O filme Supergirl, estrelado por Milly Alcock, estreia no dia 25 de junho nos cinemas de todo o mundo, incluindo o Brasil, e ironicamente eu acabei gostando mais dele que imaginei que iria, considerando minha impressão ao ver os trailers anteriormente.
O longa, como já comentei no Twitter, é o melhor do segmento de heróis nos últimos 5 anos (com exceção de The Batman). É um retrato sincero sobre a defesa de pessoas quebradas vivendo seu luto, mas sem perder aquilo que as torna diferentes.

Vi muita gente reclamando roteiro escrito pela Ana Nogueira, que também está desenvolvendo Mulher-Maravilha, mas, sinceramente, ela não faz nada muito diferente do que vimos nos últimos seis filmes do Homem-Aranha, que, em geral, têm roteiros simples e, em alguns casos bem superficiais, com exceção dos dois primeiros longas do personagem dirigidos por Sam Raimi.
Os filmes do Homem-Aranha (sei que não são o foco, mas uso como) são o “Raphinha” dos filmes de heróis: enquanto outros longas são duramente criticados por motivos pouco claros, o Homem-Aranha sai ileso só porque uns três críticos de 50 anos riram numa cabine de imprensa. Mas, se outro filme (e nem precisa ser protagonizado por uma mulher) fizer o mesmo, a crítica enlouquece.
A fotografia do longa, para quem leu os quadrinhos, talvez seja um dos maiores pontos de crítica, mas acho que o filme, que bebe de boas doses dramáticas, preferiu adotar um tom mais escuro e, o mais incrível de tudo, não ficou ruim, exceto pelo excesso de marrom ao longo da obra.

Os destaques para asções de Jason Momoa e Alcock são evidentes, mas Milly está tão à vontade no papel que é fácil acreditar que ele foi dela. Já Momoa interpreta um lobo divertido e maluco, fiel aos quadrinhos, garantindo a maior parte do alívio cômico ao lado de Ruthye (Eve Ridley).
O longa também conta com uma direção que entrega o feijão com arroz competente esperado de Craig Gillespie. Talvez a única coisa mais genérica seja o vilão, mas ainda assim gostei do Krem interpretado por Matthias Schoenaerts.

O longa Supergirl talvez seja o primeiro tropeço para a grande crítica à DC Studios sob a tutela de James Gunn, mas eu não sei exatamente o que a crítica esperava aqui.
Como disse no início do texto, se você pegar o roteiro dos últimos seis filmes do Homem-Aranha e até incluir (talvez) do novo Homem-Aranha 4, que estreia em julho nos cinemas, não será muito diferente do que foi apresentado aqui. A grande diferença é que, mesmo assim, Supergirl, para mim, ainda é melhor que todos eles.










