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Cinema

Crítica | Eternos “Corajoso, mas decepcionante”

Eternos é contemplativo, fugindo da fórmula Marvel e isso não o torna necessariamente bom.

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Eternos tem a difícil missão de contar a história de seres super poderosos que vivem entre nós a cerca de 7 mil anos e faz isso de maneira não linear com flashbacks que mostram momentos importantes na história da humanidade e como os Eternos reagiram com os humanos e entre si em relação a tudo isso.

O filme traz paisagens de se perder o fôlego, com uma trilha muito bonita e grandiosa fotografia, mas peca em desenvolver bem os dez heróis novos. 

O épico nos apresenta de início dois Eternos, a caridosa Sersi (Gemma Chan) e Sprite (Lia McHugh) tendo um pequeno confronto com um ser deviante que gera o motivo de irem atrás dos outros Eternos (afinal, eles vieram pra Terra destruir todos os deviantes), que na atualidade, vivem separados de maneiras diferentes, um em cada canto do mundo.

O ritmo e tom do filme, que começa com uma ação regular, fica mais lento, justamente para ter tempo de tela o suficiente para contar as motivações de cada Eterno na vida que criaram após pensarem ter destruído todos os deviantes.

Com isso, conhecemos gostos e poderes, vemos o relacionamento de uns com os outros, amores e amizades. Gostaria de pontuar que tem momentos que parecem seres que acabaram de se conhecer e não que viveram juntos por milhares de anos… 

Eternos

Assim, conhecemos os dez Eternos, Sersi(Gemma Chan) que é extremamente solidária e tem o poder de manipular matéria, Sprite (Lia McHugh) que é nossa eterna criança e rabugenta, ela tem o poder de criar ilusões muito reais, Ikaris (Richard Madden) que é carismático e solta raios pelos olhos, é forte e pode voar, Ajak(Salma Hayek) que é a líder e responsável pelo cerne da missão, além de ter o poder de cura, Kingo(Kumail Nanjiani) que é um histrião nato e pode atirar energia cósmica de suas mãos, Thena (Angelina Jolie) que tem o poder de conjurar armas e é ótima em batalha, Gilgamesh (Ma Dong-seok) que pode projetar um soco poderoso além de ser o mais gentil da equipe, Druig (Barry Keoghan) que pode controlar a mente de humanos e discorda bastante do fato dos eternos não poderem interferir em conflitos, Phastos (Brian Tyree Henry) que é o mais emotivo de todos e tem o poder da invenção e Makkari (Lauren Ridloff) que além de ser a mulher mais rápida do universo, traz a inclusão de linguagem de sinais nas cenas por ser surda;

Com todos reunidos e chegando aos momentos finais, temos poucas batalhas e cenas de ação e sim mais momentos para conversas e apresentações. Oscilando entre cenas bonitas visualmente – com bom desenvolvimento emocional – e momentos piegas de amor à humanidade, Eternos se perde deixando pontos muitos superficiais.

Temos, por exemplo, atores com mais tempo de trailer que de tela. Pontos para as maravilhosas trocas em cena de Druig e Makkari e para os momentos cômicos não forçados que Kingo nos presenteia. E palmas pro personagem de Brian Tyree Henry, o Phastos, que tem o relacionamento mais convincente e desenvolvido com seu parceiro, nos deixando bem emocionados.

Creio que mesmo com bastante tempo de tela, temos personagens muito fortes pra fase atual do universo, ainda sem conexões (apenas citações) aos eventos atuais e com apresentações pouco carismáticas, não nos trazendo nenhum tipo de afeto aos novos heróis, apesar de ser um filme muito bonito visualmente.

E repito, mesmo com muito tempo de tela, também não conseguimos ter um vilão convincente e bem desenvolvido, Eternos tem duas cenas pós créditos.

Eternos estreia dia 3 de novembro nos cinemas.

Visivelmente nerd, fã de Karate Kid e odeio o Cabana do Leitor por não falar muito sobre ela. Desenvolvedora da Zé Delivery, Co Host do Cabana 42.