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Críticas

Crítica – As Trapaceiras “típica comédia atual, meio boba e engraçada”

Duas vigaristas fazem uma aposta para conquistar o dinheiro de um bilionário

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As Trapaceiras é o primeiro trabalho de direção de filme do ex ator da série SKINS (UK) Chris Addinson, mas não é em si uma obra original. Esse filme já está na terceira versão, sendo remake de Bedtime Story (1964) e Os Safados (1988), com um pequeno twist: nessa versão, as protagonistas são mulheres.

No filme, Anne Hatthaway e Rebel Wilson são duas vigaristas que se conhecem num trem e fazem uma aposta para ver quem consegue conquistar o dinheiro do bilionário Thomas Westerburg (Alex Sharp).

É uma típica comédia atual, meio boba e engraçada, visto que todo papel da Rebel Wilson é exagerado, e aqui a Anne tem personalidade inglesa extremamente caricata.

Uma das razões para essa construção de personagens é copiar seus respectivos papéis masculinos nos filmes anteriores, que eram também um inglês e um americano

Eu diria que as versões anteriores são engraçadas, mas polidas, enquanto esse remake é mais bobo , escrachado e fora da realidade. Fora isso, o roteiro é basicamente o mesmo. Uma inglesa pomposa e uma americana atrapalhada e espalhafatosa fingindo deficiência.

Como filme a parte, ele é bem engraçado e com piadas atuais. São altas gargalhadas ao longo da trama, que tem enredo simples e um plot twist bem divertido no final. É previsível, mas ainda é divertido, visto que o objetivo desse filme não é surpreendente, nem virar um clássico.

As Trapaceiras é aquele freela que você faz pra bancar umas besteiras a mais no carrinho do supermercado. Divertida, sem intenção de ser grandiosa. Te leva ao cinema num domingo a tarde e já já estará em algum serviço de streaming.

Estréia dia 25 de julho nos cinemas. Vá assistir com os amigos!

5.5

5.5/10

Pros

  • Cena do lixo (está no trailer, mas é muito boa)

Cons

  • Atuação super caricata
  • cabelo com coque da Rebel Wilson que já tá parecendo o rabo de cavalo da Ariana Grande

Carioca viciada em séries, filmes do drama ao terror gore. Rabiscadora de livros, nerd, míope e ouvinte de podcast com a cabeça na janela do ônibus.

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cinema

#AnneFrank – Vidas Paralelas | “Um documentário extremamente necessário”

O documentário está disponível na Netflix.

Isabela Gomes

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Mais uma vez a Netflix, famoso serviço de streaming, trás um documentário valioso com uma enorme qualidade em fotografia, fatos, vídeos e narrativa. A obra dirigida por Sabina Fedeli e Anna Migotto estreada no dia primeiro deste mês aborda a terrível tragédia do holocausto com base no diário de Anne Frank que foi e é até hoje uma grande porta voz da Segunda Guerra Mundial e se tornou um exemplo de coragem e força para diversas pessoas, além também de ser entrelaçada com as histórias de cinco outras sobreviventes do regime nazista (Helga, Andra, Tatiana, Sarah e Arianna).

No documentário de importância histórica e sociocultural, Helen Mirren (vencedora do Oscar) não possui um papel como uma atriz, mas sim tem a função de narradora do diário de Anne que também se tornou um livro, ela se encontra no antigo quarto da jovem onde lê e demonstra maravilhosamente as emoções que a vítima poderia estar sentindo ao escrever.

O foco no filme inteiro que possui a duração de 1h e 34 min não possui a objetividade de traduzir o contexto da Segunda Guerra Mundial em viés militar do conflito, a alma do projeto é encima do material, marcas humanas de 5 idosas sobreviventes compartilhado suas experiências junto com a narrativa de Mirren. Ao contrário de outros filmes documentados existentes, #AnneFrank – Vidas Paralelas é grandiosamente simples e extremamente necessário.

Também é trazido uma grande visão de como as famílias das vítimas agem e pensam tendo a consciência de que sua vó ou mãe foi alvo de tanta desumanidade. É mostrado também uma jovem nos tempos atuais, vivida pela atriz Martina Gatti que faz uma viagem nos campos de concentração, nos memoriais do holocausto, na casa onde a família Frank se escondia, a mesma usa também uma suposta rede social para expressar a sua indignação com tudo que descobre ao longo da jornada. Esta ideia de colocar a atuação desta moça com a narrativa de Helen e as vozes das 5 idosas pode ter ganhado um rumo moderno para o filme, porém, não foi algo essencial que os telespectadores sentiriam falta.

Por ser um filme de categoria de documentário, com a despreocupação de transmitir a real maldade criada pelo antissemitismo é possível que as pessoas sintam um respeito mútuo pela história, até por que existem outras diversas famílias com algum ser humano afetado pelo holocausto, ou simplesmente com essa mancha em sua geração.

Provavelmente, se algum não admirador de Anne tomar a decisão de assisti-lo sua opinião terá grandes chances de ser mudada, pois nas partes selecionadas do diário para a narrativa é visível os ideias, a moral, a inteligência política e emocional, a dificuldade de uma pré-adolescente no meio do conflito e a esperança da jovem que possui grande voz e propriedade para falar até hoje da tragédia por meio de sua escrita, mesmo não estando mais entre nós.

Contudo, este trabalho pode ser determinado como o próprio testemunho humano o que é nada mais justo, ou seja, dar voz para que algumas pessoas representem as diversas mortes e vidas sofridas por milhares de outros seres humanos. O documentário teve como ideia a exibição dos reais sofrimentos e de como isso reverbera até hoje até em gerações atuais de famílias com este passado. O discurso de Helen é indispensável, enquanto que a colocação da jovem poderia ser facilmente descartada pela qualidade maravilhosa das falas das sobreviventes.

Assista ao trailer:

O documentário está disponível na Netflix.

5.5

5.5/10

Pros

  • Cena do lixo (está no trailer, mas é muito boa)

Cons

  • Atuação super caricata
  • cabelo com coque da Rebel Wilson que já tá parecendo o rabo de cavalo da Ariana Grande
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Críticas

Crítica | Mortal Kombat Legends: A Vingança do Scorpion

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O Cabana do Leitor teve a oportunidade de ver a nova animação do Mortal Kombat: A Vingança do Scorpion e iremos analisá-lá. Sem spoilers, claro.

Dirigida por Ethan Spaulding, A Vingança do Scorpion nos conta a história do jogo Mortal Kombat de 2011, mas com algumas diferenças.

História

Hanzo Hasashi é o líder do clã Shirai Ryu, que foi assassinado após ver sua família ser dizimada pelos Lin Kuei, por comando de Bi Han (Sub-Zero).

Com sua alma presa no Submundo, Hanzo faz um trato com o feiticeiro Quan Chi para poder executar a sua vingança, virando assim o Scorpion. Em troca, Scorpion deve pegar o amuleto de Shinnok, possuído pelo feiticeiro Shang Tsung.

No Plano Terreno, Raiden convoca Liu Kang, Sonya e Johnny Cage para impedir a décima vitória de Shang Tsung no torneio, o que resultaria na posse da Terra pelo Shao Kahn.

Prévia de Mortal Kombat Legends: A Vingança de Scorpion mostra ...

Análise

Com produção da Warner Bros, a mesma produtora das animações da DC, a arte desta animação ganhou uma novidade. Os Krushing Blows do jogo Mortal Kombat 11. Se você está acostumado com o teor de violência das animações da DC, se prepare… O Mortal Kombat vai te dar o gostinho dos jogos.

Os Krushing Blows são as cenas que se assemelham ao Raio X, mostrando os ossos se quebrando durante o recebimento do golpe. Isso torna a conversa entre o jogo muito maior (sem contar com a nostalgia dos fãs).

Um contraponto a isso é que a arte em si não é tão semelhante a outras obras, o que é uma pena, já que a arte da última animação da DC (Liga da Justiça: Guerra do Apokolips) é bem bonita.

Já na história, como citado anteriormente, a animação tem escolhas diferentes as do jogo, principalmente no final. Entretanto, as diferenças funcionam para a obra e elas levam a uma fluidez boa para a duração de 1 hora e 20 minutos.

A dublagem é excelente. Guilherme Briggs como Scorpion, Peterson Adriano (Fred do Scooby-Doo) como Johnny Cage, Hélio Ribeiro (Coringa do filme) como Raiden e Élcio Romar como Shang Tsung (mesmo dublador do filme de 1995). Deixe o legendado para trás e veja em português.

Vale ou não a pena ver?

Vale muito a pena para fãs e não fãs da franquia. Não é necessário ter entendimento prévio da saga e é um bom iniciador para quem quiser imergir no mundo do Mortal Kombat.

A animação já está disponível nas plataformas online, como Looke, Play Store e Apple TV. Para mais informações, só acessar o site oficial da Warner Bros clicando aqui.

5.5

5.5/10

Pros

  • Cena do lixo (está no trailer, mas é muito boa)

Cons

  • Atuação super caricata
  • cabelo com coque da Rebel Wilson que já tá parecendo o rabo de cavalo da Ariana Grande
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cinema

Crítica | Resgate, com Chris Hemsworth, é “tiro, porrada e bomba”

Longa repleto de ação já está disponível na Netflix.

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Um gênero que podemos dizer que, praticamente, havia desaparecido das telas do cinema nos últimos tempos é aquele que se encaixa os filmes de ação. Muitos desses títulos – geralmente protagonizados por brucutus como Arnold Schwarzenegger, Sylvester Stallone ou Bruce Willis nos anos 80 – são levados atualmente para o mercado digital e home video, fazendo com que esta categoria caia na vala comum… salvo raras exceções. Produções como as franquias John Wick, Jason Bourne e Atômica mostraram que há maneiras de se investir neste tipo de filme com criatividade e dinamismo, mesmo com um mínimo de história.

E Resgate, nova produção da Netflix e estrelada por Chris Hemsworth (Thor Ragnarok), se encaixa perfeitamente neste último: trata-se um excelente filme de ação com tiros e combates quase que incessantes. A trama, baseada na HQ Ciudad (escrita por Joe Russo e Andre Parks), é extremamente simples: Tyler Rake (Hemsworth) é um destemido ex-militar que acaba sendo contratado por um chefe do crime na Índia para resgatar seu filho adolescente, sequestrado pelo seu rival em Bangladesh. Entretanto, algo dá errado no meio da operação e para cumprir a sua missão, o mercenário não poupará esforços para concluí-lo, mesmo que isso signifique que ele gere muitos corpos e destruição.

No quesito roteiro e aprofundamento do drama, não há muito mais o que entregar. Todos os personagens são minimamente apresentados para que eles funcionem dentro desse ambiente e, honestamente, basta. O carro-chefe aqui são as cenas de ação, e nisto Resgate se mostra primoroso graças ao inventivo Sam Hargrave, que estreia na direção de um longa-metragem, e o roteiro dinâmico escrito por Joe Russo (co-diretor de Vingadores: Ultimato). Buscando sempre uma veracidade nos takes, não há receio de mostrar a violência, fazendo com que o expectador sinta o impacto de cada golpe. Sim… Tyler é aquele típico “exército de um homem só”, mas também não passa ileso e apanha bonito de seus oponentes.

Um exemplo claro deste ritmo frenético é uma cena de perseguição, que se localiza no início do segundo ato do filme, onde temos um enorme plano-sequência com seus cortes milimetricamente escondidos. O expectador é jogado no meio da ação, criando um espectro de tensão e adrenalina, sem quase nenhum momento de respiro. A câmera aqui é inquieta e passa a transitar dentro e fora do veículo em fuga, mostrando tudo que está acontecendo ao redor naquele momento. O cuidado em cada detalhe nessas tomadas surpreende e atrai a atenção do público, indiscutivelmente.

Ovi (Rudhraksh Jaiswal) e Tyler (Chris Hemworth)

Hargrave, famoso em Hollywood por coordenar dublês, foca obviamente naquilo que se tornou sua especialidade, trazendo embates crus e com criatividade, mas surpreende ao se mostrar sensível ao ambientar o cenário com uma fotografia amarelada e claustrofóbica, apresentando Daca – a capital de Bangladesh – com toda a sua discrepância sócio-econômico.

Também vemos Hemsworth fisicamente entregue de corpo e alma ao longa, garantindo versatilidade na hora de entrar em ação. Além disso, o astro apresenta uma nova faceta, que pode ser explora em futuros projetos: Tyler não abre brechas para ser bonachão ou divertido, como a maioria dos personagens que o ator interpretou no cinema são. O mercenário ganha o público pela empatia com seu background e sua conexão com o jovem Ovi (Rudhraksh Jaiswal, que desempenha um bom papel). Se o cinema americano precisar de um novo “brucutu” em suas produções, taí uma boa escolha.

Claro que o filme não passa ileso: sua visão estereotipada dos ‘mocinhos’ (geralmente caucasianos) e bandidos (praticamente toda Daca, com sua população usando roupas gastas e com rostos sujos), o filme deixa passar a oportunidade de explorar com maior realismo a situação social daquele lugar. Não que um filme deste gênero tem que se comportar assim, mas como em alguns momentos o roteiro tenta de certo modo incluir o tema em pauta (mesmo que sutilmente), poderia ter esse cuidado por parte de seus realizadores.

No mais, Resgate pode ser considerado um dos melhores filmes de ação da Netflix. Não que haja um bom parâmetro pra gente comparar ali dentro da plataforma (Esquadrão 6 taí pra provar que pirotecnia demasiada não faz de um filme algo memorável dentro do gênero), mas com seu formato objetivo e com um pouco de engenhosidade na hora de desenrolar as cenas de maior energia, a produção pode sim cativar seu público e não cair no marasmo. Para os amantes deste estilo de filme, é um prato cheio.

Resgate está disponível na Netflix.

5.5

5.5/10

Pros

  • Cena do lixo (está no trailer, mas é muito boa)

Cons

  • Atuação super caricata
  • cabelo com coque da Rebel Wilson que já tá parecendo o rabo de cavalo da Ariana Grande
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