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cinema

Crítica – Histórias Assustadoras para Contar no Escuro

Um terror que mais parece uma aventura como Goosebumps e Coração de Tinta. Guillermo del Toro salva com um roteiro até que razoável.

Hueber Silva

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O livro que serviu de inspiração para o filme foi escrito no final dos anos 80 começo dos anos 90 pelo falecido autor americano Alvin Schwartz e ilustrada por Stephen Gammell. Um grandioso sucesso que teve seu primeiro livro publicado em 1981 e os outros dois em 1984 e 1991, o último foi um ano antes da morte do autor. Agora tudo ganha vida, os contos chegam aos cinemas de todo mundo, em uma adaptação dirigida pelo norueguês André Øvredal e o roteiro escrito por Guillermo del Toro, que foi vencedor do Oscar com o filme A Forma da Água, chegou nesta quinta-feira (08) aos cinemas.

Ambientado em Mill Valley no ano de 1968, o longa traz a história de um grupo de adolescentes Stella (Zoe Margaret Colletti), Ramón (Michael Garza) e Auggie (Gabriel Rush), que no dia das bruxas vão à uma casa mal assombrada que tem uma antiga lenda na cidade envolvendo a família Bellows, que exerceu uma grande influência na pequena cidade de Mill Valley por diversas gerações. Sarah Bellows (Kathleen Pollard), que tinha segredos que dão pesadelos a qualquer um, viveu trancada e foi duramente torturada na mansão onde ela morava. A partir daí ela passou a escrever histórias em um livro que se tornavam reais e eram escritas ao mesmo tempo em que estava acontecendo.

Historias Assustadoras para Contar no Escuro

Em termos de adaptação o filme poderia ser melhor e ter inovado por se passar nos anos 60, poderia ter tido uma história mais completa, já que maioria dos longas do gênero se passam na mesma época e ficam na mesmice de sempre, falando sobre espíritos, e esquecem do tema central que é o terror, vimos um exemplo claro em A Freira, um longa derivado de a Invocação do Mal. A adaptação não fez jus ao gênero terror, até tem uma cena ou outra, mas passa longe de ser aquele terror como It: A Coisa e parece um filme de aventura com algumas cenas que dão aquele leve susto, mas não passa disso.

O filme tem uma pegada mais ou menos parecida com Goosebumps, onde monstros saem das histórias e se tornam realidade. O longa tem uma classificação indicativa de 13 anos, então não vá ao cinema achando que você vai ver cenas sangrentas de morte ou um terror pesado, é um filme leve, que não dá quase nenhum susto mas parece ter uma narrativa bem interessante e promissora.

Historias Assustadoras para Contar no Escuro

Histórias Assustadoras não é o tipo do filme que fará um grande sucesso no gênero, mas tem um futuro promissor se tivermos uma continuação, até porque tem história ainda para uma possível sequência. Esse primeiro longa até agrada pelos efeitos especiais e uma produção até razoável, provavelmente podemos dar os créditos a del Toro que fez um trabalho fantástico com o roteiro. Em termos de atuação, os jovens atores desempenharam muito bem e sim, foi uma das coisas que salvou o longa que poderia ser uma terrível decepção.

O longa entrou em cartaz nos cinemas nesta quinta-feira (8).

Historias Assustadoras para Contar no Escuro

6

Nota

6.0/10

Pros

  • Atuações
  • Efeitos Especiais
  • Guillermo del Toro

Cons

  • Pouco terror

Publicitário, nerd, apaixonado pelo mundo dos games, fascinado pelo mundo do cinema. “Ou se morre como herói, ou vive-se o bastante para se tornar o vilão.”

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