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Thalita Heiderich

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Annabelle 3 é o 7º filme da franquia James1 Wan de horror baseado na vida do casal de demonólogos Ed e Lorraine Warren (Patrick Wilson e Vera Farmiga).

Primeiro trabalho de direção da carreira de Gary Dauberman (que roteirizou vários filmes da franquia Jamen Wan) e estrelado pela maravilhosa Mckenna Grace. Dessa vez acompanhamos uma noite na casa do casal Warren, em que sua filha Judy (Mckenna) está com a babá Mary (Madison Iseman) e a amiga bisbilhoteira Daniela (Katie Sarife).

O filme explica que Annabelle nunca foi possuída, mas é na verdade um canal para a passagem dos demônios.Todo o problema acontece quando Daniela encontra a chave do quarto de artefatos demoníacos e resolve xeretar tudo… com direito a abrir a caixa onde está a encapetada da Annabelle. 

E haja demônio andando pela casa depois disso. Tem lobisomen, noiva ensanguentada (não é a Chorona), tem boardgame assassino, televisão mal assombrada, barqueiro, samurai.. uffa, será que esqueci de alguém? provavelmente.

Essa franquia sabe fazer bem uma coisa: fazer dinheiro gastando pouco. Tendo isso em base, o próximo passo é apresentar ainda mais personagens pra que mais Spin-Offs sejam criados e esse universo gere AINDA MAIS dinheiro.E é só pra isso que esse filme serve. Tem personagem pra mais 10 anos de spin-off.

Não me levem a mal. Pode ir assistir. É Blockbuster, tem visual maneiro, tem clima, tem uma leve pegada da direção do James Wan (genérica, né). E tem Jumpscare!! Ô, o povo gosta de Jumpscare.

Mas não tem perigo real. Não tem medo de morte. É previsível e tem tanto personagem em tela que ninguém tem realmente tempo de ser apresentado e causar medo. Misturado a isso, temos 3 personagens com 3 backgrounds próprios que ficam mal desenvolvidos e dão lentidão à narrativa. Por exemplo: Judy compartilha dos “poderes” da mãe, ela vê entidades. Depois que isso é apresentado, não serve pra nada na história, visto que toda entidade que aparece é vista por todos na casa. Se não fosse o fato da Mckenna ser uma atriz mirim excelente, esse filme perderia o pouco carisma que tem.

É meio desapontador ver um roteiro retroceder. Annabelle 2 foi um filme fechadinho e bem feito, mas creio que cresceram o olho ao fazer a sequência (da sequência).

O segundo ato é repleto de “nada aconteces” + jumpscare. O que não é um grande problema, mas ele guia pra um terceiro ato com resolução previsível e sem nenhuma mudança  crescimento dos personagens. o filme só tem 2 lições: não futuque no que não e seu e use joelheiras ao andar de patins.

Eu sei que eu disse que esse filme tem personagem pra mais 10 anos de franquia, mas  que eu não disse é que nenhum deles tem peso pra se sustentar se não for muito bem apresentado. Nesse filme aqui eles não fizeram nada além de puxar uns pezinhos.  Eu fui ver Annabelle 3, não Atividade Paranormal 2019.

Annabelle 3 é o próximo sucessão de Sessão da Tarde, pra ver com os amigos e rir do garoto aleatório fazendo serenata desafinada.

Estreia dia 26 de junho nos cinemas brasileiros. Assiste e diz pra gente o que achou!!

Annabelle 3

3.5

Nota

3.5/10

Pros

  • Mackenna Grace
  • Referência a boneca Annabelle original
  • O quentinho no coração de ver os Warren.

Cons

  • Superficialidade da história
  • O cringe da cena do mercado
  • Previsibilidade

Carioca viciada em séries, filmes do drama ao terror gore. Rabiscadora de livros, nerd, míope e ouvinte de podcast com a cabeça na janela do ônibus.

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cinema

Crítica | Os 7 de Chicago “falha em transportar o roteiro para a tela”

O recorte de Sorkin soa muito mais como um apelo por empatia sem justificativa e nem razão narrativa para existir.

Davi Alencar

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O ano é 1968 e os Estados Unidos fervilham com o ritmo da sangrenta Guerra do Vietnã. Em meio a esse ambiente, movimentações estudantis começam a agir contra o recrutamento de jovens para o campo de batalha. Os 7 de Chicago, novo lançamento de Aaron Sorkin pela Netflix, conta a história de sete réus acusados de conspiração, formação de quadrilha e incitação de revolta pelo governo estadunidense ao organizar uma manifestação que não acabou nada bem.

O filme marca a segunda tentativa de Sorkin na direção e visivelmente pega emprestado muito da estrutura de A Rede Social (David Fincher, 2010), filme no qual ele é roteirista. A tática de se apoiar em um julgamento para desenrolar fatos passados é interessante, mas ele não consegue obter o mesmo êxito de Fincher e falha em trazer para a tela a complexidade e o ritmo que seu roteiro inspira.

Infelizmente, essa parece ser a sina do diretor. Enquanto sua habilidade de escrita é impecável, principalmente o modo que ele usa os diálogos para arquitetar o desenrolar de uma cena, sua proficiência em coordenar a estética e a linguagem do filme são bem rasas. Seu trunfo é sempre a fala e a impressão que fica é de que suas histórias só funcionam efetivamente como cinema quando tem alguém para “controlá-lo”. Em suma, sua dificuldade é transformar o roteiro em fotografia.

Essa conclusão é bem frustrante já que tanto o cenário quanto a história que escolheu contar são fascinantes. O Vietnã foi um período muito marcante dentro do imaginário popular dos EUA e usar isso para evidenciar como a força policial pode ser ainda mais nociva quando defende os interesses do estado tem um significado bem rico. O filme não passa nenhum sinal dessa opressão a não ser quando efetivamente cumpre o clichê.

Inserir algumas imagens reais dos protestos de 68 é o máximo de personalidade que aspira ter. Spike Lee faz algo bem parecido em Destacamento Blood (2020) e, enquanto a sua versão é uma pausa no filme para honrar a imagem e os nomes de negros que morreram em decorrência dessa guerra sangrenta, o recorte de Sorkin soa muito mais como um apelo por empatia sem justificativa e nem razão narrativa para existir.

O final é tão clássico quanto pode. Uma cena com um teor altamente inspirador encerra a obra com uma série de letreiros para indicar o que aconteceu depois. Uma mesma versão disso ocorre no começo, quando cada personagem recebe uma breve descrição em tela com seu nome e função. Isso é uma prova de que nem o roteiro é tão irretocável e, mesmo com sua verborragia, não consegue desenvolver o básico desses seres sem apelar para um recurso gráfico.

Pode-se dizer que um dos seus pouco acertos é na figura do antagonista. O juíz Julius Hoffman é tão odioso quanto alguém que personifica os interesses do estado deve ser. Ele é uma peça chave onde o filme funciona melhor e sabe criar no tribunal esse senso de causa perdida. De uma maneira muito superficial dá para lembrar de Filadélfia (Jonathan Demme, 1993) no embate entre duas forças tão diametralmente opostas.

Os 7 de Chicago é uma grande isca pro Oscar e marca a tentativa da Netflix em vencer mais prêmios. Infelizmente, por mais que a história seja boa, ele não sabe utilizar a cinematografia para criar um resultado favorável e acaba atingindo uma superficialidade decepcionante. Em um paralelo com outro grande lançamento da plataforma, Estou Pensando Em Acabar Com Tudo (Charlie Kaufman, 2020), falta transformar esse amontoado de ideias legais em um filme propriamente dito.

Os 7 de Chicago esta disponível na Netflix.

Annabelle 3

3.5

Nota

3.5/10

Pros

  • Mackenna Grace
  • Referência a boneca Annabelle original
  • O quentinho no coração de ver os Warren.

Cons

  • Superficialidade da história
  • O cringe da cena do mercado
  • Previsibilidade
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cinema

Michael B. Jordan será produtor do novo filme do Super Choque

Nesta sexta-feira (16) a Warner Bros anunciou que a grande estrela Michael B. Jordan será produtor do longa através de sua produtora Outlier Society.

Davi Alencar

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A produção do novo filme de Super Choque começa a ganhar forma. Nesta sexta-feira (16) a Warner Bros anunciou que a grande estrela Michael B. Jordan será produtor do longa através de sua produtora Outlier Society.

O longa anunciado no DC Fandome também terá Reginald Hudlin ao lado de Jordan.

“Estou orgulhoso de ser parte desse novo universo centrado em super heróis negros. A nossa comunidade merece isso.” Disse o ator em uma entrevista para o The Hollywood Reporter. “A Outlier Society se compromete em trazer conteúdos com diversidade dos quadrinhos para todas as demais plataformas e estamos animados pela união com Reggie e a Warnes Bros para esse primeiro passo.”

Super Choque conta a história de Virgil Hawkins, um menino negro que ganha poderes eletromagnéticos depois de ser exposto a um gás desconhecido. Ele tem que experienciar as problemáticas disso se relacionando diretamente com o ambiente urbano que habita.

Fora os dois produtores, inclusive Hudlin está responsável pela próxima série de quadrinhos do heróis, ainda não foi revelado nada da produção. Ao que tudo indica, esse pode ser o início de um novo selo de filmes de herói a Warner, mas ainda é muito cedo para afirmar qualquer coisa.

Mesmo assim, os fãs não deixam de especular e os mais cotados para o papel de Virgil são Jaden Smith (À Procura da Felicidade) e Caleb McLaughlin (Stranger Things).

Por enquanto ainda não há uma data de estreia para as eletrizantes aventuras de Super Choque nas telonas do cinema.

Annabelle 3

3.5

Nota

3.5/10

Pros

  • Mackenna Grace
  • Referência a boneca Annabelle original
  • O quentinho no coração de ver os Warren.

Cons

  • Superficialidade da história
  • O cringe da cena do mercado
  • Previsibilidade
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cinema

A Voz Suprema do Blues | Último filme de Chadwick Boseman ganha posters

Nesta última quinta-feira (15) a Netflix liberou uma série de posters individuais das personagens de seu novo filme, A Voz Suprema do Blues.

Davi Alencar

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Nesta última quinta-feira (15) a Netflix liberou uma série de posters individuais das personagens de seu novo filme, A Voz Suprema do Blues.

Confira a sinopse: Chicago, década de 1920. A tensão só aumenta entre os músicos que aguardam em uma claustrofóbica sala de ensaio a lendária e revolucionária “Mãe do Blues”, Ma Rainey. Atrasada para a sessão de gravação, Ma trava uma batalha com seu produtor e empresário branco em defesa do controle sobre sua música. Enquanto a banda espera, o ambicioso trompetista Levee – interessado na namorada de Ma e determinado a trilhar seu próprio caminho na indústria da música – faz o clima esquentar entre os músicos com uma profusão de verdades e mentiras que mudarão para sempre o rumo da vida de todos.

Com direção de George C. Wolfe e roteiro de Ruben Santiago-Hudson, o filme ainda conta com a produção de Denzel Washington e Todd Black e a trilha do ganhador do Grammy, Branford Marsalis. O elenco é de peso com nomes como Chadwick Boseman, Viola Davis, Colman Domingo, Glynn Turman, Michael Potts, Taylour Paige e Dusan Brown.

O filme foi o último de Boseman antes de partir precocemente por um câncer de cólon. A cereja do bolo de uma carreira irretocável que deixou muitas saudades.

A Voz Suprema do Blues chega na Netflix 18 de dezembro.

Annabelle 3

3.5

Nota

3.5/10

Pros

  • Mackenna Grace
  • Referência a boneca Annabelle original
  • O quentinho no coração de ver os Warren.

Cons

  • Superficialidade da história
  • O cringe da cena do mercado
  • Previsibilidade
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