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cinema

Crítica: O Franco Atirador

Carolina Faria

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LOJA DC 4

Típico filme de ação hollywoodiano, apesar da vasta carga de nacionalidades que o filme contem, como a francesa, britânica e espanhola, ele não foge dos padrões americanos de fazer filme.

O diretor Pierre Morel fez uma adaptação de um Best Seller internacional, que já havia até um filme antigo, e, com isso, envolveu tudo de que se espera de um bom filme de ação: muito tiro, drama, um leve suspense e um sutil romance. Sean Penn, como sempre, não decepciona, porém seu personagem não é diferente de outros que já fizera. Inclusive percebi muitas características em comum com seu personagem Jimmy Marcus em “Sobre Meninos e Lobos”, em que sua atuação estava impecável.

O filme traz um ótimo elenco, como Javier Bardem e Idris Elba. Apesar de serem bons atores, não foram bem explorados e seus personagens, no final das contas, quase não tiverem importância para o desenrolar do filme. A trilha sonora está boa dando o nível de tensão que o filme exigia. A fotografia está intacta. Contudo, não há nada de diferente do que já vimos em diversos outros filmes. Muitos panoramas dos diversos cenários, dando ênfase para algumas cenas específicas como a que se desenrola no Congo no inicio do filme e a do final que acontece na Espanha durante uma Torada.

Contudo, a temática do enredo deixa a desejar, pois o filme, mais entretêm do que conta uma estória, em que o público se envolve. Muitas das informações são jogadas, os links das ideias foram mal explicados e formulados. Mesmo com a intenção de apresentar fatos angustiantes que realmente acontecem o personagem de Sean, Jim Terrier apresenta-se no Congo como estando em um serviço comunitário, porém acaba  participando de negócios obscuros, como a venda de armas. E nesse desenrolar, acaba sofrendo uma tentativa de assassinato. O filme acaba se desenvolvendo mais pela procura incessante de quem está querendo sua morte e, ao mesmo tempo, o enredo se torna mais o personagem de Jim tentando se salvar do que realmente defender alguma causa.

Jim se vê numa emboscada quando seu passado ainda está mais presente em sua vida do que ele imaginara, e ainda tem de lutar com a doença de Alzheimer que começa a se desenvolver e afetar sua cabeça. Enfim, o filme é uma boa pedida para quem está a fim de se entreter, mas sem esperar uma grande estória comovente.

Carolina Faria
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