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Crítica | Predador: Terras Selvagens “Não é que é bom!”

Predador Terras Selvagens, dirigido por Dan Trachtenberg, mostra Dek e a robô Thia em jornada no planeta Genna, unindo ação, emoção e reinvenção da franquia.

8 Muito Bom
Predador: Terras Selvagens

Desde que o cineasta Dan Trachtenberg (“Rua Cloverfield, 10”) assumiu a franquia Predador com o ótimo “O Predador: A Caçada“, este universo ganhou novas perspectivas e viu sua mitologia se expandir. O recente lançamento da animação “Predador: Assassino dos Assassinos” comprova a paixão do realizador pelo que está fazendo. Agora, temos um novíssimo capítulo da caçada de Trachtenberg, mas desta vez em um lugar bastante distante.

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Em “Predador: Terras Selvagens”, acompanhamos um jovem predador( Dimitrius Koloamatangi), rejeitado por seu clã, se une à adorável robô sintética Thia(Elle Fanning) em uma perigosa jornada em busca de um adversário digno. Os dois precisam trabalhar juntos para sobreviver e aprimorar suas habilidades, com a missão de o predador recuperar o respeito de seu povo.

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“Terras Selvagens” propõe uma jornada de amadurecimento com o predador novato Dek em um planeta extremamente perigoso (chamado Genna), onde o personagem é uma pequena formiga no meio de tantos monstros selvagens. Dek enfrenta o clássico dilema de provar a todos (e a si mesmo), que não é fraco e merece ser um Yautja (o nome da raça do predador). Para isso, ele precisa caçar Kalisk, uma criatura bestial. Nosso protagonista é a antítese de todos os predadores que acompanhamos em diferentes mídias; ele está se descobrindo como guerreiro e aprendendo a lidar com os sentimentos. Isso é mérito de Dimitrius Koloamatangi (The Panthers), que trouxe carisma para seu personagem.

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Durante essa missão pessoal, Dek cruza com a simpática robô Thia (interpretada pela carismática Elle Fanning), que o ajudará nessa empreitada. A dinâmica entre Dek e Thia se torna o ponto alto de “Terras Selvagens”: essa amizade improvável resulta em excelentes interações. Além disso, a obra traça paralelos que sustentam seu principal tema: a relação entre irmãos.

Crítica | ‘Predador: Terras Selvagens’

Muito além de uma estética notável e ótimas sequências de ação (realmente muito boas e inventivas), “Terras Selvagens” é um filme sobre irmãos. A trama é movida pela relação que os personagens possuem com seus irmãos: enquanto Dek quer honrar seu falecido irmão, Thia deseja reencontrar a irmã após o fracasso de uma missão. É essa ligação que fortalece a parceria de nossos sobreviventes.

O planeta Genna não é apenas um lugar vazio visualmente; há uma beleza visceral nesse local hostil. A direção de Trachtenberg consegue explorar bem as entranhas do planeta e proporcionar visuais belíssimos. Outro aspecto que chama muita atenção na experiência de “Terras Selvagens” é como o filme lembra um videogame. Isso se reflete na estrutura narrativa, já que os personagens estão sempre explorando diversos lugares do planeta, adquirindo informações e criando ferramentas. É quase uma jogatina de “ARK: Survival Evolved”.

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“Predador: Terras Selvagens” comprova, mais uma vez, que a franquia pode se reinventar. Dan Trachtenberg está preparando um excelente futuro para esse universo.

Predador: Terras Selvagens
Muito Bom 8
Nota 8