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Resenha

Crítica | Atypical – Segunda Temporada

Edson Melo

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Atypical, a série original da Netflix que tem como tema principal o autismo, ganhou uma segunda temporada nesse feriado de 7 de setembro. Confira a crítica completa sobre o novo ano.

A Série acompanha Sam Gardner e sua família, o rapaz protagonista possui um diagnóstico no espectro autista. Sam, de 18 anos, está em busca de se tornar uma pessoa independente, ele trabalha e ao mesmo tempo tenta compreender o contexto a qual está inserido. Ele tenta lidar com a superproteção dos pais que estão brigados, aprender mais sobre  o amor e ainda conviver com toda situação que é estar no último ano da escola, decidindo quais rumos seguirá no futuro.

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Logo de início acompanhamos o desenrolar das consequências dos elementos trabalhados na temporada anterior. A mãe, Elsa, quem teve um relacionamento extraconjugal, agora tem que lidar com todos problemas que surgiram a partir do momento que seu segredo é exposto. Tendo que encarar a mágoa de seus filhos e o rompimento com marido.

Casey, a irmã de Sam, foi a primeira a descobrir o caso no ano anterior da série, e agora com a verdade à tona, ela culpa a mãe pelo clima ruim que começa a surgir na casa. Simultaneamente a isso, ela precisa se adaptar à uma nova escola privada rica, da qual ela ganhou bolsa. Nesse lugar suas habilidades atléticas poderão ser ainda mais aproveitadas, mas para isso ela terá que lidar com o alto nível educacional da instituição, tal como com os novos colegas de classes que podem ou não ser muito amigáveis.

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Doug, o pai, se vê perdido quando vê o seu casamento ruir. E apesar de a decisão mais rápida ser fugir de lá, ele não consegue se separar dos filhos e abrir mão dessas importantes e complicadas fases na quais os dois estão passando.

A série é extrovertida, divertida e com uma pitada certa de drama. Os Gardner conseguem possuir seus enredos individuais, mas ao mesmo tempo a série não se perde da narrativa principal e muito menos na construção do fator que os une.

Os diálogos fluem de maneira natural e os atores possuem uma ótima química, o que convence muito bem quem assiste quando a intimidade entre os personagens.

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Elsa Gardner, interpretada por Jennifer Jason Leigh, certamente tem um destaque especial nessa temporada. Seu enredo é essencial para esse novo ano, que trabalha muito bem a mãe que assume seus erros e tenta conseguir reconquistar a confiança da sua família. Esse arco dura por toda a temporada, porém não cansa, sendo assim muito bem escrito, mostrando em pequenos passos, avanços e tropeços a sua busca sincera por redenção.

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Kier Gilchrist, quem incorpora o principal Sam, é definitivamente um ótimo ator. Seu talento pode ser observado logo na primeira temporada da série, sendo continuamente bem trabalhado nessa segunda. Interpretar alguém no espectro autista é desafiador, contudo Gilchrist segura muito bem o papel e te convence quanto as características que compõem o personagem.

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Brigette Lundy-Paine, a irmã Casey, é um brilho nessa temporada. A jovem não é ofuscada pelo grande plot que circunda sua mãe ou pelo protagonismo do irmão. A personagem é constantemente apresentada a novos desafios, e com certeza está temporada a preparou para um enredo e um destaque ainda maior caso haja uma renovação nessa série. Casey tem que lidar com os problemas familiares, dificuldades escolares e ainda com as suas próprias inseguranças. É uma personagem de potencial, que vem crescendo a cada episódio e que com certeza é uma das apostas para dividir o plano principal do próximo ano da série.

Os personagens do elenco de apoio são divertidos, trazem um tom cômico à série, dando o equilíbrio perfeito que essa narrativa precisa. A série não deixa a desejar nos papéis que eles irão compor na história dos protagonistas, ao mesmo tempo que mantém uma essência própria em cada um deles.

 

 

Atypical é uma comédia dramática deliciosa de assistir, sendo composta apenas por 10 episódios nesse segundo ano. Seu formato funciona muito nesse esquema da plataforma de streaming, que libera todos episódios de uma vez. São curtos e viciantes, definitivamente ótimos para maratonar de uma vez só. É uma grande sugestão como programa de família para esse final de semana.

Por: Edson Melo

8.5

Roteiro

9.0/10

Atores

8.5/10

Fotografia

8.0/10
Edson Melo
Estudante, viciado em séries e caçador de memórias.
"Não fui o que os outros foram.
Não vi o que os outros viram.
Mas por isso, o que amei,
amei sozinho."
-Edgar Allan Poe
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