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cinema

Crítica do filme “Caçadores de Emoção”

Nei Lins

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“Caçadores de Emoção” (Point Break) é uma refilmagem da obra de mesmo nome lançada em 1991 e estrelada então por Patrick Swayze e Keanu Reeves. A iniciativa de filmar outra vez um bem sucedido clássico do cinema de ação dos anos 1990, responsável por alavancar as carreiras daqueles memoráveis astros, merece os mais sinceros parabéns. Os méritos desta refilmagem, contudo, terminam por aqui.
 
O novo “Caçadores de emoção” é certinho, obedece ao ritmo que se impõe à indústria do cinema: não se fazem mais filmes de ação como antes, o ritmo é muito mais vertiginoso. Mas essa obrigação de acelerar, para atingir a ultravelocidade do século XXI, contagiou de forma nociva a produção. Suas etapas foram concluídas apressadamente, a começar pelo roteiro. São inúmeras as incríveis cenas de ação, mas poucas delas são bem resolvidas. Quase todas sucumbem à pressa da tomada seguinte.

Segue o enredo: o aspirante a agente do FBI, Johnny Utah, tenta se infiltrar em uma turma de atletas radicais, especialistas em combinar suas performances acrobáticas com roubos fantásticos e milionários. O desafio para o quase agente Utah, ele também um ex-famoso esportista radical, é resistir à pregação ideológica do líder do grupo, uma espécie de guru, que consegue através do exemplo e coragem inspirar os demais.
 
Promete. Mas há vários problemas. Além da produção apressada, incomoda a direção insegura, que consegue as indispensáveis cenas de ação mas não extrai dos protagonistas atuações convincentes. Cabe lembrar que o “Caçadores de Emoção” original foi dirigido por Katryn Bigelow, que anos mais tarde, em 2010, se tornaria a primeira mulher a levar o Oscar de Melhor Direção, por “Guerra ao Terror” (The Hurt Locker), obra que também levou o Oscar de Melhor Filme. Para efeito de comparação, basta dizer que seria difícil imaginar o diretor Ericson Core repetindo a façanha.
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Também é difícil poupar os protagonistas. Edgar Ramirez e Luke Bracey são corresponsáveis por uma atuação burocrática e sem brilho, difícil de engolir. Ramirez até mostra algo, mas assim como todos os seus colegas é derrotado pelas limitações de roteiro e direção.
 
Não dá para deixar de comentar também o reles papel reservado à Teresa Palmer como Samsara. Seu destino nesta refilmagem é apenas servir de básica parceira romântica para Luke Bracey, o que deixa muito a desejar. Merecia bem mais. Sua Samsara poderia funcionar como a esperança de um roteiro definitivamente sombrio.
 
Enfim, como eficiente entretenimento, “Caçadores de emoção” tem a oferecer apenas umas novas e inspiradas cenas de ação. Deveria ser pouco. E é.

Nei Lins
Sou um escritor que tem por hábito escrever resenhas perturbadoras sobre filmes que os cinéfilos costumam amar de paixão. Não faço por querer, são meus instintos.
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