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CRÍTICA – Querido Menino

Thalita Heiderich
Thalita Heiderich
Carioca viciada em séries, filmes do drama ao terror gore. Rabiscadora de livros, nerd, míope e ouvinte de podcast com a cabeça na janela do ônibus....

“Isso vai passar, isso sempre passa”
“O que?””O sentimento de estar alienado e isolado”

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Querido Menino é um filme de Felix Van Groeningen (Alabama Monroe – assistam esse filme!) baseado na história real contada nos livros “Beautiful Boy” e “Tweak: Growing up on Metthamphetamines” dos personagens principais desse filme.

Steve Carrell (você conhece ele, não preciso citar aqui) e Thimotée Chalamet (Me chame pelo seu nome) interpretam David e Nic Sheff, com uma atuação brilhante dos dois. O filme conta a história do relacionamento pai e filho ao longo dos anos. Foca bastante na perspectiva do pai criando laços com o filho amado e talentoso… e o perdendo para o vício em drogas, mais especificamente em metanfetamina.

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É lindo ver o relacionamento deles se formando e se solidificando mesmo com a separação dos pais, um novo casamento e com filhos novos. Essa relação é mais uma relação de amizade do que de pai e filho em si. Essa história não é a de uma família ruim, de maus caminhos, de trauma ou pobreza, ela mostra que qualquer um, por mais feliz que esteja, está propício e pode optar muitas vezes pelo caminho errado.

Nic passou para todas as faculdades que queria e ainda assim se afundou nesse caminho que muitas vezes é sem volta. O Filme não romantiza o vício, mas também não criminaliza o uso das drogas de forma recreativa. Ele apenas aponta fatos, dados e mostra de forma crua e dolorosa o que pode acontecer com o dependente e como essa situação afeta a família. 

A trilha sonora é deliciosa, se encaixa muito bem com o filme, tendo “Beautiful Boy – John Lennon” como tema e dando nome ao filme. Já quero dar o play e repetir.

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A direção busca nos personagens principais, em planos mais fechados e focados no indivíduo, abrindo quando os dois estão juntos e em outras raras ocasiões. Esse diretor sabe captar as emoções e transmiti-las com peso e profundidade.

Vale mencionar a participação de Maura Tierney (The Affair) e de Jack Dylan Grazer (it – a Coisa) que tiveram papéis menores mas foram muito bem executados.

Definitivamente vale seu ingresso. Mas vá com o coração preparado, não é uma história feliz, é a vida… como ela é! Aprecie as muitas frases profundas que o roteiro te apresenta e tire daí ensinamentos para sua vida.