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cinema

Esquadrão Suicida “O filme não queria apresentar uma grande história, mas sim grandes personagens”

Edilson Cândido Rezende

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LOJA DC 4

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Esquadrão Suicida começa muito bem, tem uma introdução ao segundo ato um pouco arrastada,  porém, bem executada no sentido geral e necessária. Talvez muitas pessoas devem se decepcionar com uma coisa nele. Os trailers venderam um filme para o público em geral, quando você ver o longa você percebe que é um filme do Esquadrão Suicida. Com fan service a rodo e com ótimas atuações, não um filme do Coringa. Até porque, esqueça o senhor J. ele mal aparece no filme, como muitos gostariam.

Nosso primeiro review do Esquadrão Suicida foi publicado no Youtube pelo Mikael Gama (teremos mais 3 críticas no site). No vídeo que podemos ver abaixo, ele cita que o filme é bastante acelerado no primeiro ato, sim ele é. No início vemos as coisas acontecendo de uma forma frenética, cada membro é apresentado de forma única em momentos perfeitamente bem encaixados na trama. Aí que poderia ser a frustração: o Coringa não faz parte do Esquadrão Suicida, nem nas HQs e nem no filme, ele faz participações, podemos dizer “especiais”. Para fãs de quadrinhos, isso é uma coisa que todo mundo já sabia, seria uma surpresa se fosse o contrário, porém pode não ser a expectativa do público em geral.

As interpretações de todos estão boas, deus Amarra tem uma cena épica, linda de explodir cabeças. Porém, os destaques ficam com Arlequina e – acreditem – Will Smith como Pistoleiro, o cara que nunca erra um tiro, arrasa no papel. A humanização que começa a seu usada no segundo ato, com umas pontas já do primeiro é um dos pontos fortes no filme, chego a dizer que você se importa mais com estes personagens do que com o Superman no fim de Batman vs Superman. Os personagens são muito bem trabalhados, com uma exceção, Katana poderia ter tido mais destaque, é uma das personagens mais incríveis do filme. Killer Croc se torna personagem secundário. El Diablo é retratado de uma forma tão cuidadosa, com toda uma história trágica por trás, um dos grandes do filme.

Arlequina funciona muito bem, Margot Robbie definitivamente foi uma das melhores escolhas do elenco, podemos dizer que o destaque é dela. Capitão Bumerangue,  mita do jeito que você pode imaginar, porém sabe quando você acha que aquele personagem poderia ter mais tempo no filme? É o caso. Mas, infelizmente, Jared Leto não convenceu como Coringa, ainda que digam que ele não teve muito tempo para desenvolver seu personagem (e de fato não teve, pois o filme não é dele) o tempo de tela dele ou não foi suficiente ou não foi bem usado pelo ator. Muitos vão dizer que o Coringa do Nolan foi melhor, porém aí é que está, tivemos muitos Coringas nas HQs e este não é anarquista como o Coringa que o Nolan introduziu. É uma variação, como diz o Nerd Rabugento em sua análise: “O Coringa de Heath Ledger teve todo um tempo de filme para desenvolver o seu personagem, Jared Leto não, o filme não é sobre ele”. Viola Davis poderia simplesmente ter um filme somente sobre ela, ela rouba a cena quando aparece. Tanto sendo o diabo quanto sendo uma pessoa simplesmente sem coração, pois até o diabo parece ter mais piedade do que essa personagem. Em outras palavras, é a própria Amanda Waller.

Rick Flag e Magia possuem um laço forte durante o filme, infelizmente o personagem de Rick não teve muito desenvolvimento dentro da trama, porém podemos ver que ele é um líder nato, coisa que provavelmente foi a intenção da direção do filme, pois não é nem um filme sobre ele e nem sobre o Coringa, como já disse várias vezes ao longo desta crítica.

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Muitos disseram que o enredo do filme estava “ruim”, não achei o caso, ele é simples, fazendo com que as pessoas não precisem estar com uma HQ do lado para entender as referências. Porém há algo que eu não entendo: se a Warner faz um filme complexo como Batman vs Superman: A Origem da Justiça, cheio de referências, service e também com várias formas de se entender e ver o filme, críticos reclamam e se trazem um enredo simples, também reclamam. Pelo visto a DC, após criar seu universo, não consegue criar um consenso. Quando a trama é um pouco mais complexa, tratam como furos de roteiro, se é mais simples, o roteiro é ruim. No caso de Esquadrão Suicida, o roteiro é tão simples quanto Guardiões da Galáxia, sendo que o segundo foi elogiado por ter uma trama simples e o segundo criticado pela mesma coisa, vai entender! Uma outra coisa que chama muito a atenção e que muitas pessoas não estão dando o minimo crédito, é a inserção da mágica ou magia nos filmes, enquanto os filmes da Marvel trabalham com tecnologia/metahumanos, a DC esta trabalhando com tecnologia/metahumanos/magia e isso já é motivo para me deixar muito feliz com o filme.

No fim, Esquadrão Suicida entrega um filme sobre pessoas, vilões humanizados. Você torce por eles e não pelos mocinhos, e talvez esta seja a jogada do filme. O filme em si é muito bom, com um roteiro simples, porque a ideia pelo visto não era apresentar uma história consistente, mas sim personagens importantes. E na minha opinião esse é o trunfo do filme, você sai da sala de cinema se importando com eles e pensando que talvez não sejam tão maus assim.

Revisado por: Bruna Vieira.

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