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Cinema

Crítica | Caminhos da Memória “Para guardar na mente”

Caminhos da Memória traz Hugh Jackman de volta aos filmes de ação.

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A co-criadora da série televisiva Westworld, Lisa Joy, dirigiu e escreveu o longa-metragem distópico de gênero noir com direito a todos os elementos presentes: narração do protagonista, sobretudo, construções do século XX e bares em ambientes ocultos.

Junto com o marido, Jonathan Nolan, na produção, cujo portifólio com o irmão Christopher, especialmente “Amnésia” e “Interestelar”, o roteiro de Joy apresenta elasticidade narrativa e interesse nos labirintos da mente, além de brincar com o tempo e o espaço, as convenções de contar histórias e a consciência humana.

As filmagens externas aconteceram em Atlanta e Nova Orleans e as internas apenas para recriar o escritório/banco financeiro abandonado em um prédio do século XX, assim como a Miami inundada pela água, construções abandonadas pelas especulações imobiliárias e tomada pela pobreza endêmica.

A trilha sonora é imersiva através do uso excessivo do piano para dar uma calmaria nos momentos de relaxamento tanto de público quanto de personagem.

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Jackman retorna aos filmes de ação como um detetive noir apaixonado pela Femme Fatale, sua performance se divide entre romance e drama em meio a frases de efeito em sua narração irônica sobre a sua busca incessante assim como os problemas sociais da cidade. Fergusson como a Femme Fatale do filme entrega uma atuação para levantar dúvidas sobre o seu caráter para o público. Newton, mesmo sendo apoio moral e do arco do protagonista, entrega uma personagem forte com dificuldade de encarar seus erros do passado.

Como os clientes de Nick, o filme oscila entre o passado e o presente, que se encaixa em um thriller aninhado na interseção do filme noir e da ficção científica.

No entanto, embora Joy tenha lindamente equipado seu mundo futuro com sinistras cascatas de água e outros floreios apocalípticos – os ricos vivem em terra seca enquanto os pobres lutam para não se afogar, literal e figurativamente – o passado exerce uma influência mais forte sobre ela.

Para quem gosta de um longa-metragem de ação, romance e drama pessoal, o filme é uma boa indicação.

Caminhos da Memória está em exibição nos cinemas.

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