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cinema

Crítica 3 – Coringa “Eu não assisti, parecia que estava na cabeça dele”

O filme mostra como é a “realidade” dentro da mente do vilão.

Isadora Meneses

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Coringa é um filme dirigido, produzido e escrito por Todd Phillips, com co-produção do Bradley Cooper e Emma Tillinger Koskoff. O longa por si só dispensa apresentações, porque além de se tratar de um dos vilões mais famosos do cinema e quadrinhos, é um dos, se não o filme mais esperado do ano.

Apesar das opiniões negativas durante os primeiros meses de sua divulgação, o filme alavancou nas opiniões do público, principalmente depois da divulgação do trailer e por ter recebido vários prêmios em festivais exteriores.

Uma novidade do filme, que causou receio em vários fãs, foi o motivo para o personagem se tornar o famoso vilão. Em vez de se jogar em um tanque com produtos químicos, como em Piada Mortal, o fator que leva a sua insanidade é a própria sociedade. E isso é construído de uma forma quase perfeita, a audiência sente e compreende cada ato do personagem, a cada cena você se vê mais apegado, torcendo para que tudo dê certo, mesmo todos já sabendo o destino de Arthur (Joaquin Phoenix).

A atuação de Phoenix como coringa é um show a parte. A forma como o ator se entrega e entra no personagem é brilhante. Obviamente não devemos comparar sua atuação com a de Heath Ledger, pois, apesar de ser o mesmo personagem, suas características são completamente diferentes. Mas me atrevo a dizer que se trata de uma atuação tão brilhante quanto, ambos se tornam o coringa de corpo e alma.

A direção de Todd Phillips é algo que me preocupava desde o inicio, pois eu pensava “como alguém que dirigiu todos os Se Beber não Case pode conseguir criar o universo sombrio do Coringa?”. Bem, eu não pude estar mais enganada. Ele não simplesmente criou o universo do Coringa, mas nos fez sentir na pele tudo que o personagem sentia, seus medos, sua raiva, tudo. O roteiro é realmente algo incrível, como ele constrói todos os cenários e ambientes, toda a jornada de Arthur é extremamente bem feita.

A melhor característica do filme é a linha tênue entre a realidade e a loucura. Do início ao fim nós acompanhamos a vida de Arthur Fleck, mas não como audiência, e sim como se todos nós fossemos ele, como se estivéssemos dentro de sua cabeça. Em vários momentos sua verdade é posta em dúvida, nós vemos algo e logo em seguida algum personagem vem e a questiona, nos deixando em uma eterna dúvida quanto a realidade dos fatos.

Por fim, minha única crítica ao filme é a velocidade com que os fatos acontecem, porém sei que é algo necessário para o filme, pois ele retrata uma longa construção de personagem. Apesar disso, a obra como um todo é magnífica e com certeza será um filme que ficará marcado na mente de todos.

Coringa entra em cartaz amanhã, dia 03 de Outubro.

Coringa

9.5

Nota

9.5/10

Pros

  • Roteiro
  • Atuação impecável
  • Direção
  • Arte

Cons

  • Velocidade em que acontecem os fatos
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cinema

Crítica – O Irlandês “O longa é o grande favorito ao Oscar”

O Irlandês pode ser o filme que vai roubar o Oscar de Coringa e ainda por cima pode tirar também o premio de melhor ator de Joaquim Phoenix.

Hueber Silva

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O novo filme de Martin Scorsese traz um a história de uma caminhoneiro e veterano de guerra chamado Frank Sheeran (Robert de Niro), conhecido como “Irlandês” que toma a frente da narrativa durante todo o filme. No início o longa está dividido em três linhas temporais, onde duas dessas linhas se encontram mais pra frente formando uma só.

Frank transportava carnes e acaba sendo acusado por vender parte de sua carga a um gângster ele acaba não entregando ninguém no tribunal e saí ainda de forma vitoriosa contra a empresa que acusou ele, a partir daí ele começa a ver uma nova realidade no mundo da máfia quando ele conhece o chefe da família criminosa de Pensilvânia, Russell Bufalino (Joe Pesci) que acaba transformando Frank em seu assassino pessoal.

Durante a trama Russell apresenta Jimmy Hoffa (Al Pacino) que era líder sindicalista há muitos anos e acabou se tornando presidente do Sindicato dos Caminhoneiros em 1957 e virou amigo pessoal de Frank. A trama começa a focar nesses três personagens durante todo seu enredo, são três horas e meia de duração. O início do filme é um pouco lento, pois conta detalhe por detalhe a história de Frank e de como ele conheceu Jimmy e Russell, após isso o filme começa a caminhar de uma forma interessante e mostra algo que nunca vimos sobre a máfia nos Estados Unidos.

O Irlandês traz bastante tiroteio, explosões e uma história ao nível certo de Scorsese, sem deixar o público na mão. O longa não perde seu foco e mantém um bom enredo do início ao fim, por mais que seja um filme longo. Ainda durante o longa vemos Frank tendo problemas com sua filha por ser um pai que não tolera problemas ou coisas ruins que acontecem com suas filhas.

Outra atenção que o filme merece é sua trilha sonora que foi bem escolhida e nos faz adentrar naquele mundo mafioso de Scorsese. Sua trilha traz sucessos como In the Still of the Night (The Five Satins), The Time Is Now (The GoldDiggers), I Hear You Knockin (Smiley Lewis) e outros sucessos, o tema do é de Robbie Robertson, ex-guitarrista da The Band.

O longa tem um leve tom de comédia, fazendo o público rir e ao mesmo tempo ficar amarrado a história do filme. Podemos dizer que é um dos melhores filmes que a Netflix já produziu? Sim, é o melhor filme que a empresa de streaming já produziu, Scorsese traz um roteiro excepcional e fora do comum, em questão de elenco o filme é muito bem servido, fazia tempo que não via uma atuação tão brilhante do De Niro e Al Pacino, mas quem merece uma atenção no longa é Joe Pesci, que traz uma atuação brilhante juntamente com os outros dois.

O Irlandês estreia dia 14 de novembro nos cinemas e dia 27 de novembro na Netflix.

Coringa

9.5

Nota

9.5/10

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  • Roteiro
  • Atuação impecável
  • Direção
  • Arte

Cons

  • Velocidade em que acontecem os fatos
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Crítica – As Panteras “O filme é simples porém muito divertido”

É o ideal pra quem gosta de bastante ação, e para quem gosta de filmes de espiagem com uma pegada mais comédia.

Isadora Meneses

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Charlie’s Angels (As Panteras) é um filme dirigido por Elizabeth Banks, que também escreveu o roteiro, a partir de uma história de Evan Spiliotopoulos e David Auburn. É a terceira “parte” da série de filmes Charlie’s Angels, ou seja, é uma continuação da história que começou com a série de televisão do mesmo título por Ivan Goff e Ben Roberts e os filmes, Charlie’s Angels (2000) e Charlie’s Angels: Full Acelerador (2003).

O filme é estrelado por Kristen Stewart, Naomi Scott e Ella Balinska como a nova geração de Angels. Banks e Djimon Hounsou estrelam como os Bosley, assistentes de Charlie Townsend, enquanto Patrick Stewart estrela como John Bosley, o primeiro assistente de Charlie, substituindo Bill Murray, que desempenhou o papel no primeiro filme. Ele também apresenta Sam Claflin e Noah Centineo em papéis coadjuvantes e Jaclyn Smith reprisando seu papel como Kelly Garrett da série original e segundo filme para uma aparição.

Deve-se ressaltar a atuação de Kristen Stewart, que apresenta uma personagem engraçada e ao mesmo tempo séria em suas cenas de ação, botando um fim nas histórias de que ela não apresenta emoções e está sempre com a mesma expressão facial. Ella Balinska também está deslumbrante em seu papel. Infelizmente Naomi Scott nos traz uma personagem fofa e engraçada, mas quando ela tem que interpretar uma cena mais séria, fazendo papel de durona, ela acaba ficando meio forçada.

O roteiro do filme é bem construído, os elementos narrativos são bem organizados e os pontos chave, incluindo os plot twists, são postos nos momentos corretos propostos pelo roteiro. As músicas presentes no filme também complementam muito bem a narrativa. A trilha musical vale muito a pena ser ouvida também a parte, mesmo depois que o filme acabar, principalmente a música Don’t Call Me Angel da Ariana Grande, Miley Cyrus e Lana del Rey.

Outro ponto alto do filme é o guarda-roupa das Angels. Tanto o guarda-roupa cênico quanto o figurino proposto pela Kym Barrett são incríveis. As peças são belíssimas, o design, as cores e o corte delas dão até muita vontade de usar.

O filme é simples porém muito divertido de se assistir. É o ideal pra quem gosta de bastante ação, já que 75% dele é basicamente porradaria e tiro, e para quem gosta de filmes de espiagem, mas com uma pegada mais comédia, mais leve.

Charlie’s Angels (As Panteras) lança dia 15 de Novembro.

Coringa

9.5

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cinema

Sonic: O Filme ganha novo trailer, com visual renovado do personagem.

Do jeitinho que queríamos!

Rebeca Pinho

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A Paramount Pictures divulgou nessa terça-feira (12) o novo trailer de Sonic: O Filme, após sofrer duras criticas dos fãs, o estúdio tomou a decisão de adiar o filme, para retrabalhar o visual do personagem.

O longa digrido por Jeff Fowler e produzido por Tim Miller (Deadpool), e por Neal H. Moritz (Velozes e Furiosos) traz no papel do vilão Robotnik, o ator Jim Carrey.

No filme, Sonic contará com a ajuda humana do policial Tom Wachowski (James Marsden) com quem deve criar um vínculo de amizade e uma boa parceria, para impedirem Robotnik de dominar o mundo!

Sonic: O filme chega aos cinemas brasileiros em 13 de fevereiro de 2020

Coringa

9.5

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9.5/10

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