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Crítica da série ‘Demolidor’

Edi

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Há muito tempo que a Marvel Studios vem desenvolvendo bem seus personagens no cinema. Eles são muito fiéis às características de cada um, eles acertam nas grandes histórias, eles são visualmente interessantes e o mais importante, eles fizeram a gente acreditar que todas essas coisas compartilham um único universo. Mas uma coisa que é facilmente encontrado no material de origem (HQs) que não vemos nos filmes são as pessoas normais, os bairros e o resto do mundo. “Demolidor”, o primeiro das cinco séries planejadas no Netflix e fornece um impulso necessário para contar uma boa historia.

“Demolidor” começa como seria de se esperar, com as origens de Matt Murdock e suas habilidades, mas chegamos rapidamente ao acidente que cegou Murdock e aumentaram  seus outros sentidos. Os primeiros dez minutos são um encapsulamento perfeito para o personagem mostrar a sua origem, seu compromisso com a sua fé, a sua perturbação, com o crime em torno dele e suas habilidades como lutador. Sem mencionar os créditos de abertura (com um breve teaser do seu eventual terno vermelho) a série é simplesmente perfeita. Os primeiros minutos de abertura da série começam como qualquer filme da Marvel, que institui o caráter, seus motivos e seu estilo que o torna especial, mas uma vez a montanha-russa decola a partir da estação, claro ao bom estilo Malvel.

Charlie Cox assume o papel de um homem sem medo e lidera o elenco com a mistura perfeita de inteligência, charme e humor que fazem Matt Murdock viver nas páginas dos quadrinhos. Há uma dicotomia no personagem que fez dele um dos melhores personagens de quadrinhos já criados e Cox o captura bem em sua performance. Nos caminhos que ele fala no tribunal Vs. com seus amigos, como ele se move como Demolidor Vs. advogado cego, tudo isso ele faz com uma transição perfeita entre os dois. Todos os membros do elenco de “Demolidor” fazem seu jogo mas não há um elo fraco no grupo.

Rei do Crime é o vilão mais terrível que se pode encontrar. Ele é cruel, astuto e perturbado a um nível que nenhum vilão em um filme de duas horas pode alcançar. Como todos os bons vilões o seu coração está no lugar certo, mas seus motivos são falhos, ele não é apenas mal por gostar ser assim. Além disso, uma camada extra para o seu personagem é produzida no desempenho de Ayelet Zurer como Vanessa.

Produtor executivo Steven DeKnight foi cuidadosamente montando um elenco que trabalha com a intensidade e química que algumas séries só podem sonhar em ter. Pode haver algumas cenas em uma linha que não esteja Charlie Cox como Murdock, mas isso não as torna menos interessante. É por isso que esta série funciona tão bem, não se trata de um homem é sobre um bairro, é sobre as pessoas. Porém, Cox, sem dúvida, fisga bem o protagonismo da série.

Visualmente, “Demolidor” é uma das melhores adaptações de uma história em quadrinhos que eu vi, com um enquadramento e representação da cidade exatamente como na história em quadrinhos. Cidadãos caminham normalmente, as pessoas andam de metrô, polícias falam uns com os outros. Há também um nível de ação encontrado na série que reflete a sua base nos quadrinhos muito bem. A maneira que as lutas são coreografadas reflete o mundo desconexo da série. A maneira como ele salta ao redor e joga sua bengala se parece com as cenas dos quadrinhos. Gostaria também de salientar, no entanto, que o nível de violência na série reflete a natureza da história. Este não é um grande desenho animado, de modo que os socos são sentidos, sangue e por vezes, partes do corpo são cortadas. De nenhuma maneira é como um “Jogos Mortais”, mas não há tanto sangue encontrado em qualquer outra produção da Marvel.

Eu não posso aplaudir “Demolidor” o suficiente. Desde a sua narração sucinta de origem, para o drama de caráter dinâmico, com a ação, a série mostra um outro lado da Marvel para o publico. O roteiro de Drew Goddard para os dois primeiros episódios é perfeito. O produtor executivo Steven DeKnight desenvolveu um mundo dentro do Universo Marvel que é único e mesmo assim ligado de alguma maneiras aos demais. Se o resto das séries da Netflix for feito com a mesma coragem que gira em torno de “Demolidor” então, não há nada para se preocupar.

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Edi
Produtor, escritor nas horas vagas, administrador, editor e fundador do site CDL.
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