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Críticas

Crítica – Obsessão “Construção dos personagens é inacabada”

Filme de stalker não convence a audiência.

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Todo mundo precisa de amigos…

Obsessão é um filme dirigido por Neil Jordan, conhecido mais atualmente como roteirista, mas que como diretor tem em seu currículo o filme Entrevista com um Vampiro.

Nele embarcamos na formação da amizade de Greta (Isabelle Huppert – recente vencedora do Oscar) e Frances (Chloe Grace Moretz) através de uma bolsa esquecida no metrô.

Se você tem interesse em ver o filme, não assista ao trailer, ele conta praticamente a história inteira.

Ao longo da trama, descobrimos que Greta tem um plano para acabar com sua solidão: atrai pessoas para si através das bolsas esquecidas. Até aí, quem nunca pensou nisso? Uma senhora… sozinha, carente… queria uma companhia. Mal sabia a pobre Frances que ela era uma psicopata louca e stalker.

Eu queria ter gostado do filme. A ideia não é inovadora, mas é cabível, é possível, as atrizes tem certa química juntas, a trilha é gostosa e bem encaixada mas…. os personagens são muito caricatos.

Não sei dizer se a Isabelle Huppert atuou mal ou se sua personagem era assim tão estranha, que explique a personalidade “cringe” de Greta. Frances é meio uma menina muito ingênua pra cidade grande e mora com a melhor amiga que faz yoga e fala de sexo o dia todo. Mesmo o investigador que aparece mais pro final do filme não sabe se portar como investigador e age de forma super ingênua e que não condiz com sua função.

É um filme que tem primeiro ato e twist final interessantes, mas um segundo ato que dói de assistir. Nem é barriga, só é incômodo mesmo. Como audiência, você quer pegar a personagem e dizer: “filha, é assim que faz”, mas a ingenuidade é tanta que a situação vira um descontrole total. O roteiro também não te apresenta muita saída, visto que ninguém realmente se importa, algumas situações não são críveis, mas são tratadas seriamente e a construção dos personagens é inacabada. Esse diretor é vencedor de Oscar de melhor roteiro. Nem todo mundo tem dias de glória, não é mesmo?

Destaco de forma positiva a edição de som, que monta o clima das cenas e faz transições se destacarem na história. Também a direção.

Greta é um filme médio de stalker com duas boas atrizes que chegou bem tarde aqui no Brasil. Provavelmente não vai agradar o público mainstream, mas tem apelo ao público mais “cult”.

Estreia dia 13 de junho nos cinemas nacionais.

5

5.0/10

Pros

  • Ver a interação das atrizes

Cons

  • Roteiro.
  • Conceito de personagens.

Carioca viciada em séries, filmes do drama ao terror gore. Rabiscadora de livros, nerd, míope e ouvinte de podcast com a cabeça na janela do ônibus.

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cinema

Crítica – Dois Irmãos “emoção disfarçada em um filme de aventura”

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Dois Irmãos: uma jornada fantástica é o mais novo lançamento da Pixar com direção de Dan Scalon (Universidade Monstros) e conta a trajetória de dois irmãos elfos, Barley e Ian Lightfoot na missão de trazer seu pai já falecido de volta por um dia inteiro.

O começo do filme é um pouco arrastado, pois temos de conhecer a personalidade a história e os medos dos dois protagonistas, o que pode cansar um pouco, também nesse começo somos apresentados a esse universo onde existem diversas criaturas como unicórnios e fadas, um narrador conta como todos usavam magia em seu dia a dia e como com o passar dos tempos a magia se tornou dispensável e quase extinta.

Nossa história começa no aniversário de 16 anos de Ian, o garoto e seu irmão mais velho ganham um presente de sua mãe guardado a tempos por seu pai até que ambos fossem maiores de 16, ao abrirem descobrem um cajado mágico e um feitiço para trazer seu pai de volta por 24 horas.

Enquanto Barley tem memórias do tempo em que se usava magia e sempre que tem oportunidade protege tais lembranças, Ian por outro lado é um menino inseguro e tímido e fica apavorado quando ele próprio traz metade do pai de volta (especificamente só as pernas).

É então que os irmãos partem em uma jornada para achar um artefato que os ajudará em uma segunda tentativa de trazer o “resto ” de seu pai antes que as 24 horas acabem, durante a viajem Barley usa todos seu conhecimento histórico para ensinar o irmão a praticar corretamente magia.

A técnica em animação não foge do padrão de excelência da Disney Pixar, o roteiro não é muito elaborado mas funciona para o desenrolar da história, você consegue imaginar o final, mas o modo como acontece é inesperado.

Dois Irmãos se vende como um filme de aventura, não deixa de ser pois existem cenas de ação empolgantes e divertidas, porém acima de tudo é um filme que fala a todo momento de auto confiança e família. Dois Irmãos é um filme emocionante disfarçado de filme de aventura.

Dois Irmãos: uma jornada fantástica estreia dia 05 de março.

5

5.0/10

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  • Ver a interação das atrizes

Cons

  • Roteiro.
  • Conceito de personagens.
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cinema

Crítica – O Chamado da Floresta “O cachorro de CGI agrada”

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O longa é uma adaptação de um homônimo clássico literário norte americano, uma obra que conta a história de Buck, um grande São Bernardo que foi levado de sua casa na Califórnia e vendido para puxar trenós em Yukon, no extremo-oeste do Canadá durante a corrida do ouro no Alasca.

Um ponto interessante foi a escolha da direção por fazer Buck e os outros cachorros serem CGI, o que nos dá uma segurança que nenhum animal foi ferido ou abusado durante as filmagens. Outro ponto é que o Harrison Ford, apesar de estar no trailer e no cartaz do filme, só entra na história de fato na segunda metade da película.

O filme retrata a jornada do cachorro que era mimado e vivia na família rica do Juiz Miller (Bradley Whitford), sendo sequestrado, levado para longe de casa, tendo que puxar trenós durante o inverno, aprendendo a lidar com outros cachorros e seus companheiros de viagem, o carteiro Perrault (Omar Sy) e sua parceira Mercedes (Karen Gillian).

Ele aprende a se impor, a lutar pelo que acredita e defender sua matilha até que o carteiro precisa ir embora e todos os cachorros são vendidos. Quando seu terceiro dono tenta abusar da força é quando John Thornton (Harrison Ford) entra em cena e fica com o cachorro para si. A jornada final de John e Buck mostra o quanto o cachorro amadureceu e está mais próximo de sua verdadeira natureza, ser um cão livre e viver com sua matilha.

Com um visual incrível ao retratar a paisagem e a natureza do Alasca dentre o inverno e a primavera. Atuação muito consistente de Harrison Ford e ótimas participações de Omar Sy e Karen Gillian. O roteiro é muito bem desenvolvido ao acompanharmos Buck superando todos os desafios de sua jornada como um verdadeiro herói.

Quem gosta de aventuras emocionantes e filmes sobre cachorros é uma ótima pedida. Um longa que nos faz sair do cinema com um quentinho no coração.

O Chamado da Floresta estreia nos cinemas dia 20 de fevereiro.

5

5.0/10

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Cons

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cinema

Crítica | Sonic: O Filme “Jim Carrey como nos anos 90… Já sabe né?”

Fernanda De Paula

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O adiamento do filme para devidas modificações no visual do ouriço, para que entrasse nas graças do público valeu a pena? Sim, o novo (na verdade antigo) visual de Sonic definitivamente funciona no filme.

Mas diferente de Detetive Pikachu, o filme não apela muito para o lado nostálgico, acredito que a intenção é conquistar o publico infantil não familiarizado com o personagem. O filme explica sua origem e por que Sonic carrega uma grande responsabilidade com seus poderes, fazendo-o sair de sua ilha para o planeta terra.

Sonic (Ben Schwartz) in SONIC THE HEDGEHOG from Paramount Pictures and Sega. Photo Credit: Courtesy Paramount Pictures and Sega of America.

Sonic é bem trabalhado no filme deixando claro seu protagonismo, é fofo, divertido, hiperativo, determinado e um pouquinho inconsequente mas isso é compreensível pela idade do personagem no filme. Durante sua jornada vem o amadurecimento gradual junto com o peso da responsabilidade de seus poderes.

Sua interação com o ator é muito boa, dinâmica e engraçada. Acredito que o fato do ator já estar acostumado a fazer filmes desse gênero tenha colaborado com isso, James Marsden veio do elogiado Encantada, ao qual interagia com um Castor.

Jim Carrey é a melhor coisa do filme, e protagoniza uma das melhores cenas. Muitos tinham medo do que poderia sair dele como Robotnik, mas sem dúvida foi um dos maiores acertos da produção. Toda a vilania do personagem está icônica e caricata na medida certa, o que me fez lembrar muito em seus papéis nos anos 90.

A direção simplesmente quer te entregar um filme divertido, e é isso que você espera e isso que ela entrega.

Neal McDonough and Jim Carrey in SONIC THE HEDGEHOG from Paramount Pictures and Sega. Photo Credit: Courtesy Paramount Pictures and Sega of America.

O filme é dinâmico, divertido e engraçado, mas para isso você, precisa assistir o filme de mente aberta, o filme é mais voltado para o público infantil, mesmo assim, definitivamente é capaz de entreter os pais e você nerdão fã do jogo/desenho.

Durante o filme percebe-se uma intenção de se criar uma franquia, e no final isso é confirmado.

Sonic estreia hoje nos cinemas.

5

5.0/10

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Cons

  • Roteiro.
  • Conceito de personagens.
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