.

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Veremos um Liga da Justiça 2 algum dia?

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É tudo o que os fãs da DC se perguntam há mais de 1 ano, desde que a data fixada por Zack Snyder – então grande chefão do universo dos quadrinhos da Warner – chegou e nem mesmo um trailer do filme foi divulgado. Até mesmo o polêmico diretor não conseguiu resistir no cargo e segue afastado dos filmes de herói.

Com o fracasso de bilheteria de diversos filmes do então Universo DC – principalmente comparado com as expectativas criadas por causada comparação com os longas da Marvel e com o dinheiro investido na confecção das obras – muita coisa mudou no estúdio e as incertezas são maiores que as novidades.

Patty Jenkins, toda poderosa na DC desde o sucesso de sua adaptação de Mulher Maravilha, já afirmou em várias oportunidades que não quer nenhum filme da franquia, por enquanto. Ela vê maior importância nos filmes solo dos super heróis, que estão indo muito bem de bilheteria, como Aquaman e Shazam, além da esperada estréia de The Flash.

“Eu acho os filmes como Liga da Justiça extremamente desafiadores. Eles são fantásticos e muito bem feitos. Eu torço para que não aconteça outro filme da Liga da Justiça por um tempo porque eu estou animada para ver todos os filmes solo”, afirmou, fazendo questão de dizer que não é um nunca, na verdade.

Com orçamento de cerca de 300 milhões de dólares, ficando entre os maiores de todos os tempos, o primeiro longa da franquia só conseguiu arrecadar 657 milhões nas bilheterias, o que até pode parecer muito, mas se os custos de divulgação e publicidade forem inclusos, é possível dizer que o filme deu prejuízo aos seus produtores.

Cálculos matemáticos de gente da indústria costumam assegurar que, para um filme começar a render grana aos produtores e ao estúdio que investiu em sua produção, ele precisa arrecadar – somente na bilheteria – quase o triplo do valor investido. Abaixo disso, é prejuízo na certa.

Seria esse o motivo do adiamento infinito da continuação da produção? Muitas coisas já mudaram no Universo da DC Comics. Além da saída do próprio Snyder, Ben Affleck não encarna mais o Homem Morcego, papel que foi incorporado por Robert Pattinson – cujos primeiros passos foram vistos como animadores, em suas primeiras imagens.

Outra novidade, o novo Coringa faria parte desta nova saga? Estaria o Oscarizado Joaquin Phoenix disposto a reviver o papel do Palhaço do Crime em uma nova aventura? Chamariam Jaret Leto novamente? Ou teria que escolher outro ator para reviver o icônico vilão? São muitas as perguntas e absolutamente nenhuma resposta até agora.

Aves de Rapina, que congregou – mais uma vez – personagens de diversos núcleos da DC estreou e, apesar das inúmeras críticas positivas, elogios vindos tanto da imprensa especializada quanto de público amante dos quadrinhos, não apresentou a bilheteria sonhada pela empresa, para espanto de todos.

Até o título da obra foi alterado, estando o filme em cartaz, com o acréscimo do nome da personagem principal, se tornando “Arlequina em Aves de Rapina”, opção criticada por quase todo mundo. Um “não-sucesso” como esse (já que não se pode falar em fracasso) deve frear ainda mais a intenção de iniciar a produção da Liga.

O público, que ama os quadrinhos, anseia em ver a produção, mas realmente não há ainda nenhum indício de que ele venha a ser produzido, pelo menos nos próximos anos. O sucesso de Shazam e Aquaman ajudou a diminuir a saudade dos DC Lovers. Resta aguardar a estréia do novo Mulher Maravilha, o 1984, em junho deste ano.

O que vocês acham?

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Confira 8 sites e redes sociais que deixaram de existir em 2019

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Diversos aplicativos e redes sociais foram encerradas em 2019, aumentando o cemitério digital de serviços online. A empresa líder em cancelamentos foi a Google, tendo finalizado quatro dos seus serviços. Microsoft, Facebook e Apple também contribuem com a lista com, pelo menos, um produto encerrado cada.

Naturalmente, são diversas as razões que levam ao fim de uma rede social, site ou aplicativo. Como o tempo, é comum que estes serviços se tornem obsoletos e percam seu público, existindo também casos em que eles sequer conseguem engajar uma base expressiva de usuários.

Além disso, o fortalecimento de novos sites e redes sociais acaba resultando em um aumento de concorrência e, não raramente, na perda de influência de alguns desses aplicativos. Aqui, é possível citar o TikTok, aplicativo de mídia para criar e compartilhar vídeos curtos, e os melhores sites de apostas para quem joga no Brasil como exemplos de serviços que cresceram expressivamente nos últimos anos.

Mas como o assunto aqui são os serviços que chegaram ao fim, é possível conferir abaixo a lista com os 8 principais sites ou aplicativos que deixaram de existir em 2019.

iTunes

Após revolucionar a indústria da música, o iTunes chegou ao fim. O app de mídia foi substituído por aplicativos dedicados para TV, Música e Podcasts no sistema operacional de computadores da Apple. A proposta faz parte da estratégia da Apple em investir cada vez mais na criação de conteúdos, o que inclui séries e filmes para o seu canal de streaming, o Apple TV+, lançado no segundo semestre de 2019.

Google+

Outro aplicativo que chegou ao fim em 2019 foi o Google+. A decisão foi tomada com base nas sucessivas polêmicas envolvendo a exposição de dados de seus usuários. Criada em 2011, a rede social nunca conseguiu atrair um grande engajamento, mesmo possuindo uma base expressiva de membros. Dados da própria empresa mostram que 90% dos logins na plataforma não costumavam ultrapassar a marca de cinco segundos online.

Google Allo

O Google Allo foi anunciado em 2016 para competir com aplicativos como o WhatsApp, Facebook Messenger e Telegram. A aposta consistia em um app de chat com o Google Assistente embutido, mas nunca se popularizou entre os usuários, encontrando seu fim em 2019.

Google Inbox

A Google Inbox foi, talvez, a maior perda da gigante em tecnologia e comunicação em 2019. O aplicativo funcionava como uma espécie de laboratório de experimentos para funções de e-mail, com opções avançadas e visual mais minimalista que o Gmail. Após o fim do Inbox, inclusive, o principal serviço de webmail da Google recebeu uma atualização contendo diversas funções vindas do aplicativo cancelado, como as opções de adiar e fixar mensagens (estrela).

Google Trips

Sem dar muitas explicações sobre as razões que a levaram a isso, a Google encerrou o Trips, seu aplicativo voltado para facilitar viagens. Com ele, era possível que os usuários organizassem suas passagens, hotéis e ainda os ajudava a montar seus roteiros, com dicas de restaurantes e pontos turísticos. Algumas das funções do Google Trips ainda estão disponíveis no endereço google.com/travel.

Facebook Moments

O Facebook Moments, aplicativo de armazenamento de fotos similar ao Google Fotos, foi mais um dos serviços encerrados em 2019. Não foram dados maiores esclarecimentos sobre as razões que levaram ao cancelamento, mas especula-se que um dos motivos tenha sido as dificuldades encontradas pelos usuários em utilizar a plataforma.

Microsoft Health e Band Companion

A Microsoft Band, primeira pulseira inteligente lançado pela empresa, foi descontinuada em 2017. Em maio de 2019, foi a vez dos serviços relacionados à pulseira chegarem ao fim: o aplicativo Band Companion e a plataforma de saúde Microsoft Health. O produto não foi comercializado no Brasil.

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