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cinema

CRÍTICA – Alita: Anjo de Combate

Sob direção de Robert Rodriguez e produção de James Cameron, Alita tenta seguir o mangá e impressiona no visual.

Thalita Heiderich

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Em 2009 a computação no cinema deu um grande salto e chamou a atenção de todos com a estréia de Avatar, do diretor James Cameron (Titanic). Na época ele contou que já tinha o roteiro todo pronto, mas queria esperar a tecnologia se desenvolver para que o filme tivesse boa qualidade. Não contente com esse grande feito, James Cameron tinha outra carta na manga…

Alita é baseado em um mangá de 1993 que encantou o diretor, que logo comprou os direitos e deixou guardados até agora. Ele não foi responsável pela direção, ela fica por conta de Robert Rodriguez (Sin City, Planeta Terror, vários outros filmes maneiros), mas Cameron produz e o longa tem a cara dele.

Ele se passa num futuro distópico pós queda de civilização e conta a história de uma ciborgue encontrada em pedaços pelo Dr Dyson Ido (Christoph Waltz). Sem memórias de sua vida anterior… ela descobre na prática que tem habilidades raras de combate e tem instinto para batalhas.

O filme tem vários subplots que são carregados até quase o seu final mas o ponto principal é a formação da nova identidade de Alita, enquanto descobre segredos do Dr Ido, luta contra ladrões de peças robóticas, caçadores de recompensas e ainda pratica MotorBall.

Visualmente o filme é FANTÁSTICO. É possível ver cada poro do rosto da personagem e a atenção aos detalhes se destaca. Pra quem já conhecia a história, é ainda mais bonito. Existe um OVA (Original video animation – uma espécie de filme em animação que complementa ou reconta a história de mangás e animes) baseado na história do mangá e o filme tem MUITO do OVA e do mangá. Ele expande um pouco a história, mas se mantém preso aos pontos principais e ao design do universo.

É fato que o amante do universo oriental vai gostar muito mais do filme, ele tem cara de anime e não tenta disfarçar isso. Tem muita ação e por ter muita computação, as ações tem pouco corte.
Quanto ao roteiro, por ter muitos plots, parece que a história demora a andar de verdade, mas isso não chega a atrapalhar. Entra naquela questão de se parecer com um anime. Estamos falando de um filme que busca ser fiel ao conteúdo original.

O Elenco conta com nomes grandes como Mahershala Ali, Ed Skrein e Jennifer Connelly. Junto a eles temos Keean Johnson, par romântico da Alita. Mal apresentado, forçado e o personagem no Ova era mais interessante. Ouso dizer que a interação deles é a parte mais sem graça do filme. Last, but not least, Rosa Salazar dá voz e movimento para a personagem principal… e faz isso lindamente.

Sem mais delongas, Alita: Anjo de Combate merece seu ingresso, vai te animar e divertir. É uma boa pedida pra ver com amigos e te dá vontade de procurar o conteúdo original.

Alita: Anjo de Combate estréia dia 14 de fevereiro. Confira!

Alita: Anjo de Combate

8

Nota

8.0/10

Pros

  • Qualidade de Computação
  • Elenco conhecido e querido
  • Temática oriental bem utilizada

Cons

  • Muito plot ao mesmo tempo
  • Romance fraco
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