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Crítica | Sing 2 “Melhor que o primeiro”

Bárbara Bandini
Por
Bárbara Bandini
Bacharel e Licenciatura em Artes pela UERJ. Atualmente cursando Letras PT/JP também pela UERJ. Curadora de Artes na revista independente Toró Editorial (@toroeditorial). Atua como professora...

Apensar de ainda termos a ideia de que as animações perdem qualidade nas suas continuações, Sing 2 é mais uma prova de que é possível manter e até aumentar a qualidade.

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Para quem viu o primeiro e se emocionou com as histórias de superação dos personagens e assim como nas competições musicais nos deixam arrepiados com as musicas e apresentações, Sing nos cativou. Porque além de tudo isso, temos muita diversão com as piadas e personagens cativantes que só a animação pode nos trazer.

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Em Sing 2 continuamos com a personagem Rosita, interpretada pela atriz Reeser Witherspoon que fez o “Legalmente Loira”, a senhora porquinha com muito filhos. Ela nos mostra a versatilidade e habilidade de uma mãe. E como as mães podem fazer TUDO.

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Em questão de roteiro é muito importante ver uma personagem mãe se focar na sua carreira profissional com o apoio da família. E ainda mais da forma como a representam, enfatizando sua personalidade forte. E nesse segundo filme, ela vem com um novo desafio.

Scarlett Johansson Sing 2

Nessa continuação o roteiro consegue ser um pouco mais complexo e emocionante do que no primeiro. Ainda mais com a participação do Bono do U2 como o personagem Clay Calloway, um Leão que se afastou do mundo dos espetáculos devido à morte de sua esposa e musa inspiradora. Muita emoção envolvida em torno desse personagem.

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Em Sing de modo geral podemos ver, com todas as qualidades de uma boa animação, os bastidores dos espetáculos, as dificuldades nas lutas de cada um, os improvisos que dão certo e os que não dão… Dessa vez fica claro também que vencer não é só uma questão de talento, mas também de trabalho duro como vemos acontecer com personagem Johnny interpretado por Taron Egerton, ator Galês que fezKingsman: O Círculo Dourado, o Gorila. Ele que no primeiro filme apenas cantava e tocava piano agora precisa aprender outras coisas. E o mais incrível de tudo é a forma como foi colocada uma crítica ao preconceito contra a arte das ruas versos a arte acadêmica e renomada. Sem falar na forma de aprendizado entre essas duas vertentes. Vale muito a pena reparar nesses detalhes.

Outra crítica muito importante acontece em com a personagem Ash, interpretada pela maravilhosa Scarlett Johansson. A porco-espinho roqueira. De forma geral a evolução dos personagens foi muito boa com críticas bem atuais.

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Os enquadramentos estão muito bons também, nos fazem entrar no filme como personagens. Vemos isso logo no inicio com uma menção a um clássico da animação.

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Como venho falando o roteiro está excelente. A fotografia está ainda melhor do que no primeiro filme, e as músicas também continuam uma escolha perfeita. Nessa animação diferente dos musicais normais, onde as musicas entram no meio do filme somente para o personagem expressar algum sentimento, a música faz parte do filme porque é um filme de musica.

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Então os acordes e letras se encaixam no filme perfeitamente tornando-o excitante e apaixonante como em um show ao vivo, e não como um filme musical. Então se você ainda não viu Sing por se tratar de uma animação musical, por favor, abra uma exceção e confira. Ele é muito mais do que isso.

Sing 2 está em exibição nos cinemas.

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