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CRÍTICA – Homem-Aranha No Aranhaverso

Fernanda Schmölzmeier

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Eu me lembro até hoje da sensação que eu tive ao sair do cinema em 2001 depois de assistir ao primeiro “Homem-Aranha” do Sam Raimi. Minha pequena criança interior se sentiu invencível, de coração acelerado e com vontade de ganhar o mundo.

Se aquele garoto franzino que era ridicularizado e ostracizado na escola, órfão e criado pelos tios, podia ser o maior herói da cidade E ainda lutar pra conseguir estudar, trabalhar, manter uma vida pessoal, ajudar a família, superar traumas aprendendo a lidar com o fato de que ele não pode salvar todo mundo, e mesmo assim continuar se esforçando pra ser um herói SÓ porque esse é o fardo que ele carrega por ter poderes (por mais que isso atrapalhe todo o resto da sua vida), eu também conseguiria lidar com a minha.

Foi ali que eu comecei a me interessar por super-heróis. Dezessete anos e dois reboots depois, um horrível e outro ok, finalmente eu senti esse mesmo frio na barriga com “Homem Aranha no Aranhaverso”.

Dirigido por Peter Ramsey (A Origem dos Guardiões) e Bob Persichetti (Gato de Botas), “Homem-Aranha no Aranhaverso” mostra a origem de Miles Morales (Shameik Moore)  como o novo Homem-Aranha, enquanto conhece outras pessoas com os mesmos poderes  que vieram de outras dimensões, abertas por conta de um plano sinistro do Rei do Crime (Liev Schreiber). Agora, Miles precisa aprender a controlar seus poderes rápido e se juntar aos demais Aranhas para evitar uma catástrofe que ameaça todas as diferentes realidades.

Esse é com certeza o melhor filme do Aranha depois de “Homem-Aranha 2”, mas o fato dele ser uma animação ao invés de um live action dá ainda mais força pro filme, porque ele se permite ser mais imersivo e criativo visualmente, sem precisar tentar ter a textura mais realista (e cara) que estamos acostumados a ver em animações da Disney e Pixar, por exemplo. Ele aproveita, com um sorrisinho sacana no rosto, as várias dimensões dos Aranhas colidindo pra renderizar personagens de formas diferentes, e foca num visual menos realista e muito estiloso que funciona super bem.

Somado a isso, o filme também traz essa série de personagens interessantes já conhecidos dos fãs mais fervorosos, mas que funcionam igualmente bem para os leigos, e ainda passa com êxito o manto para um novo Homem-Aranha em uma bela história de origem, focada em explorar os elementos humanos que tornam o cabeça de teia um dos heróis mais relacionáveis da Marvel.

O filme é um espetáculo visual que aproveita da melhor forma possível a linguagem dos quadrinhos e da pop art, incorporando com sucesso esses elementos no filme, especialmente nos momentos em que os Aranhas estão usando seus poderes, e nas lutas, fazendo você se sentir um deles. Destaque pra todo o segmento do Miles despertando seus poderes de Aranha, que é com certeza um dos melhores e mais divertidos momentos do filme. Outra vantagem que o filme aproveita dessa linguagem visual é que fica bem mais rápido e fácil introduzir os outros Aranhas de forma eficaz, interessante visualmente e ainda continuar uma piada que volta várias vezes desde o início do filme.

É interessante porque, pelo menos nos grandes blockbusters, a gente não teve a chance de ver outros super heróis tendo que lidar com as frustrações da adolescência enquanto também têm que salvar o mundo e aprender a controlar seus poderes. O Homem-Aranha sempre foi tão importante e interessante pra mim por isso, e porque as preocupações e dramas pessoais dele são muito lugar comum. O filme aqui consegue fazer isso bem demais, entregando momentos muito vida real especialmente através do Miles, tanto nas questões adolescentes, como “qual é meu lugar no mundo”, quanto através dos laços familiares dele com o pai (Brian Tyree Henry) e o tio (Mahershala Ali), e a relação de aprendiz com o Peter (Jake Johnson). As relações do Miles com esses homens que fazem parte da sua vida vão moldando o tipo de pessoa que ele quer ser, e o tipo de herói que ele vai ser.

Acho interessante que o Miles tem mais dificuldades de lidar com as suas responsabilidades e motivações para ser o Homem-Aranha de uma forma que sempre me pareceu meio rasa ou vaga nos Peters do Andrew Garfield e do Tom Holland, mas que eram tema principal na trilogia do Raimi e que são pilares importantíssimos na construção do Aranha. Os motivos pelos quais o Peter do Tobey Maguire e esse Miles Morales do Aranhaverso resolvem ser o Homem-Aranha batem bem mais com o senso de responsabilidade que quem veste o manto do herói tem que ter.

Adoro como eles usam e abusam do humor auto-depreciativo, tanto no Peter quanto no Miles. A ideia de colocar esse Peter mais velho, cansado e fracassado pra guiar o Miles funciona bem demais, porque eles acabam criando mais uma conexão de figura paterna pro Miles e podendo desenvolver esse Peter também, de um jeito que os dois crescem juntos, e com isso o filme cresce dramaticamente também.

O roteiro é primoroso. Num filme cheio de personagens diferentes e ainda sendo a história de origem de um novo Homem-Aranha, tinha tudo pra se embolar ou desviar do que interessa, mas ele se desenvolve com maestria, valorizando cada parte e personagem na hora certa, conseguindo conciliar drama, aventura e comédia. Ele mistura com sucesso uma história de origem com seu próprio squad à la Vingadores mesmo sem ter os direitos de personagens suficientes da Marvel pra fazer isso, é cheio de referências incríveis pros fãs do cabeça de teia, e traz o cameo mais agridoce do Stan Lee que você vai ver.

Os vilões são outra coisa maravilhosa. Além de você ter o Rei do Crime como vilão principal com uma motivação excelente e extremamente humana, a Sony aproveita que ela tem um multiverso gigantesco pra usar e não tem medo de colocar alguns outros vilões interessantes e versões alternativas deles em papéis menores, então nada do capanga genérico #7 nas lutas intermediárias, se preparem pra VÁRIAS surpresas durante o filme.

Ver o ciclo se completar pra mais um Aranha através do Miles, trazendo mais uma vez pras telonas todas as qualidades e aprendizados que a gente admira nas pessoas que vestem o manto do cabeça de teia, é bem emocionante e funciona muito. A luta final é bem corajosa, gratificante e visualmente espetacular. Sei que há essa altura todo mundo sabe cono funcionam os filmes da Marvel, mas acho legal ressaltar pra ficarem até o final dos créditos, porque a cena pós é de aplaudir de pé.

Dito isso, acho seguro dizer que “Homem-Aranha no Aranhaverso” vai agradar os fãs, apresentar com sucesso o Aranha pra nova geração, e de quebra trazer finalmente o Miles Morales pros cinemas com toda a carga e representatividade que ele carrega. Achei incrível também que praticamente todos os dubladores originais inclusive são das mesmas etnias dos seus personagens. 

Com o “Aranhaverso”, a Sony finalmente descobriu um potinho de ouro pra resolver seus problemas de (falta de) direitos de mais personagens da Marvel pra expandir a sua parte desse universo nos cinemas.

Espero que esse filme mostre que eles podem largar essa ideia péssima de fazer spin offs de vilões B do Homem-Aranha e investir nos aranhas do multi-verso nos filmes live action também, com certeza tem mais histórias interessantes pra contar e mais chances de dar certo.

Homem-Aranha No Aranhaverso estreia dia 10 de janeiro nos cinemas.

Homem-Aranha No Aranhaverso

10

Roteiro

10.0/10

Direção

10.0/10

Fotografia

10.0/10

Jornalista e apaixonada pelo universo Disney. Youtuber no canal Sugar Rush onde fala sobre cultura pop e viagens. #SomosTodosGeraldo

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CCXP 2019

CCXP | Confira o que rolou no painel de “Aves de Rapina”

Durante o painel atriz aproveitou para dar um recado sobre emancipação feminina.

Daiane de Mário

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Nessa quinta (05) ocorreu o painel de “Aves de Rapina”, que com certeza é um dos painéis mais aguardados dessa edição da CCXP. Já nos primeiro minutos os fãs ali presentes puderam conferir a cena de abertura do longa que só vai chegar as telonas em fevereiro de 2020.

Durante o painel as atrizes conversaram com os fãs revelando suas inspirações e motivações para o novo longa. Margot Robbie que dá vida a Arlequina disse que não estava pronta para se despedir da personagem e que após Esquadrão Suicida ela ficou obcecada e leu todos os quadrinhos e que queria ver mais mulheres no cinema Nesse filme de origem elas são desajustadas, mas se unem no final.

A atriz ainda aproveitou para dar um recado aos fãs dizendo que “feminismo não é somente para mulheres”!

Já a diretora Cathy Yan disse que o filme se trata de “emancipação feminina”, a trama é uma história inspiradora de mulheres que estão sofrendo e se unem para derrotar seus vilões.

A atriz Jurnee Smollett-Bell que interpreta Canário Negro disse que ainda não é a Canário que conhecemos nos quadrinhos, mas podemos esperar pelo “canto da canário”

As demais atrizes também tiveram seus momentos e estão todas honradas em interpretarem mulheres fortes, como Renne Montoya e Caçadora.

Com roteiro assinado por Christina Hodson (Transformers 6) e direção de Cathy Yan (Dead Pigs), o longa tem no elenco Mary Elizabeth Winstead (Scott Pilgrim Contra o Mundo), Jurnee Smollett-Bell (Underground) e Rosie Perez (Rise), que viverão respectivamente as heroínas Caçadora, Canário Negro e Renee Montoya. Ella Jay Basco (Grey’s Anatomy) fará o papel de Cassandra Cain e Ewan McGregor (Doutor Sono) será o vilão Máscara Negra. Já Chris Messina, de Objetos Cortantes, irá interpretar o serial killer Victor Zsasz.

Aves de Rapina chega aos cinemas brasileiros em 06 de fevereiro.

Homem-Aranha No Aranhaverso

10

Roteiro

10.0/10

Direção

10.0/10

Fotografia

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CCXP 2019

CCXP | Perdidos no Espaço ganha novo trailer da segunda temporada

Os novos episódios da série chegam à Netflix na véspera de Natal.

Hueber Silva

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Nesta quinta-feira (5) a Netflix liberou um novo trailer da segunda temporada de Perdidos no Espaço, e indica que novos episódios chegam próximo ao Natal.

A Netflix trouxe um enorme estande esse ano na CCXP e conta com diversas atrações.

A produção é uma nova visão do clássico de 1965 e conta a história da família Robinson que, após um acidente, os tira da rota de um novo planeta a ser colonizado. Toby Stephens (John Robinson), Molly Parker (Maureen Robinson), Parker Posey (Doutora Smith), Mina Sundwall (Penny Robinson) e Ignacio Serricchio (Don West) integram o elenco do remake, que tem Zack Estrin (Prision Break) como showrunner.

A segunda temporada de Perdidos no Espaço estreia dia 24 de dezembo na Netflix.

Homem-Aranha No Aranhaverso

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Roteiro

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10.0/10

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CCXP 2019

CCXP | Segunda temporada de The Boys ganha trailer

Segunda temporada de The Boys ganha um trailer e onde mostra diversas cenas da nova temporada e o retorno de alguns personagens.

Hueber Silva

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The Boys é um enorme sucesso do serviço de streaming do Amazon Prime e teve uma grande aceitação de seu publico, sua primeira temporada foi um grande sucesso e surpreendeu diversas pessoas.

O trailer inicia com o personagem Homelander descendo do céu com o rosto sujo de sangue e a partir daí começa a mostrar diversas cenas de diversos personagens da nova temporada de The Boys.

A Amazon Prime trouxe esse ano um estande muito interessante para CCXP, onde tem diversas atrações e um enorme carrossel dentro de seu próprio estande, isso mesmo um carrossel.

O elenco de The Boys estará no painel da CCXP em São Paulo no dia 6 de dezembro.

A segunda temporada de The Boys terá sua estreia entre os junho a setembro de 2020.

Homem-Aranha No Aranhaverso

10

Roteiro

10.0/10

Direção

10.0/10

Fotografia

10.0/10
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