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cinema

Crítica – Mademoiselle Paradis

Juliana Melo

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Em pleno século XVIII, Mademoiselle Paradis trata da história de Maria Theresia Paradis, também chamada de Resia, é uma pianista cega que enfrenta uma série de dificuldades para conseguir recuperar a visão – além de todos os problemas que a própria sociedade a submete. Baseado em fatos reais, a diretora Barbara Albert traz reflexões importantes à medida em que mostra um sistema repleto de ignorância e preconceito.

Tratada como uma espécie de “atração” para os burgueses desde o início da narrativa, Resia, que perdeu a visão aos três anos de idade, busca na música uma forma de se expressar. Mas a questão vai muito além: seu dom é a única maneira que encontra para existir em uma sociedade em que “só quem vê é visto, e só quem é visto pode ser ouvido”.

Mademoiselle Paradis

Sem o piano, Resia pouco é respeitada nos círculos sociais que sua família frequenta e sua visibilidade é quase nula. Quando não estão a criticando, estão analisando e tratando-a como uma espécie de “ser de outro mundo”, surdo e mudo.

No entanto, mesmo com a aclamação por seu talento musical, Mademoiselle Paradis ainda é tida como um fardo por seus pais devido à sua deficiência visual, e por isso é levada para realizar um tratamento com o polêmico inventor do mesmerismo, Franz Anton Mesmer. Utilizando somente as mãos, Mesmer propõe uma “cura” com técnicas que fogem à compreensão da época, sendo rejeitado e criticado por seus métodos.

Com cenas um tanto quanto angustiantes, é possível sentir as dificuldades enfrentadas por Paradis para tentar se encaixar aos moldes sociais. Não se explora tanto essa vertente no filme, o que é uma pena, mas levando-se em conta o contexto histórico e social, é evidente que uma das maiores preocupações para uma mulher que não atende aos padrões aceitos é a possibilidade limitada de conseguir um “futuro respeitável” – isto é, conseguir um marido, o que reafirma cada vez mais a sociedade patriarcal da época.

No entanto, à medida em que sinais da possível cura começam a aparecer, Paradis percebe que suas habilidades como pianista se degeneram. Mas, enquanto que para qualquer outra pessoa isso seria uma simples questão, para a austríaca, ter de escolher entre enxergar e perder seu maior dom, é um verdadeiro dilema. Confira o trailer:

Apesar de não ser um filme que chame muito a atenção de quem não tem muito interesse no gênero, Mademoiselle Paradis pode agradar os que curtem uma temática mais dramática e voltada para questões como superação e escolhas. Não recomendaria a quem busca filmes mais dinâmicos, porque a lentidão e excesso de cenas cujo diálogo é deixado de lado provoca um certo cansaço.

Estudante de Jornalismo e apaixonada por música, séries e filmes. 50% hobbit (altura, fome e sede por cerveja) e 50% trouxa - mas ainda acredito que a minha carta pra Hogwarts vai chegar.

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Crítica – Dora e a Cidade Perdida “filme bobo e previsível”

Com orçamento baixo e personagens animados, o filme não tem um CG muito bom e passa longe de ser crível em seu enredo, mas creio ser um grande sucesso entre as crianças.

Thalita Heiderich

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Em tempos de live action, por que não um do famoso desenho bilíngue e educativo da Nickelodeon?

Dirigido por James Bobin (Alice Através do Espelho) e estrelado por Isabela Moner, Dora e a Cidade Perdida apresenta Dora deixando a floresta para estudar na cidade grande, fazendo novos amigos e sendo mais uma vez levada à floresta em busca dos pais desaparecidos. Se não bastasse essa viagem, ela e os “amigos” são raptados por caçadores de tesouros e agora, além de tentar encontrar os pais, ela precisa fugir dos caçadores e encontrar a cidade perdida de Parapata.

Amigos cinéfilos: esse não é o seu filme. Mas acho que você já chegou aqui sabendo disso. 

Dora e a Cidade Perdida é um filme bobo e previsível, com roteiro fraco e muita piada de pum e cocô no meio. É pra criança. E no que se propõe… ele até que faz bem.

Traz um elenco de apoio legal, como Eva Longoria, Benicio del Toro e Danny Trejo e referencia o desenho o tempo inteiro.

Isabela Moner está entregue ao papel. Faz todas as caretas e canta feliz todas as músicas toscas do filme, parece realmente feliz em estar ali. 

Com orçamento baixo e personagens animados, o filme não tem um CG muito bom e passa longe de ser crível em seu enredo, mas creio ser um grande sucesso entre as crianças.

Cenas como a do cocô, a da animação e a da areia movediça podem levar o adulto a pensar além, mas as crianças não vêem maldade, então muita coisa do roteiro passa batido. E no final… é engraçado.

Bebe muito da fonte de Indiana Jones e chega a ser quase uma cópia de um dos filmes no final. E ele sabe que está copiando, chega a brincar com isso durante o filme.

Não vou dizer que saí da sessão satisfeita, mas confesso que pensei que sairia muito mais incomodada e no fim..

Ai, gente, deixem as crianças se divertirem num filme inocente e educativo.

Então juntem os filhos, sobrinhos, afilhados e a cambada toda e assista ao filme sem expectativas além da risada dos seus acompanhantes.

Dora e a Cidade Perdida estreia dia 14 de novembro nos cinemas.

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Bob Esponja: O Incrível Resgate, ganha primeiro trailer!

Vem embarcar nessa aventura!

Rebeca Pinho

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A Paramount Pictures divulgou nesta quinta-feira (14) o primeiro trailer da animação Bob Esponja: O Incrível Resgate. O filme conta com uma participação pra lá de especial, o ator Keanu Reeves. Confira no trailer abaixo:

No filme, Bob Esponja está a procura de Gary, seu caracol de estimação. Bob, vai contar com a ajuda de seu melhor amigo Patrick, para uma jornada além da Fenda do Biquíni, na esperança de reencontrar Gary. Lula Molusco, Seu Sirigueijo e Sandy Bochechas também estarão presentes no filme!

Bob Esponja: O Incrível Resgate estreia em 11 de junho de 2020.

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Fernanda Montenegro recusa possível convite para Animais Fantásticos 3

As filmagens Animais Fantásticos 3 terão início em fevereiro de 2020.

Edi

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A premiada atriz brasileira, única indicada ao Oscar, Fernanda Montenegro recusou uma possível participação dela no filme Animais Fantásticos 3, que vai se passar segundo a Warner no Brasil.

Segundo a atriz, sua agenda esta lotada, o que impossibilitaria a participação no longa, porém ela agradeceu o apoio dos fãs. Mais de 100 mil pessoas assinaram uma petição pedindo que a atriz fosse Ministra da Magia do Brasil.

Em Animais Fantásticos e os Crimes de Grindelwald segue novamente, Newt Scamander que reencontra os queridos amigos Tina Goldstein, Queenie Goldstein e Jacob Kowalski. Ele é recrutado pelo seu antigo professor em Hogwarts, Alvo Dumbledore, para enfrentar o terrível bruxo das trevas Gellert Grindelwald, que escapou da custódia da Macusa (Congresso Mágico dos EUA) e reúne seguidores, dividindo o mundo entre seres de magos sangue puro e seres não-mágicos.

As filmagens Animais Fantásticos 3, estavam marcadas para começarem ainda este ano mas, agora, terão início apenas em fevereiro de 2020.

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