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Crítica 3 – Batman v Superman – O Alvorecer do Amor e Ódio

Edi

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O fim da espera chega e, em 21/03/2016 aconteceu a primeira exibição de Batman v Superman – Dawn of Justice em uma sala de cinema brasileira. O dia de maior orgulho, pois após 3 anos de espera para o seu lançamento, o filme chega trazendo um onda de amor e ódio entre os fãs de quadrinhos e fãs dos super-heróis presentes no filme. Esta não é uma crítica filosófica como muitas por aí, nem uma crítica detalhando frame a frame com detalhes técnicos e muito menos com fanboyzismo. É uma crítica condizente a todas as emoções que esse filme trouxe essa semana, talvez você se identifique com ela ou não.

Já dizia Steve Jobs – “As pessoas não sabem o que querem até mostrarmos a elas.”, podemos relacionar essa frase a esse filme, pois desde quando foram anunciados Ben Affleck como o novo Batman e Gal Gadot como a Mulher-Maravilha, a internet inteira detonou os atores com comentários do tipo: “ela é muito magra para ser a Mulher-Maravilha”, “Ben Affleck será o pior Batman”, “merecemos atores melhores”, “o Batman será igual ao filme do Demolidor”, dentre outros comentários que não vale nem a pena citar. Todos no fim se enganaram e muito.

Relacionado: Batman vs Superman: A Origem da Justiça – Crítica 1

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O filme com direção de Zack Snyder e roteiro de Chris Terrio, além de toda emoção. traz um novo Batman e Alfred bem diferentes dos que já vimos em filmes anteriores, traz pela primeira vez a Mulher-Maravilha para a telona, é um ótimo prequel para os próximos filmes do universo da DC Comics no cinema  (principalmente da Mulher-Maravilha e Liga da Justiça), um novo Lex Luthor nos é apresentado, diferente do que vimos nos filmes e séries, aborda diversas referências de ótimas histórias das HQ’s (principalmente em Batman – The Dark Knight Returns de Frank Miller ) e jogos (Injustice – Gods Among Us) da editora e, dita o tom, que o universo da DC será nas telonas, sombrio, sério e com elementos ideológicos diferentemente do que estamos acostumados em filmes de super-heróis que trazem tons mais leves e o famoso cine pipoca para a família com piadinhas o tempo inteiro.

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BvS não é o filme perfeito, não tem o roteiro perfeito, mas é algo que faz o olho de qualquer fã brilhar com todas as referências que Snyder nos oferece e uma trilha sonora sensacional desenvolvida pelo Hans Zimmer. É um filme longo de duas horas e meia que no fim fica o gostinho de quero mais, por favor. Não cansa em nenhum momento, pois o sonho que tínhamos desde a época que assistimos Super-Amigos ou Liga da Justiça no SBT está se realizando, temos pela primeira vez a Trindade junta em um filme, lutando de forma colaborativa como nos desenhos.

De forma breve sobre os atores e seus personagens.

Ben Affleck, apesar de todas as críticas que sofreu no anúncio no papel, surpreende e muito como Bruce Wayne e Batman, ele soube transitar muito bem entre os dois personagens, roubando a cena como o Batman mais brutal que o cinema já teve. Temos de ser mente aberta para aceitar isso e levar em consideração algo que muitos estão esquecendo que é a premissa do Bruce/Batman mais velho, badass e com anos na luta contra criminosos.

Henry Cavill no seu retorno como Superman mostra melhorias na atuação do personagem, seja no amadurecimento do mesmo após a destruição em Man of Steel e em como Clark/Superman está reagindo sobre as opiniões diversas do público – se Superman é confiável ou não para proteger o mundo ou que aconteceria se ele se rebelasse contra a humanidade.

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Gal Gadot é outra grande surpresa, impressiona demais como Mulher-Maravilha. O momento em que ela aparece, o cinema inteiro nas três seções que compareci começaram a bater palmas e gritar. Como Diana Prince não temos muito o que citar, pois são poucas e rápidas as cenas em que ela aparece, mas são cenas que aumentam o hype para o seu filme solo que estreia no ano que vem e que promete ser épico.

Jeremy Irons, o novo Alfred, vai além de um simples mordomo e protetor de Bruce Wayne, ele está quase como um sidekick. Uma das atuações que agradam e muito quando aparece.

Jesse Eisenberg que tem um tempo grande em tela, inova e nos apresenta um Lex Luthor insano e meticuloso, com diálogos filosóficos, onde se tem que parar pra pensar um pouco em alguns momentos. Agrada a sua atuação, pois ele tem um papel crucial na história e posso dizer que ele praticamente já forma a Liga da Justiça muito antes dos próprios personagens saberem da existência de um e do outro (Quem leu as HQ’s prequels entenderá como).

Amy Adams não impressiona, a personagem Lois Lane, apesar de importante para o Superman, ainda continua mal desenvolvida e está como em Man of Steel, aparecendo nos lugares mais improváveis e nos piores momentos. Pelo menos deixando o “teletransporte” de lado.

Sobre Doomsday, sem delongas, está aceitável e tem evoluções durante as suas cenas. Chega de chororô.

Batman v Superman – Dawn of Justice vale o ingresso, seja você fã ou não de HQ’s. Mas para assistir, vá com a mente aberta para a mudança em alguns personagens, seja em sua essência ou princípios, e não leve tão a sério todas as críticas feitas por “especialistas”, fanboys ou haters, faça a sua própria e opine de forma coerente e com argumentos que justifiquem, pois todos estão acostumados com o arroz e feijão e a fórmula que a Marvel trouxe. Não é um filme da Marvel, é um filme que leva a ousadia a níveis extremos, DC não é melhor que a Marvel da mesma forma que a Marvel não é melhor que a DC.

Abracem o novo, chega de faboyzismo e “guerra” entre fãs, pois a DC chegou para estabelecer de uma forma diferente o seu universo nos cinemas da mesma forma que a Marvel está aí com o seu.

PS:  lembrando que teremos uma versão estendida de três horas de duração +18, onde podemos ter mais detalhes de algumas cenas épicas do filme.

Revisado por: Bruna Vieira.

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Edi
Produtor, escritor nas horas vagas, administrador, editor e fundador do site CDL.
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