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cinema

“Tempestade: Planeta em fúria”; será que esse fim do mundo convence?

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LOJA DC 4

*crítica de Karine Sales*

Tempestade: Planeta em Fúria (Geostorm) não é só mais um filme de catástrofes ambientais, ele é uma trama envolvente que te atém do começo ao fim.

Sendo sua história diferente de qualquer longa já lançado até hoje, consegue te proporcionar um turbilhão de sensações.Em um futuro próximo, com início no ano de 2019, o planeta Terra passa por diversos eventos ambientais trágicos que começam a mudar drasticamente o clima, ocasionando desastres em vários locais do mundo, inclusive em nosso país,mais precisamente na Cidade do Rio de Janeiro.

O clima anômalo causado pelas mudanças climáticas, que vão de dias extremamente quentes até furacões e tufões catastróficos, te faz adentrar no filme e sentir cada sensação de uma forma intensa.

Após tantas tragédias, as Nações Unidas patrocinando Jake Lawson (Gerard Butler), um construtor de satélites, constrói um mecanismo chamado “Dutch Boy”, uma espécie de rede que engloba todo o Planeta Terra, mudando para sempre o destino dela.

O “Dutch Boy” tem como objetivo principal monitorar e auxiliar satélites de todo o mundo para que, ao sinal de qualquer catástrofe ou alterações climáticas consideráveis, possa ser ativado para impedir desastres ambientes como os anteriores.

Após alguns desentendimentos e insubordinação por parte de Jake, o construtor é demitido e substituído pelo seu irmão Max (Jim Strurgess).  As coisas estão bem até que, três anos depois, um mau funcionamento e irregularidades do sistema de satélites leva a catástrofes climáticas épicas em todo o mundo.

Conclui-se que o modelo de tempestades de gelo e ondas de calor levará a exterminação de metade da população mundial, levando ao retorno de Jake a direção do mecanismo, e uma conspiração é descoberta. É dentro desse suspense que Jack e seu irmão Max precisam se unir para desvendar qual o problema misterioso por trás dos satélites.

Além de ser o criador do “Dutch Boy”, o personagem de Jack também é enigmático, inteligente e determinado afim de resolver quaisquer problemas que envolverem sua preciosa criação, mas também deixa a impressão de um personagem com o pavio curto e inconsequente. Max, ao contrário de Jack, é um homem sério, responsável, educado, irrefutável que acredita e segue seus princípios, deixando o trabalho à frente de qualquer coisa, até de sua própria família. Entretanto, a união dos dois opostos é necessária para que a trama se desenrole de forma concisa e cativante, trazendo consigo diversas incógnitas a serem desvendadas e a correção do tão querido “Dutch Boy”.

Cada personagem traz consigo sua própria característica, é claro, mas alguns são tão cheios de mistérios e segredos que faz o telespectador julgar suas atitudes erroneamente. Existem aqueles que trarão boas emoções sem falar uma palavra, chegando o público á lágrimas ininterruptas. Mesmo com todo esse clima de suspense e muita e emoção, o filme traz consigo alfinetadas no atual governo dos Estados Unidos que acaba até sendo cômico.

Com um roteiro envolvente e bons personagens, o Direitor Dean Devlin (produtor de ‘Independence Day) apostou altamente nos efeitos especiais, sendo evidentes nos desastres que acometem cidades como: Tóquio, Dubai, Moscou, Rio de Janeiro, cada qual com suas calamidades e mudanças climáticas. Esses efeitos foram muito bem trabalhados e empregados, fazendo com que o filme seja único, dispensando qualquer boa atuação do elenco. Sim, é real. Nas cenas onde catástrofes colossais estão acontecendo, os principais personagens não estão nelas, sendo dispensados sem hesitar, pois os efeitos te fazem sentir na pele a sensação de que a população local está passando.

É um filme que vale a pena ver, todo esse clichê de fim do mundo calamitoso que a maioria dos longas nos mostraram em todos esses anos… Tempestade: Planeta em Fúria veio pra mudar o conceito de que o Planeta Terra pode sim ter salvação.

“Tempestade: Planeta em Fúria” estréia hoje nos cinemas, confira o trailer:

Redacão Cabana do Leitor
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