Crítica | Eternos "Corajoso, mas decepcionante"

Crítica | Eternos “Corajoso, mas decepcionante”

Jude Jacques
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Jude Jacques
Louca por cachorros e Cobra Kai e fã de franquias com viagem no tempo, visivelmente nerd e gamer. Ah também sou apaixonada por cinema (fiz curso...

Eternos tem a difícil missão de contar a história de seres super poderosos que vivem entre nós a cerca de 7 mil anos e faz isso de maneira não linear com flashbacks que mostram momentos importantes na história da humanidade e como os Eternos reagiram com os humanos e entre si em relação a tudo isso.

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O filme traz paisagens de se perder o fôlego, com uma trilha muito bonita e grandiosa fotografia, mas peca em desenvolver bem os dez heróis novos. 

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O épico nos apresenta de início dois Eternos, a caridosa Sersi (Gemma Chan) e Sprite (Lia McHugh) tendo um pequeno confronto com um ser deviante que gera o motivo de irem atrás dos outros Eternos (afinal, eles vieram pra Terra destruir todos os deviantes), que na atualidade, vivem separados de maneiras diferentes, um em cada canto do mundo.

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O ritmo e tom do filme, que começa com uma ação regular, fica mais lento, justamente para ter tempo de tela o suficiente para contar as motivações de cada Eterno na vida que criaram após pensarem ter destruído todos os deviantes.

Com isso, conhecemos gostos e poderes, vemos o relacionamento de uns com os outros, amores e amizades. Gostaria de pontuar que tem momentos que parecem seres que acabaram de se conhecer e não que viveram juntos por milhares de anos… 

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Crítica | Eternos "Corajoso, mas decepcionante"

Assim, conhecemos os dez Eternos, Sersi(Gemma Chan) que é extremamente solidária e tem o poder de manipular matéria, Sprite (Lia McHugh) que é nossa eterna criança e rabugenta, ela tem o poder de criar ilusões muito reais, Ikaris (Richard Madden) que é carismático e solta raios pelos olhos, é forte e pode voar, Ajak(Salma Hayek) que é a líder e responsável pelo cerne da missão, além de ter o poder de cura, Kingo(Kumail Nanjiani) que é um histrião nato e pode atirar energia cósmica de suas mãos, Thena (Angelina Jolie) que tem o poder de conjurar armas e é ótima em batalha, Gilgamesh (Ma Dong-seok) que pode projetar um soco poderoso além de ser o mais gentil da equipe, Druig (Barry Keoghan) que pode controlar a mente de humanos e discorda bastante do fato dos eternos não poderem interferir em conflitos, Phastos (Brian Tyree Henry) que é o mais emotivo de todos e tem o poder da invenção e Makkari (Lauren Ridloff) que além de ser a mulher mais rápida do universo, traz a inclusão de linguagem de sinais nas cenas por ser surda;

Com todos reunidos e chegando aos momentos finais, temos poucas batalhas e cenas de ação e sim mais momentos para conversas e apresentações. Oscilando entre cenas bonitas visualmente – com bom desenvolvimento emocional – e momentos piegas de amor à humanidade, Eternos se perde deixando pontos muitos superficiais.

Temos, por exemplo, atores com mais tempo de trailer que de tela. Pontos para as maravilhosas trocas em cena de Druig e Makkari e para os momentos cômicos não forçados que Kingo nos presenteia. E palmas pro personagem de Brian Tyree Henry, o Phastos, que tem o relacionamento mais convincente e desenvolvido com seu parceiro, nos deixando bem emocionados.

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Creio que mesmo com bastante tempo de tela, temos personagens muito fortes pra fase atual do universo, ainda sem conexões (apenas citações) aos eventos atuais e com apresentações pouco carismáticas, não nos trazendo nenhum tipo de afeto aos novos heróis, apesar de ser um filme muito bonito visualmente.

E repito, mesmo com muito tempo de tela, também não conseguimos ter um vilão convincente e bem desenvolvido, Eternos tem duas cenas pós créditos.

Eternos estreia dia 3 de novembro nos cinemas.

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