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Crítica | Star Wars: O Descrente

Silas Reis

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Sabemos que o episódio de Star Wars: Os Últimos Jedi foi um sucesso para crítica, mas nem tanto para os fãs que teve seu público totalmente dividido, muitas coisas são criticadas no filme, mas nada supera o destino do herói Luke.

O garoto Skywalker nos foi apresentado ainda no apenas Star Wars, que nem Uma Nova Esperança ainda tinha no subtítulo, Luke queria ser um piloto, o garoto acabou se tornando um Jedi.

Tivemos a evolução do herói nos então agora episódio 5 e 6, e então esperamos para volta do grande Luke no episódio 7, o que é nos dado apenas um gostinho para a chegada do episódio 8, e então dezembro de 2017 chega, o episódio 8 sai, Luke está de volta finalmente depois de tantos anos e então temos um Luke descrente?

Não faz sentido… Ou será que faz?

Vamos voltar para o episódio 5, voltemos ao filme mais aclamado da saga, vamos direto ao treinamento do Luke com o Yoda, ali onde a falta de fé do garoto é extrema, vemos o Luke falar várias vezes o “Eu não posso”, “Eu não consigo”, “Isso é impossível”, “Eu não acredito”, mesmo vendo a capacidade da força sendo manipulada por Yoda, Luke decide não confiar nela, parte em busca para salvar seus amigos, fazendo uma cascata de desgraças, não termina o treinamento, perde sua mão, Solo é congelado e várias outras catástrofes acontecem.

A questão é que Luke se dá muito bem com a força quando há quem se apoiar, mas quando precisa ter fé nela, as coisas mudam, os vários jeito de dizer impossível aparecem e lá vemos um Luke deprimido como no episódio 5, e também como no episódio 8.

Apenas quando a força mexe seus pauzinhos com Yoda reaparecendo, Luke se torna a esperança da galáxia novamente, a questão na nova trilogia é que o descrente gerou uma Jedi que acredita na força, ouso dizer, até mais que o Yoda.

Isso é bem claro, na cena em que o Luke está pedindo para Rey sentir a força, quando ele encosta uma folha na mão dela, ela diz com toda a fé e inocência “Eu sinto, eu posso sentir”, a cena que é muito engraçada, deixa uma lição e tanto, onde falta fé em Luke, sobra na sucateira.

A questão é que até agora, vimos onde o caminho da descrença nos leva, mas onde o caminho da fé na força nos levará? Bom agora isso está nas mãos de JJ Abrams.

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4LaN – Nem todos os homens são lixo, mas alguns se esforçam pra ser

Precisamos falar sobre o assédio e abuso moral que toda mulher já sofreu algum dia.

Alexia Menezes

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Artigos na área de colunistas são unicamente de responsabilidade de seus autores, porém este artigo nos serve como editorial, ou seja, o veiculo endossa da opinião da autora.

Nos últimos dias, tivemos acontecimentos que infelizmente não são nada decorrentes. Denuncias de assédio e abuso, onde as vítimas em sua grande maioria mulheres, são constantemente deslegitimadas.

O último caso e o que está ganhando as mídias sociais, do ex jogador da Team oNe, é a prova viva disso.

Alanderson “4Lan” Meirelles não é acusado de assédio pela primeira vez, a streamer Gabruxona já havia denunciado o ex jogador por ofender e “partir pra cima” da streamer em um show de trap.

No caso da Gabruxona, ela saiu como a mentirosa. Ameaçaram, ofenderam e hoje ela lida com a pressão psicológica que passou desde o dia que resolveu expor o que aconteceu com ela.

Lendo os comentários desse tweet vemos que o problema não é apenas o suposto assediador, mas como ele faz com que sua vítima seja totalmente invalidada.

Na noite de ontem (17), a vítima que até então tinha se mantido em sigilo para obviamente não passar pelo mesmo processo de ser ofendida e ameaçada, foi a público e contou tudo que aconteceu, chorando.

Eu fui a vítima do assédio. Não é justo eu ficar quieta e uma pessoa fazer isso com o meu próprio corpo sem o meu consentimento. A gente estava na casa do brTT e da Caju, era uma festa depois da BGS. Eu estava com uma amiga, a gente estava entre a piscina e a sala, em um semi corredor. Estávamos olhando um pessoal jogar cartas sentados no chão. Estávamos nos divertindo, dando risada e assistindo ao jogo. Do nada, sinto alguém pegar na minha bunda e apertar. No mesmo momento, olhei para a minha amiga que estava do meu lado, e ela estava com a mesma cara de assustada que eu. Viramos para o lado e vimos quem foi, a pessoa estava olhando pra gente.

Eu estava com medo de me expôr, mas agora não tem mais jeito. Está sobrando para quem não tem nada a ver com a história. Eu queria, de coração, que vocês entendessem que não é culpa de nenhuma das vítimas. Não é justo alguém colocar a mão no seu corpo sem que você permita. Fizemos o boletim de ocorrência e vamos até o fim. Mais uma vez, não é justo alguém chegar do seu lado, colocar a mão no seu corpo e sair impune

Caju, mulher do jogador brTT ainda disse em seu twitter que sua amiga Gi passou 40 minutos no banho, se sentindo suja, como se a culpa fosse dela.

https://twitter.com/caju_sz/status/1184634690000605186?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1184634690000605186&ref_url=https%3A%2F%2Fsportv.globo.com%2Fsite%2Fe-sportv%2Flol%2Fnoticia%2Fmulher-que-acusa-4lan-de-assedio-divulga-video-sobre-o-caso-e-diz-vamos-ate-o-fim.ghtml

E bom, ela não precisava ir a público e passar pela humilhação de contar e ainda sim chamarem ela de mentirosa. Antes de registrar o BO na delegacia, o jogador disse que não haviam provas contra ele ou que ninguém tinha feito nada em relação a isso. Depois de registrar, ela tem que ouvir que ela quis, que ela pediu ou que ela nem tem certeza se foi assedio mesmo.

No Brasil, a cada quatro minutos uma mulher é agredida por ao menos um homem, segundo o Ministério da Saúde. O medo de denunciar e sofrer represália em casos de agressão, assédio e abuso é o mesmo.

Participei de algumas threads no twitter com algumas tags para as meninas contarem casos que aconteceram com elas e a quantidade de replys é assustadora.

É extremamente triste ler os comentários, as histórias e ver como mulher é objetificada todos os dias.

A comunidade é tóxica e sua grande parcela prefere acreditar no assediador apenas por ele ser famoso ou torcer pro time que ele joga.

Termino esse texto triste, por saber que isso não vai mudar até todos perceberem que a palavra de uma mulher tem tanto peso e veracidade quanto a de um homem. Triste por saber que talvez, nada mais aconteça com o jogador acusado de assédio não por uma mulher, mas por cinco.

Triste por saber que não é a última vez. Se você conhece alguma mulher que está passando por isso, seja agressão doméstica ou assédio moral, denuncie.

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DC Comics, porque este selo incomoda tanto?

Uma obra ficcional nunca pode ser a responsável por engatilhar alguém a cometer algum crime.

Edi

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O filme nem foi lançado, mas já esta gerando polêmica, Coringa, o próximo filme da DC Comics, que fala sobre o surgimento do icônico vilão gerou até mesmo um comunicado da Warner Bros.

Boa parte das críticas ao filme, foram direcionadas a ideia de que ele pode querer favorecer a cultura incel (grupo de homens idiotas), outros alegam que ele pode cultuar a violência.

Ora, vamos cancelar todos os filmes do Tarantino (que coloca violência gratuita em cada cena em grade parte das suas obras) vamos cancelar os filmes do Deadpool que torna toda essa cultura do culto a morte como algo até mesmo engraçado…

Mas não, Coringa é o único filme (detalhe, o filme ganhou classificação para maiores de 18 anos), que deve incentivar tudo isso que foi falado acima.

A única coisa que acredito ser o diferencial, para gerar tanto “hate” é o selo DC Comics que este filme leva.

Ora, o próprio diretor disse que vários filmes com temática similares passaram nos cinemas e não geraram essa vontade louca de denuncia entupida. Mas sim, unicamente, o filme Coringa.

Se uma pessoa já possui uma doença mental, ela pode ter uma tendencia a cometer algum crime, vários os fatores podem levar a isso. Até mesmo um filme que mostra que um personagem pode se matar varias vezes e mesmo assim não consegue morrer, e volta fazendo piada.

A DC Comics, nunca foi o gatilho para qualquer doente, até porque qualquer um pode se utilizar de qualquer elemento e usar isso como gatilho para cometer atrocidades.

Uma obra ficcional nunca pode ser a responsável por engatilhar alguém a cometer algum crime.

O mais engraçado sobre isso é que no mais recente filme do Tarantino, Era Uma Vez Em Hollywood… A crítica justamente ficou frustrada pela falta de violência que o filme tinha. Mas no filme do Coringa é “tem violência demais”.

Devo fazer uma ressalva, Bastardos Inglórios é um filme que da uma vontade louca de sair cortando testa de nazista por ai.

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Editorial | Crivella, o dia que o “nazismo” invadiu a Bienal

A verdade é: enquanto falam e zombam de lacração, quem está querendo passar o lacre são eles.

Ana Carolina Barth

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Nota do Editor: Este texto é de autoria unicamente do seu autor, porém o editor responsável pelo site Cabana do Leitor, Edilson C. Rezende, assina a responsabilidade pelo conteúdo. Pois o mesmo representa a linha editorial do site.

Século VII a.C, 213 a.C., 325 d.C., anos 1244, 1409, 1560, 1640… O que essas datas têm em comum? Assim como em Alexandria no ano de 325 d.C., elas marcam quando livros foram queimados por não fazerem parte do que quem estava no poder na época acreditava.

Os artigos do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) citados por Crivella não autorizam a prefeitura usar um poder de policia para apreender qualquer material disponibilizado na Bienal. São decisões flagrantemente inconstitucionais.

Já ouviu falar em Fahrenheit 451? O livro do autor Ray Bradbury mostra uma distopia (que temo não estar tão distante, visto que no romance há a proibição de todos os livros publicados). Em 451 graus Fahrenheit, eles são queimados, assim como a liberdade do povo de pensar.

O que aconteceu na noite do dia 5 de setembro, quando o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, postou um vídeo falando sobre a HQ da Marvel ‘A Cruzada das Crianças‘ e defendendo que esta deveria ser recolhida por conter um beijo gay entre dois personagens (Wiccano e Hulkling) é um ato severo de censura que me lembra exatamente o que fizeram ao queimarem livros no passado e ao que Bradbury escreveu.

Na manhã do dia 6 de setembro, livreiros que estão na Bienal informaram que fiscais da prefeitura rondavam pela feira em busca de livros com conteúdo “impróprio” (assim chamado por eles). Várias editoras publicaram notas de repúdio e afirmaram ser contra o preconceito, além de que não lacrariam e nem sinalizariam os livros LGBTQIA+.

A desculpa seria também que crianças não podem ser expostas ao conteúdo desses livros, mas acho que o prefeito está confundindo seu papel de político com o de ‘babá’. Não concordo com a posição de Crivella e acrescento: os pais que cuidem de seus filhos.

Estamos vivendo em uma época com o fundamentalismo religioso em ascensão. No dia 21 de Agosto, o presidente Jair Bolsonaro suspendeu um edital com séries LGBTQIA+ voltadas para TVs públicas. Outra censura descarada.

1933: Grande queima de livros pelos nazistas

Enquanto isso vemos em bancas de jornais revistas com mulheres seminuas que estão expostas para quem sem querer der uma passada de olho. Conteúdos assim não são fiscalizados. Por quê?

Engraçado mesmo é ver suas “explicações” para os atos de censura. Não há razão; há discriminação e devo lembrar que homofobia é crime. O triste é vermos que pessoas no poder cometem tal crime mas não são punidas.

A verdade é: enquanto falam e zombam de lacração, quem está querendo passar o lacre são eles.

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