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Crítica | Resgate, com Chris Hemsworth, é “tiro, porrada e bomba”

Longa repleto de ação já está disponível na Netflix.

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Um gênero que podemos dizer que, praticamente, havia desaparecido das telas do cinema nos últimos tempos é aquele que se encaixa os filmes de ação. Muitos desses títulos – geralmente protagonizados por brucutus como Arnold Schwarzenegger, Sylvester Stallone ou Bruce Willis nos anos 80 – são levados atualmente para o mercado digital e home video, fazendo com que esta categoria caia na vala comum… salvo raras exceções. Produções como as franquias John Wick, Jason Bourne e Atômica mostraram que há maneiras de se investir neste tipo de filme com criatividade e dinamismo, mesmo com um mínimo de história.

E Resgate, nova produção da Netflix e estrelada por Chris Hemsworth (Thor Ragnarok), se encaixa perfeitamente neste último: trata-se um excelente filme de ação com tiros e combates quase que incessantes. A trama, baseada na HQ Ciudad (escrita por Joe Russo e Andre Parks), é extremamente simples: Tyler Rake (Hemsworth) é um destemido ex-militar que acaba sendo contratado por um chefe do crime na Índia para resgatar seu filho adolescente, sequestrado pelo seu rival em Bangladesh. Entretanto, algo dá errado no meio da operação e para cumprir a sua missão, o mercenário não poupará esforços para concluí-lo, mesmo que isso signifique que ele gere muitos corpos e destruição.

No quesito roteiro e aprofundamento do drama, não há muito mais o que entregar. Todos os personagens são minimamente apresentados para que eles funcionem dentro desse ambiente e, honestamente, basta. O carro-chefe aqui são as cenas de ação, e nisto Resgate se mostra primoroso graças ao inventivo Sam Hargrave, que estreia na direção de um longa-metragem, e o roteiro dinâmico escrito por Joe Russo (co-diretor de Vingadores: Ultimato). Buscando sempre uma veracidade nos takes, não há receio de mostrar a violência, fazendo com que o expectador sinta o impacto de cada golpe. Sim… Tyler é aquele típico “exército de um homem só”, mas também não passa ileso e apanha bonito de seus oponentes.

Um exemplo claro deste ritmo frenético é uma cena de perseguição, que se localiza no início do segundo ato do filme, onde temos um enorme plano-sequência com seus cortes milimetricamente escondidos. O expectador é jogado no meio da ação, criando um espectro de tensão e adrenalina, sem quase nenhum momento de respiro. A câmera aqui é inquieta e passa a transitar dentro e fora do veículo em fuga, mostrando tudo que está acontecendo ao redor naquele momento. O cuidado em cada detalhe nessas tomadas surpreende e atrai a atenção do público, indiscutivelmente.

Ovi (Rudhraksh Jaiswal) e Tyler (Chris Hemworth)

Hargrave, famoso em Hollywood por coordenar dublês, foca obviamente naquilo que se tornou sua especialidade, trazendo embates crus e com criatividade, mas surpreende ao se mostrar sensível ao ambientar o cenário com uma fotografia amarelada e claustrofóbica, apresentando Daca – a capital de Bangladesh – com toda a sua discrepância sócio-econômico.

Também vemos Hemsworth fisicamente entregue de corpo e alma ao longa, garantindo versatilidade na hora de entrar em ação. Além disso, o astro apresenta uma nova faceta, que pode ser explora em futuros projetos: Tyler não abre brechas para ser bonachão ou divertido, como a maioria dos personagens que o ator interpretou no cinema são. O mercenário ganha o público pela empatia com seu background e sua conexão com o jovem Ovi (Rudhraksh Jaiswal, que desempenha um bom papel). Se o cinema americano precisar de um novo “brucutu” em suas produções, taí uma boa escolha.

Claro que o filme não passa ileso: sua visão estereotipada dos ‘mocinhos’ (geralmente caucasianos) e bandidos (praticamente toda Daca, com sua população usando roupas gastas e com rostos sujos), o filme deixa passar a oportunidade de explorar com maior realismo a situação social daquele lugar. Não que um filme deste gênero tem que se comportar assim, mas como em alguns momentos o roteiro tenta de certo modo incluir o tema em pauta (mesmo que sutilmente), poderia ter esse cuidado por parte de seus realizadores.

No mais, Resgate pode ser considerado um dos melhores filmes de ação da Netflix. Não que haja um bom parâmetro pra gente comparar ali dentro da plataforma (Esquadrão 6 taí pra provar que pirotecnia demasiada não faz de um filme algo memorável dentro do gênero), mas com seu formato objetivo e com um pouco de engenhosidade na hora de desenrolar as cenas de maior energia, a produção pode sim cativar seu público e não cair no marasmo. Para os amantes deste estilo de filme, é um prato cheio.

Resgate está disponível na Netflix.

8.8

8.8/10

Pros

  • Ação quase ininterrupta
  • Direção frenética
  • Fotografia claustrofóbica

Cons

  • Roteiro raso
  • Personagens estereotipados
  • Duração excessiva do filme

Publicitário, designer gráfico e nas horas vagas um entusiasta de filmes, séries, animes, tokusatsus e HQ's desde os anos 90... Sem essa de Marvete ou DCnauta: o esquema é ter histórias boas para serem contadas! #FicaDica

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Kevin Smith apoia Ray Fisher e diz que Joss Whedon descartou versão de Snyder

Segundo Kevin Smith Joss Whedon estava determinado a mudar toda a versão de Snyder.

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Kevin Smith, um dos diretores mais influentes da DC Comics, acaba de dizer que apoia Ray Fisher sobre as alegações de abuso que atores e a equipe criativa sofreram do diretor Joss Whedon durante as gravações da Liga da Justiça.

No episódio mais recente do podcast Fatman Beyond, de Kevin Smith, ele confirma os comentários Fisher falando de conversas que teve com membros da equipe de The Rise of Skywalker, que também trabalhou nas duas versões da Liga da Justiça.

Kevin Smith e o escritor Marc Bernardin estavam discutindo a situação quando Smith abriu uma conversa que ele teve com uma equipe de efeitos especiais da Liga da Justiça , que lhe disse que Joss Whedon estava totalmente contra a versão de Zack Snyder para o filme, negando até mesmo informações anteriores de que Zack Snyder teria escolhido Whedon para a cadeira de diretor e também que ele iria apenas finalizar algumas coisas para o filme. O diretor ressalta que ele não ficou sabendo de tudo antes, mas definitivamente o que ele sabe se alinha às recentes acusações de Ray Fisher.

“Reduziu, descartou e foi negativo sobre a versão de Zack que ele viu que toda a equipe de efeitos especiais [essas pessoas] fizeram juntos”.

 Um rumor antigo dava conta que a diretora de Mulher-Maravilha, Patty Jenkins, não queria mais que Gal Gadot trabalhasse com a personagem nos filmes que o diretor poderia se envolver no futuro da DC, Joss Whedon também foi muito criticado quando o seu roteiro de Mulher-Maravilha vazou, ao qual foi classificado como e machista.

Afastado do filme por conta do suicídio da sua filha, Zack e sua esposa Deborah Snyder – que também produziu o longa – não chegaram a finalizar totalmente o projeto.  Joss Wheldon, diretor de Vingadores e Vingadores: Era de Ultron, foi chamado pela Warner para refilmar boa parte da produção, mudando assim acontecimentos previstos no roteiro original do filme, assim como refazer cenas importantes da trama. Snyder revelou recentemente que jamais viu a versão que saiu para o cinema, sempre dando a entender que gostaria de exibir ao público a sua visão dos heróis.

Liga da Justiça recebeu críticas mistas da mídia especializada na época de seu lançamento, com destaque positivo às atuações de Gadot (Mulher-Maravilha) e Ezra Miller (Flash), as sequências de ação e os efeitos visuais, enquanto que o enredo, a narrativa, o ritmo, o vilão e o excessivo uso de efeitos especiais foram recebidos de forma negativa. 

Arrecadando mais de US$ 657 milhões mundialmente, sendo assim o décimo quarto longa-metragem de maior bilheteria daquele ano, ficou abaixo das expectativas do estúdio (com perdas estimadas entre US$ 50 e US$ 100 milhões) e é o título de menor receita do então universo estendido da DC Comics no cinema.

Liga da Justiça: Snyder Cut estreia em 2021 na HBO Max.

8.8

8.8/10

Pros

  • Ação quase ininterrupta
  • Direção frenética
  • Fotografia claustrofóbica

Cons

  • Roteiro raso
  • Personagens estereotipados
  • Duração excessiva do filme
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Produtor da Liga da Justiça nega que acobertou abusos de Joss Whedon

O fotografo Jason Laboy também confirmou que Gal Gadot se recusou a gravar cena que Flash cai sobre ela.

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Mais cedo o ator Ray Fisher acusou no Twitter o diretor de Vingadores de comportamento abusivo no set da Liga da Justiça, e que os produtores Geoff JohnsJon Berg, permitiram os abusos do cineasta.

A revista Variety, Jon Berg, se defendeu da acusação de Fisher em um curto comunicado, afirmando que as palavras do ator são “Mentiras categóricas” ele também disse que Fisher ficou bravo com um dos pedidos feito a ele:

“Eu lembro que ele ficou bravo porque queríamos que ele dissesse ‘booyah’, um bordão conhecido do Cyborg nas animações”

Liga da Justiça também foi amplamente criticado por cenas controversas incluindo Gal Gadot, a interprete de Mulher-Maravilha aparece em uma cena mostrando suas nádegas, em uma delas, Ezra Miller (Flash) cai sobre ela, a cena foi gravada com uma duble, pois Gal se recusou a gravar, Joss para obrigar a dublê a filmar o momento teria fechado a porta do seu camarim. A informação foi confirmada pelo fotógrafo Jason Laboy.

Até agora apenas Fisher se manifestou sobre estes abusos supostamente cometidos, um rumor antigo dava conta que a diretora de Mulher-Maravilha, Patty Jenkins, não queria mais que Gal Gadot trabalhasse com a personagem nos filmes que o diretor poderia se envolver no futuro da DC, Joss Whedon também foi muito criticado quando o seu roteiro de Mulher-Maravilha vazou, ao qual foi classificado como e machista.

Afastado do filme por conta do suicídio da sua filha, Zack e sua esposa Deborah Snyder – que também produziu o longa – não chegaram a finalizar totalmente o projeto.  Joss Wheldon, diretor de Vingadores e Vingadores: Era de Ultron, foi chamado pela Warner para refilmar boa parte da produção, mudando assim acontecimentos previstos no roteiro original do filme, assim como refazer cenas importantes da trama. Snyder revelou recentemente que jamais viu a versão que saiu para o cinema, sempre dando a entender que gostaria de exibir ao público a sua visão dos heróis.

Liga da Justiça recebeu críticas mistas da mídia especializada na época de seu lançamento, com destaque positivo às atuações de Gadot (Mulher-Maravilha) e Ezra Miller (Flash), as sequências de ação e os efeitos visuais, enquanto que o enredo, a narrativa, o ritmo, o vilão e o excessivo uso de efeitos especiais foram recebidos de forma negativa. 

Arrecadando mais de US$ 657 milhões mundialmente, sendo assim o décimo quarto longa-metragem de maior bilheteria daquele ano, ficou abaixo das expectativas do estúdio (com perdas estimadas entre US$ 50 e US$ 100 milhões) e é o título de menor receita do então universo estendido da DC Comics no cinema.

Liga da Justiça: Snyder Cut estreia em 2021 na HBO Max.

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  • Roteiro raso
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Ray Fisher denuncia comportamento “abusivo” de Joss Whedon

O ator disse que o diretor recebeu apoio dos produtores Geoff Johns e Jon Berg.

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O ator Ray Fisher da Liga da Justiça, que interpretou Cyborg, denuncia comportamento longe do profissional do diretor que finalizou o longa Liga da Justiça.

Sem entrar em detalhes o ator escreveu um tweet em que alega que o direto Joss Whedon dos Vingadores e Vingadores: Era de Ultron tratou com desrespeito o elenco e profissionais ligados ao filme.

O tratamento que Joss Wheadon deu ao elenco e a equipe da Liga da Justiça foi grosseiro, abusivo, pouco profissional e completamente inaceitável. Ele foi habilitado, de várias maneiras, por Geoff Johns e Jon Berg. Responsabilidade > Entretenimento

Até agora apenas Fisher se manifestou sobre estes abusos supostamente cometidos, um rumor antigo dava conta que a diretora de Mulher-Maravilha, Patty Jenkins, não queria mais que Gal Gadot trabalhasse com a personagem nos filmes que o diretor poderia se envolver no futuro da DC, Joss Whedon também foi muito criticado quando o seu roteiro de Mulher-Maravilha vazou, ao qual foi classificado como e machista.

Afastado do filme por conta do suicídio da sua filha, Zack e sua esposa Deborah Snyder – que também produziu o longa – não chegaram a finalizar totalmente o projeto.  Joss Wheldon, diretor de Vingadores e Vingadores: Era de Ultron, foi chamado pela Warner para refilmar boa parte da produção, mudando assim acontecimentos previstos no roteiro original do filme, assim como refazer cenas importantes da trama. Snyder revelou recentemente que jamais viu a versão que saiu para o cinema, sempre dando a entender que gostaria de exibir ao público a sua visão dos heróis.

Liga da Justiça recebeu críticas mistas da mídia especializada na época de seu lançamento, com destaque positivo às atuações de Gadot (Mulher-Maravilha) e Ezra Miller (Flash), as sequências de ação e os efeitos visuais, enquanto que o enredo, a narrativa, o ritmo, o vilão e o excessivo uso de efeitos especiais foram recebidos de forma negativa. 

Arrecadando mais de US$ 657 milhões mundialmente, sendo assim o décimo quarto longa-metragem de maior bilheteria daquele ano, ficou abaixo das expectativas do estúdio (com perdas estimadas entre US$ 50 e US$ 100 milhões) e é o título de menor receita do então universo estendido da DC Comics no cinema.

Liga da Justiça: Snyder Cut estreia em 2021 na HBO Max.

8.8

8.8/10

Pros

  • Ação quase ininterrupta
  • Direção frenética
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Cons

  • Roteiro raso
  • Personagens estereotipados
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