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Crítica | Lucifer – Quarta Temporada

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Antes de mais nada, um aviso: CONTÉM SPOILERS!

Finalmente, na última quarta feira, dia 8 de maio, a Netflix liberou a tão esperada quarta temporada da série Lúcifer, que a exatos um ano anunciava o seu cancelamento pela da Fox Studios.

Após muita insistência por parte dos atores e uma campanha massiva por parte dos lucifans a série foi resgatada pela rede de streaming Netflix que prometeu um fim digno a série.

Foram lançados dez episódios de aproximadamente uma hora cada um, o que por si só já é uma mudança em relação às temporadas anteriores que possuíam por volta de vinte episódios de 43/44 minutos cada um. O que transformou a série, tornando-a mais dinâmica e menos “enchendo linguiça” como alguns expectadores reclamaram em relação a terceira temporada.

No final da terceira temporada, tivemos Chloe finalmente vendo a verdadeira face do Lúcifer. A quarta temporada começa alguns meses após esse acontecimento, tempo esse que a Detetive resolveu tirar de férias para pensar e assimilar melhor o que tinha visto. Mas não funcionou muito bem. Vemos pela primeira vez uma Chloe que não sabe realmente como lidar com Lúcifer e com o que sente por ele e por ele ser como é – cara de diabo, asas e tudo mais.

É aí que entram as participações incríveis d temporada. Padre Kinley, brilhantemente interpretado pelo ator Graham McTavish de Outlander, um padre católico ferrenho que acredita que Lúcifer é a origem do mal na terra; e Eva, uma personagem muito bem construída, vinda para tentar nosso Lucifer de todas as formas possiveis – além de ficar entre Deckerstar.

A temporada gira em torno da profecia que diz que quando o diabo estiver com o seu primeiro amor, o mal reinará sobre a terra. Bom, teoricamente o primeiro amor de Lúcifer é a Eva, certo? E é o que a série nos faz pensar até o último minuto onde FINALMENTE ele se declara pra Chloe.

Mas esperem, tem mais coisa da temporada pra ser comentada. Vemos casais se formando e amadurecendo, famílias sendo criadas e aumentadas.

Um ponto positivíssimo a favor da nova direção que a série está tomando é sem duvida a atuação do querido Detective Douche. Dan está passando por um luto difícil de lidar após a morte de Charlotte e o ator mostra isso de forma brilhante, deixando até alguns fãs irritados com como ele estava chato. Gente, o luto é assim. E o principal, cada um tem o seu tempo e sua forma de luto, vide a Ella que lidava com o luto por sua fé tentando desesperadamente encontrar algo pra substituí-la.

Outro ponto que sempre era elogiado e provavelmente vai continuar sendo são os personagens Amenadiel e Linda. Agora, com um bebê! Deus, que cenas fofas e hilárias essa gravidez nos rendeu! E que maravilhosa a Linda como uma mãezona (sempre foi né, vide a relação com a Maze e o próprio Lúcifer depois que eles pararam de transar!) A cena final do casal fez referência a uma das minhas passagens bíblicas favoritas, assistam logo!

Mazekeen Smith está ABSURDA nessa temporada. Falando na língua dos demônios, enfiando a porrada em geral e pasmem, sendo romantiquinha cantando musiquinha romântica. É impossível não amar ver a Maze evoluindo como “pessoa”, é como ver um filho crescendo.

Sobre a season, e talvez series finale: que episódio meus amigos! QUE EPISÓDIO! Vemos um Lúcifer full pistola com os demônios que antes o serviam, vemos uma Chloe aceitando quem ele é e o que sente por ele. Uma cena de luta muito digna e impecávelmente coreografada. Até a Eva foi ótima nesse episódio, também tendo um final digno que dá abertura pra um possível retorno da personagem depois. A única reclamação quanto a esse episódio é que todos queríamos ver pegação entre o shipp quando eles finalmente se declarassem né Netflix?

Pontos positivos:

  • A bunda do Tom Ellis fazendo papel de coadjuvante em alguns episódios( MUITO OBRIGADA NETFLIX)
  • A caracterização do Lúcifer como diabo, melhorou absurdos em relação às temporadas anteriores
  • Muitas referências maravilhosas!
  • O aparecimento de mais uma irmã de Lucifer(adoro quando isso acontece)
  • Mesmo com ranço da Eva, ela é uma personagem incrível
  • Trilha sonora impecável, como sempre

Pontos negativos:

  • Pros fãs dos quadrinhos Lúcifer ainda não é o que se vê neles. Ainda tá fraco em relação ao personagem da DC
  • Poucos episódios, é uma unanimidade entre os fãs que a temporada poderia ser maior.
  • Ainda estamos no aguardo de uma cena de amor entre Lúcifer e Chloe. COLABORA AÍ NETFLIX.

Agora, nos resta rezar e fazer campanha para que a Netflix nos dê de presente uma quinta, sexta, sétima… infinitas temporadas dessa série que a cada dia conquista mais e mais fãs.

Psicóloga, aspirante a poledancer, a blogueira, a modelo e seriemaníaca certificada. Also Agente Especial do FBI formada por Arquivo-X.

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Westworld | Primeiras impressões da 3ª temporada

Novo ano da série é exibido pela HBO

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Para quem estava esperando desde Junho de 2018 pelo regresso de Westworld, esse é seu momento! Após longos 21 meses de espera a série de ficção científica futurista da HBO está de volta.

Nessa temporada, teremos belas paisagens em cidades futuristas e novas tecnologias como vistas em filmes como Blade Runner ou séries como Black Mirror.

Personagens

Seremos apresentados a um novo protagonista, Caleb (Aaron Paul), que é um ex-combatente americano que, após traumas de guerra, tenta se reinserir na sociedade, mas não consegue viver longe do perigo.

Também vemos Dolores (Evan Rachel Wood), que agora está se passando por humana e buscando informações sobre uma nova tecnologia, um tipo de “cérebro virtual” que pode controlar Los Angeles inteira e prever as ações de seus moradores. Isso seria muito útil no plano de vingança que ela está executando.

Por outro lado, Bernard (Jeffrey Wright) está escondido e longe de tudo, foragido da justiça e ainda tentando entender qual seu propósito, uma vez que se tornou culpado pelo massacre que aconteceu no parque durante a segunda temporada.

Dentro da alta cúpula da Delos, Charlotte Hale (Tessa Thompson) está liderando a empresa dentro do turbilhão de problemas que os autômatos do parque causaram e todo o mundo ficou sabendo. Ela também parece ter um plano para executar, mas só deveremos saber mais pontos durante os próximos episódios.

Sobre o episódio

O primeiro episódio por si só já é tenso e envolvente, todos os personagens têm seu tempo em cena para mostrar onde eles devem se encaixar na temporada e como a sociedade está evoluída fora da ilha da Delos, onde se situava o parque de diversões virtual Westworld e, como descobrimos na segunda temporada, o Shogunworld.

Como os fãs já sabem, todas as temporadas existem em duas linhas do tempo diferentes que só são reveladas nos episódios posteriores, então já podemos começar a especular se nessa nova temporada teremos novamente esse recurso na trama.

Vale lembrar que esse episódio tem uma “cena pós-créditos”, então fiquem ligados até o final para saber mais sobre o paradeiro de uma personagem não citada acima.

A 3ª temporada de Westworld começa nesse domingo (15/03) às 23h na HBO ou na HBOGo, não percam!

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Analise | Homeland 8º temporada “Em quem confiar?”

Louise Naves

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O Cabana do Leitor viu os dois primeiros episódios da nova temporada de Homeland, que já teve o primeiro episodio exibido pela FOX no domingo. Leia as primeiras impressões sem spoilers.

Depois de dois anos deixados no suspense, Homeland retorna com a oitava e última temporada. Acompanhando o desenrolar da história da sétima temporada, já começamos bombardeados com drama e suspense, o que não podia ser diferente.

Claire Danes como sempre dando um show de atuação, vemos Carrie já recuperada dos eventos traumáticos da última temporada, com seu instinto ainda mais aguçado. Temos a incrível conexão dela com Saul, que mais uma vez, está ali confiando em suas habilidades.

Em campo, mesmo com todo o alvoroço ao seu redor, sabemos que Carrie nunca para. Acordos e desacordos. No meio de tantas dúvidas, em quem confiar?

Com os ânimos à flor da pele por termos que nos despedir da série, nossa curiosidade é cada vez mais atiçada com o passar dos episódios, deixando o público bem empolgado para o que essa última temporada tem para nos mostrar.

A oitava e última temporada de “Homeland” chega no Brasil a partir de domingo, dia 9 de fevereiro às 23:30, no FOX Premium 2 e no App da FOX para assinantes do FOX Premium. Além disso, as sete temporadas completas já estão disponíveis no aplicativo, também para assinantes.

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Precisamos falar sobre Sex Education

A nova temporada da série estreou no último dia 17, e fizemos uma análise da importância da série nos dias atuais. Confira!

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Sex Education é uma série britânica que estreou em 2019 que mostra bem de perto o período em que os alunos do colégio Moordale dão início a sua vida sexual. Tendo como personagem principal Otis Milburn, que é filho de uma terapeuta sexual, ele acaba se descobrindo um “especialista” em sexo e abre uma “clínica” com sua amiga Maeve para dar conselhos sexuais.

Muitas vezes o tema sexo é tratado como um tabu seja por vergonha, timidez ou por não ter tal experiência da “coisa”. O programa te leva para um universo onde muitas vezes você acaba se identificando. 

Abordando temas sensíveis e necessários como aborto, sexualidade, assexualidade, DSTs, fetiches, assédio, gênero, masculinidade frágil e mulheres criando conteúdo erótico. A série te mostra com leveza como todos nós temos vida sexual e devemos explorá-la. 

Temas polêmicos mas que precisam ser conversados e como diz o nome traduzido para português, educação sexual, é necessário. Ninguém vai erotizar crianças, e sim ensinar sobre métodos contraceptivos, doenças sexualmente transmissíveis, consensualidade, sentimentos, consciência corporal e estabelecer limites. 

A nova temporada da série estreou na última semana e apesar do final ter deixado muita gente revoltada, devemos pegar as melhores partes e lapidar de tão perfeito e gostoso que foi assistir mais uma season.

Ficamos envolvidos no triângulo amoroso Otis, Ola e Maeve, que vivem um conturbado relacionamento e no fim Ola se torna necessária para Otis entender os seus sentimentos por Maeve. Apesar de tudo Ola teve um final incrivelmente maravilhoso, e trouxe o tema bissexualidade para série, o que foi uma boa iniciativa, afinal, é normal se sentir atraída pelos dois sexos. Já no caso do Adam, mesmo sendo um relacionamento que surgiu do bullying, o que é algo extremamente problemático, ele se permite viver e assume sua paixão por Eric. 

Jackson se vê pressionado quanto ao seu futuro por conta de suas mães, que querem que ele siga a carreira de nadador, mas ele mesmo não sabe o que quer e acaba se auto sabotando, se machucando. Demonstrando possíveis problemas psicológicos que precisam de atenção, Viv foi muito importante para ele em todos os aspectos.

Maeve e sua dificuldade em lidar com a sua mãe, que retorna para a cidade junto com a sua irmã e a faz acreditar que realmente ela mudou e está limpa. Crescer e lidar com idas e vindas de quem deveria sempre ter permanecido, pode ser algo confuso de sentir e viver, ainda mais se envolve álcool e drogas. Mais uma vez mulheres assumindo papéis importantes e de responsabilidade tendo que amadurecer mais cedo, como diz o ditado popular “meninas sempre amadurecem mais cedo”, e esse é um dos motivos pelo qual a personagem sempre foi autossuficiente, mas acaba sendo frágil onde sempre nos deixamos ceder: no amor. 

A cena em que as meninas estão de castigo e são obrigadas a pensar sobre o que elas têm em comum e chegam à conclusão que todas já sofreram algum tipo de abuso ou assédio, seja ele psicológico, físico ou moral e diversas vezes quem são punidas são elas, mulheres. Como a Viv explicando que quando era criança um homem exibiu o pênis para ela na piscina e no final saiu prejudicada por ser proibida de ir a piscina e o homem saiu ileso.

Uma personagem que merece destaque na temporada é a mãe do Adam, Maureen Groff, que após passar a 1ª temporada em silêncio aturando as ignorâncias do Sr. Groff, finalmente se impôs e se abriu sobre o péssimo relacionamento que vivia com o marido e se descobriu sexualmente ao se tornar amiga de Jean Milburn. O melhor disso tudo é no último episódio, que ela diz para Adam que quando se ama alguém isso deve ser dito porque você está vivo! 

O que falar de Jean Milburn e sua gravidez pós menopausa com um homem vasectomizado? Ninguém esperava muito menos ela. O que comprova que nenhum método contraceptivo é 100% eficaz. Sem contar que vemos a fragilidade da personagem pela primeira vez ao perceber que realmente ama e sente falta do Jakob. 

Laurie Nunn fez mais um ótimo trabalho nos novos episódios de Sex Education, aproximando ainda mais o público e nos dando uma sensação de conforto por saber que em diversas situações das nossas vidas nós não somos os únicos ou muito menos culpados. Os acontecimentos dão ótimos enredos para a próxima temporada, prometendo trazer ainda mais temas necessários. A 3ª temporada já está confirmada, seria a última? Uma formatura pode estar por vir, sem contar que os personagens já estão muito mais maduros e com mais certezas de si.

As duas temporadas completas estão disponíveis no catálogo da Netflix.

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