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cinema

Crítica: Procurando Dory

Daniele Soares

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Uma das maiores felicidades de um fã é saber que seu personagem preferido vai retornar às telonas. Quando a Disney anunciou que faria um filme solo de umas das personagens mais queridas dos filmes infantis, a geração de 90 e a atual ficaram eufóricas e já começaram a contagem regressiva para o lançamento de Procurando Dory. Pois bem, 2016 chegou, e a Disney/Pixar conseguiu honrar o legado deixado por Procurando Nemo e nos trouxe um filme divertido e nostálgico, para aqueles que viram a Dory pela primeira vez em 2003.

Procurando Dory traz a história da peixinha azul em busca de sua família. Sim, ela se lembrou que tinha uma família. Lembrou também que esse era um de seus maiores medos, esquecer de seus pais, e nos lembrou a importância de aceitar as diferenças e os verdadeiros pilares da amizade.

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Se você já gostava da Dory, vai ficar completamente apaixonado ao vê-la criança. É a coisa mais fofa de olhos gigantes que vocês vão ver. Além disso, seus pais, Charlie e Jenny, são os seres mais pacientes do oceano, afinal, educar uma filha que sofre de perda de memória recente é bem complicado. Aliás, o filme nos mostra que bastante gente sabe que a Dory sofre desse pequeno problema.

Ao convencer Marlin da importância de encontrar sua família, o trio parte novamente para uma grande aventura nos mares, onde nós podemos matar as saudades de personagens queridos e conhecer novos. Obviamente, Dory em sua despreocupação com o mundo, coloca Nemo e o pai em diversas confusões e perigos, mas que com o jeitinho dela, sempre se resolvem. Os gigantes de Procurando Dory não são tubarões, mas sim, as baleias. Destiny, amiga de longa data de Dory (que claro, ela não se lembrava) e Bailey, uma esnobe beluga homossexual. Se já não bastasse ser um filme da Dory, ele ainda é cheio de representatividade. Obrigada, Disney/Pixar.

Temos também o polvo Hank, que em um primeiro momento tenta se aproveitar dos esquecimentos frequentes da peixinha azul para atingir seu objetivo. Mas ao passar menos de um dia com a Dory e ver a pureza dela, ele começa a segui-la até o final de sua jornada. Com aparições pequenas, os leões marinhos Rudder e Fluke acrescentam o tom divertido do longa. 

Não podemos deixar de mencionar aqui o excelente trabalho da equipe de dublagem. Como o principal objetivo do filme é fazer rir, eles utilizaram onde podiam gírias, nomes e vozes marcantes do Brasil. Além disso, a Disney repete novamente o excelente cenário que nos leva diretamente para o fundo do oceano.

Nos quesitos técnicos, o filme se mantém no padrão Disney/Pixar, as cores são incríveis, a trilha sonora também não deixa a desejar e se encaixa de maneira excelente, destaque para a cena em câmera lenta ao som de “Unforgettable” (Nat King Cole) que, com certeza fará com que o público nerd se lembre da icônica cena da morte do Comediante em “Watchmen”. Outro destaque é o humor do filme despretensioso e bem pastelão, fazendo um ótimo contraponto ao drama presente em outros momentos da trama. O longa ainda explica a origem da música Continue a nadar, onde Dory aprendeu a falar “baileiês”, os lugares por onde ela passou antes de encontrar Marlin e os esforços de seus pais para que ela um dia voltasse para casa.

Como sempre a Disney traz uma mensagem adulta por trás do universo infantil, a mensagem de Procurando Dory que fica para os mais grandinhos é a de aceitação. Dory é uma personagem que sabe das limitações que tem, porém não deixa que as mesmas a dominem e muito menos choraminga por conta delas, até nos momentos mais tristes Dory levanta a cabeça e não deixa de lutar para ultrapassar seus limites. Não importa o quão diferente você pareça ser, o amor de seus amigos e de sua família sempre vão te mostrar o caminho de volta para casa, mesmo que não seja o de onde você veio. E agora, o novo lema é: caso você tenha um problema e não saiba como resolver, se pergunte, “O que a Dory faria?”.

Procurando Dory é mais um excelente trabalho da Disney/Pixar e entretém do inicio ao fim, mesmo antes de começar, pois a abertura com o Curta “Piper” já faz valer o ingresso.

Procurando Dory estreia dia 30 de junho.

Crítica escrita por: Daniele Soares e Tati Perry.

Revisado por: Bruna Vieira.

Estudante de jornalismo. Viciada em séries, filmes, boa comida e conversa fiada em mesa de bar. Nas horas vagas escreve, produz curtas e sonha acordada.

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Chilenos usam Coringa como símbolo dos protestos no país

Os protestos gerados pelo aumento do preço da passagem do metro em Santiago no Chile deixaram 308 pessoas feridas e 167 presos.

Edi

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Os protestos gerados pelo aumento do preço da passagem do metro em Santiago no Chile deixaram 308 pessoas feridas e 167 presos.

Manifestantes adotaram uma série de slogans para reforçar e unificar as causas, uma delas é “evade”, referindo-se aos pagamento de passagem como ‘evasões maciças’, ou seja entre sem pagar.

No entanto, o vídeo de um dos protestantes começou a circular usando uma máscara do Coringa e as redes aproveitaram a oportunidade para criar memes ligando o filme do Coringa e as manifestações. 

Os usuários decidiram se juntar aos protestos, especialmente os incêndios na cidade, com partes do filme, já que ele foi acusado de “gerar violência” alguns dias após seu lançamento. 

Até mesmo o Cinemark Chile decidiu brincar com a situação.

Coringa esta em exibição nos cinemas.

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cinema

Crítica – Diminuta “Um drama diferenciado sobre buscas e recomeços”

O filme apresenta um excelente figurino, trilha sonora e montagem. Um enredo simples e uma trilha sonora que te faz querer investigar o filme

Jonatas Rocha

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Uma combinação perfeita, que une Brasil e Itália no cinema, e também na música, “Diminuta”, é um drama diferenciado que fala de solidão, buscas, recomeços, e apresenta a história de um corretor de seguros de vida e saxofonista, que cresceu em uma pequena cidade da Itália, mas vai morar no Brasil, após a morte do avô.

O filme que participou da mostra de cinema china brasil, no espaço itaú, lançado quarta-feira (25). O longa exibe a história de Cristiano, neto de Marco Aurélio Aquino (Giancarlo giannini), um músico que vive em uma pequena cidade da região de Vêneto, na Itália. Devido a morte do seu avô, que sempre influenciou no contato com a música, Cristiano vai morar com seu tio, no sul do Brasil. A música, o saxofone e a Itália ficam para trás. Passado o tempo, o personagem casado com Júlia, se vê com alguns questionamentos e frustações, ao lidar com a depressão da amada e o trabalho como corretor de seguros. Cristiano repensa o tipo de vida que gostaria de ter ao conhecer Mark Anderson, um professor de música que resgata a sua história de vida com o saxofone. Desde então, se inicia a saga do personagem para enfrentar o seu medo de viver do que ama, a música, e redescobrir na sua cidade de origem o que um dia deixou para trás.

Os atores veteranos Debora Evelyn e Reynaldo Gianecchini, que interpretam o casal Júlia e Cristiano, revelam a natural realidade da vida a dois, de marido e mulher nos dias atuais, as inúmeras divergências e impasses, mas com uma questão um pouco delicada entre superar a perda de um filho(vítima de um câncer), e seguir adiante, o remorso de não viver o luto e não prosseguir com as suas experiências de vida.

Bruno Saglia, veterano na direção, foi contemplado com o prêmio do 9º Festival de Cinema Italiano no Brasil, com o mesmo longa, traz um drama com inúmeras doses de conflitos, a começar pelas específicas discussões de casal, umas que não são tão importantes e outras que observam o assunto sério em conjunto “com o desgaste de uma relação”. Carlos Vereza (que interpreta o músico Mark Anderson), não deixa a desejar e rege muito bem o seu papel de forma autêntica.Vale ressaltar que, em quase todos os momentos, sua conexão com a música é percebida no personagem.Vereza para quem não sabe, fora das telas, toca flauta e muito bem.

Existem algumas surpresas na história que atraem o telespectador, como atuação de Rachel Jesuton, a cantora inglesa, que ficou conhecida por se apresentar nas ruas do Rio de Janeiro, na pele de Charlote.Ela vive uma jovem cantora inglesa de jazz que mora na Itália, com alguns conflitos internos em relação a bebida e drogas, em vários momentos empresta sua potente voz às cenas, o que enriquece a atuação.

Em momento algum não podemos esquecer de dar destaque a Daniela Escobar, que interpreta Anne, uma médica, que dá um sentido especial as cenas, e que infelizmente teve poucas aparições, ao mostrar o lado afetuoso de quem lida com um momento tão delicado, a perda de uma criança vítima de câncer.

Não podemos deixar de mencionar também, atuação de Janine Salles, que vive uma cantora proprietária de um pub, e faz jus ao papel escalado, que muitas vezes parece realmente estar soltando a voz.

A bela atuação e a sintonia dos veteranos que vivem os personagens principais devem ser comentados. O casal, que vive inúmeros conflitos no longa, não deixa desejar e prendem a atenção. Giachinni que aprendeu a tocar o instrumento para fazer o personagem, parece realmente estar a vontade em cena e se destaca como um musicista de primeira. Evelyn que dá vida uma mulher e mãe que ainda não se recuperou da perda, brilha em cena.

O filme apresenta um excelente figurino, trilha sonora e montagem. Um enredo simples e uma trilha sonora que te faz querer investigar a história ao ser mostrada pelo diretor. O longa foge do drama pesado e busca um narrativa mais leve, com a proposta principal de mostrar o lado dos encontros e recomeços, após a perda, através da música, e como a arte se torna a mola propulsora para cicatrizar feridas.Em diversas cenas corriqueiras do filme é perceptível a busca pelo encontro do que se perdeu.

Diminuta não teve lançamento ainda para o publico nos cinemas.

Diminuta
8 Nota
PONTOS POSITIVOS
Ótimas atuações. Direção. Figurino.
RESUMO
O saxofonnista Cristiano (Reynaldo Gianecchini) cresceu em uma pequena cidade da Itália, com seu pai, Marco Aurélio (Giancarlo Giannini), que sempre incentivou o talento musical do filho. Depois da morte do pai, Cristiano vem para o Brasil para morar com o tio. Ele se casa com Júlia (Deborah Evelyn), constrói uma família e se torna um corretor de seguros, mas ele segue tenso uma forte ligação com a música. Porém, por conta de uma série de acontecimentos, Cristiano acaba retornando a Itália e se apaixona por Clarice (Clarice Alves), alguém que vai motivá-lo a superar todos os obstáculos pelo seu sonho.
Direção8
Fotografia8
Roteiro8
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cinema

Crítica – Zumbilândia: Atire Duas Vezes “Pode entregar seu dinheiro”

Zumbilândia – Atire Duas Vezes estreia dia 24 de outubro nos cinemas.

Edi

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Zumbilândia – Atire Duas Vezes, traz o elenco do filme original, Woody Harrelson, Jesse Eisenberg, Emma Stone, Abigail Breslin. Depois de 10 anos (sim, se passou 10 anos lá também). O filme tentar repetir o sucesso do original.

Fiquem tranquilos, o filme é muito feliz em tentar nos fazer rir, na maior parte das vezes ele consegue, principalmente com o elenco principal, Luke Wilson, bom… Não teve a mesma sorte. Porém mesmo que o elenco à parte do principal (com excessão de Rosario Dawson que faz a personagem Nevada e a “burra e gostosa” personagem de Zoey Deutch) muitas vezes não seja tão divertido, Zumbilândia – Atire Duas Vezes, é um dos melhores filmes da temporada.

A direção zombada de Ruben Fleischer, que dirigiu o sucesso de público e odiado pela crítica Venom, (até porque o filme do vilão do Aranha não teve lá um grande roteiro e muito menos uma boa direção), mas logo tudo aquilo que o diretor foi criticado neste filme, ele pode fazer em Zumbilândia – Atire Duas Vezes, duas vezes pior, até porque faz sentido dentro do propósito do filme.

As atuações de todos os atores principais esta ótima, mas Woody Harrelson esta fantástico como sempre e louco como nunca na pele de Tallahassee (minha sócia disse que só foi na pré-estreia a convite da Sony por causa do Woody). Porém Jesse Eisenberg, Emma Stone, Abigail Breslin mandam muito bem, igualmente. Menção honrosa para Zoey Deutch, que esta maravilhosa como a “entupida” mas divertida patricinha em pleno apocalipse Zumbi.

Zumbilândia – Atire Duas Vezes é um filme divertido, alegre, feliz e com Bill Murray mais legal deste final de ano (se tem o Bill nem precisava dizer o resto).

Zumbilândia – Atire Duas Vezes estreia dia 24 de outubro nos cinemas.

Zumbilândia - Atire Duas Vezes
75 Nota
PONTOS POSITIVOS
Roteiro de doido. As piadas funcionam.
PONTOS NEGATIVOS
Luke Wilson.
RESUMO
O enredo do longa, dirigido por Ruben Fleischer, reúne um grupo de quatro integrantes que buscam por sobrevivência em um mundo pós-apocalíptico infestado de zumbis famintos e situações improváveis. Jesse Eisenberg, Emma Stone, Woody Harrelson e Abigail Breslin continuarão vivendo as principais personagens da trama.
Direção7.5
Fotografia7.5
Roteiro7.5
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