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O terceiro volume da coleção de graphic novels da DC Comics que a Eaglemoss está lançando no Brasil é dedicada ao primeiro super-herói dos quadrinhos, Superman. Na história, escrita em conjunto por Geoff Johns e o diretor Richard Donner, uma nave chega a Terra transportando uma criança que fala em kryptonês, língua típica do planeta natal do Superman, Krypton, deixando claro ao Homem-de-Aço que ele e sua prima não são mais os últimos kryptonianos vivos. Mas a chegada dessa criança acarretara em problemas aos quais Superman terá de contar com toda a ajuda possível, até mesmo de Lex Luthor.

Quando vejo a lista de graphic novels que serão lançadas pela Eaglemoss eu fico me perguntando o motivo dessa história do Superman estar no terceiro volume. Não tenho certeza se foi o primeiro contato de Geoff Johns com o personagem, mas já se percebe os traços de sua forma de roteirizar, usando referências a aspectos do universo do Homem-de-Aço que caíram na obscuridade após Crise nas Infinitas Terras, fazendo brincadeiras da forma de agir do personagem como o clássico “Para o alto e avante!” (Up, Up and Away, em inglês), com seu disfarce pouco convencional (os óculos que ele usa como Clark Kent), isso sem contar o ressuscitar de elementos que deveriam ser esquecidos da cronologia do Superman, como as inúmeras kryptonitas que causam efeitos diversos ao Superman.

O que eu vejo nessa história é um “jogar por terra” tudo que John Byrne fez pelo personagem após a Crise nas Infinitas Terras. Desde que Jeph Loeb trouxera a Supergirl de volta para o Universo do Homem-de-Aço, isso vem acontecendo. Personagens como Krypto, Zona Fantasma começaram a ser ressuscitados, na minha opinião, desnecessariamente. O fator “O Último Kryptoniano Vivo” deixa de existir, pois não existe mais o órfão Kal-El, já que ele tem uma prima, um cão e tantos outros membros de seu planeta, vivos e ainda respirando, podendo ser uma ameaça não somente a ele, mas também aos terráqueos, tão suscetíveis a ameaças tão poderosas.

Não que eu tenha lido a matéria, mas o argumento de capa da nova Mundo dos Super-Heróis tem seu fundamento. “O que fazer com o Superman?” parece funcionar muito bem, ainda mais com tantos mudanças que os roteiristas adoram fazer com o personagem, sem seguir uma cronologia correta do personagem.

Posso até estar sendo saudosista ao extremo, mas sempre vi a forma como Byrne estabeleceu o personagem como algo perfeito, pois ele era descendente de um povo que abdicara de tudo pela ciência. As mulheres não pariam seu rebento, eles eram gerados como provetas. Os homens dedicavam sua vida ao estudo da ciência, explorando ao máximo o próprio planeta, tanto que fora isso que causara a extinção dos kryptonianos. Eram um povo frio, calculista, sem sentimentos ou adoração pelo próximo. Mark Waid já havia sido incumbido de recriar o passado de Clark Kent/Kal-El/Superman, mas ele não desfizera o que Byrne criara, somente estendeu o aprendizado do Último Filho de Krypton. Já Johns desvirtua isso ao trazer novamente elementos que se fazem desnecessários, não parece dar atenção ao fato que Lex Luthor não ser somente um prodigioso cientista, mas também um grande milionário, ignora todo o aprendizado de Jimmy Olsen, que descobrira ser mais do que um mero fotógrafo e office boy de Perry White, coloca Lar Gand, o Mon-El, como um habitante da Zona Fantasma, esquecendo – só pode ser isso – o fato que o personagem era membro da Legião dos Super-Heróis na época.

Mas nem tudo é tragédia no encadernado, pois o roteirista mantém o status quo de Clark e Lois, ou seja, ambos estão casados, e mantém algo criado por Byrne, Lois e Clark não podem ter um filho, pois este poderia matá-la, caso fosse concebido.

Evolution_of_Superman

A história fora escrita na época do lançamento do filme “Superman – O Retorno”, então vemos elementos do filme na revista, como a semelhança do uniforme (o cinto contendo o “S”), o formato da Fortaleza da Solidão, o uso dos cristais como fonte de informação sobre Krypton. E interessante como Adam Kubert emula determinados fatores do filme com elementos dos quadrinhos.

Não vejo a necessidade de “O Último Filho” na antiga cronologia do Superman pós-Crise nas Infinitas Terras, pois a história é um emaranhado de misturas de vários momentos na vida do Superman. Como na época de seu lançamento pela Panini Comics eu havia parado de colecionar as mensais, não sei como ficou o Superman depois disso. Mas tenho certeza que a Eaglemoss vai lavar a alma quando, em um futuro próximo, lançar Superman: O Homem de Aço, de John Byrne. Aí sim veremos uma história com um enredo decente e digno do personagem. No mais, “O Último Filho” serve para fazer parte da coleção e não deixar buracos nela, na minha humilde opinião.

Já a segunda história é muito interessante. Com argumento de Kurt Busiek e Fabian Nicieza, roteiro de Busiek e arte de Roberto Guedes, arte-finalizado por José Wilson Magalhães, é uma história de família, onde os Martha Kent, Jonathan Kent, Lois Lane, Kara e Lor-Zod (ou Christopher Kent), vão a um planeta achado por Clark, onde podem desfrutar de um momento de paz e tranquilidade. A história tem um clima bem leve e gostoso, mostrando como o Superman pode viver em família, sem ter problemas com supervilões. Fez falta Conner Kent (ou Kon-El), o Superboy, que havia morrido durante a saga “Crise Infinita” (2005-2006). Mas é uma daquelas histórias gostosas de se ver, pois é um momento totalmente único e diferente.

Ainda temos também a origem do personagem em Action Comics #1 (junho de 1938) e a reformulação da origem em Superman #1 (junho de 1939), tendo os Kent como seus pais adotivos.

A coleção segue e vamos aguardar o próximo número que será a minissérie “Torre de Babel”, uma das melhores histórias da Liga da Justiça já publicadas, A DC Comics Coleção de Graphic Novels pode ser adquirida em bancas e lojas especializadas, além de também pode ser feita a assinatura no site da Eaglemoss Collections: Que também oferece brindes muito legais. Assine AQUI!

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Divulgado pela DC Comics as primeiras imagens de Núbia: Real One

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Em fevereiro de 2021, a autora L.L. McKinney e a artista Robyn Smith colocarão um novo e contemporâneo toque na personagem Núbia — irmã gêmea da Mulher Maravilha — apresentando vozes autênticas para ela em Núbia: Real One (Núbia: Aquela Verdadeira, em tradução livre).

A Graphic Novel Núbia: Real One (Núbia: Aquela Verdadeira, em tradução livre) marcará como sendo o primeiro trabalho de McKinney, autora de vários trabalhos aclamados, incluindo a trilogia A Blade So Black (Uma Lâmina tão Preta, em tradução livre), com a DC Comics.

Defensora da igualdade e inclusão na publicação, ela disse “Fui convidada para lançar outra coisa, mas tomei a decisão ao escrever o próprio lançamento para adicionar em Núbia. Sou fã desde o nascimento, e a vi se mudar e aparecer em várias iterações, nenhuma delas me tocando da mesma forma que a original dela. Quero dizer, esta era a irmã gêmea da Mulher Maravilha, tão forte, tão rápida, se não mais forte e mais rápida. E ela era NEGRA! Então, eu a adicionei ao meu discurso para o outro projeto. Acho que algo sobre ela ficou com a equipe porque me enviaram um e-mail e essencialmente pediram um discurso sobre Núbia.”.

Continuando, McKinney relata: “Quando a caça da artista começou, eu sabia que queria outra mulher negra neste projeto. A DC estava a bordo desde o início e sugeriu Robyn, cuja arte eu imediatamente me apaixonei. Robyn deu vida a esta história e a esses personagens, e não seria tão poderosa sem ela. Todo mundo ama Núbia, todos queremos fazer o certo por ela, pelos leitores que têm procurado por ela da mesma forma que eu. Espero que os fãs se afastem dessa história sabendo disso antes de tudo.”.

Smith é uma cartunista jamaicana, que se encontra atualmente em Nova York, sendo mais conhecida por seu “mini quadrinho” The Saddest Angriest Black Girl in Town (A garota negra mais triste da cidade, em tradução livre) e por ilustrar o dia cômico de Jamila Rowser. A Graphic Novel Nubia: Real One também será seu primeiro projeto com a DC Comics.

“Como artista afro-caribenho, sempre me esforcei para centralizar a comunidade negra nos quadrinhos que faço então ser contratado para ilustrar Núbia foi um sonho“, disse Smith.

“Quando soube que L. L. McKinney era a escritora, fiquei ainda mais animada. Trabalhar juntos tem sido ótimo, especialmente porque nossos objetivos artísticos parecem ser os mesmos: tudo preto. Na Núbia, eu queria focar minhas ilustrações em criar algo leve e emocionalmente ressonante. A maior parte do meu trabalho é fortemente influenciada pelo Archie de Harry Lucey, então encontrar uma maneira de incorporar esse charme e sentimento alegre em uma história centrada em questões mais sérias era importante para mim. Espero que os fãs que lêem Núbia e sintam o mesmo tipo de emoção que senti ilustrando os personagens e suas lindas histórias trabalhadas.”

Sinopse

“Você pode ser um herói… se a sociedade não te vê como uma pessoa?”

Núbia sempre foi um pouco… diferente. Quando bebê, ela mostrou a força de uma amazona empurrando uma árvore para resgatar o gato do vizinho. Mas, apesar de suas habilidades similares, o mundo não tem problema em dizer a ela que ela não é a Mulher Maravilha. E mesmo que ela fosse eles não a iriam querer. Toda vez que ela vem para o resgate, ela se lembra de como as pessoas a vê: uma ameaça. As mães dela fazem o possível para mantê-la segura, mas Núbia não pode negar o fogo dentro de si, mesmo que ela seja um pouco estranha às vezes. Mesmo que signifique que as pessoas assumam o pior.

Quando a melhor amiga de Núbia, Quisha, for ameaçada por um garoto que acha que é dono da cidade, Núbia arriscará tudo – sua segurança, sua casa e sua paixão  – para se tornar a heroína que a sociedade diz que ela não é.

Com escrita de L. L. McKinney e artes de Robyn Smith, Núbia: Real One (Núbia: Verdadeira, em tradução livre) estará a venda em 2 de Fevereiro de 2021.

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DC Comics cancela 22 reimpressões de quadrinhos

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Segundo o site Newsarama, a DC Comics cancelou 22 quadrinhos reimpressos, incluindo dezoito da linha Dollar Comics e quatro da linha Facsimile.

Mesmo sem o anunciamento do motivo oficial para os cancelamentos, acredita-se que isso se deve a pandemia do novo Corona vírus.

Os títulos de Facsimile cancelados são:

Lanterna Verde #76

Batman #321

Man-Bat #1

O Flash #135

Os títulos da Dollar Comics são:

Batman #13 (2013)

Batman #450

Batman #663

Mulher Gato #1 (2002)

Mulher Gato #1 (2011)

Xeque-mate #1 (2006)

Detetive Comics #826

Lanterna Verde #1 (2011)

Dark Nights: Metal #1

Lanterna Verde #29 (2008)

Manhunter #1 (Caçador – 2004)

Stars and S.T.R.I.P.E. #1

Mulher Maravilha #212

Mulher Maravilha #14 (2005)

Mulher Maravilha #206 (1987)

Clássicos da DC: Liga da Justiça #50

Clássicos da DC: Saga da Coisa do Pântano #21

Clássicos da DC: Legião dos Super-Heróis #1 (1989)

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East of West: A Batalha do Apocalipse promete ser sensação da Devir

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East of West: A Batalha do Apocalipse será o próximo lançamento da livraria Devir e nós do Cabana do Leitor contaremos o que você deve esperar dessa nova história. Claro, essa resenha não terá spoilers.

East of West é um aguardado quadrinho do escritor Jonathan Hickman (Guerras Secretas, Dawn of X), que conta a história dos Cavaleiros do Apocalipse.

A história se passa em 2064, após a Guerra de Secessão americana que dividiu o continente em sete nações diferentes. Começamos descobrindo que mesmo com essa guerra entre os indígenas, chineses e brancos, grande parte do acontecimento se ligava aos Cavaleiros do Apocalipse.

Somos apresentados aos cavaleiros em uma das suas ressurreições, quando apenas três dos quatros cavaleiros encarnam: A Guerra, Fome e Conquista, o que adia o Apocalipse. Irritados com o acontecido, os três cavaleiros decidem ir atrás da desaparecida Morte, que decidiu seguir uma missão própria.

Intrigante, não? E se eu te dissesse que não para por ai? Mesmo com a “paz” instalada, os líderes dessas sete nações participam de um culto para orquestrar o fim do mundo.

A qualidade da arte deste quadrinho é absurda. O trabalho e cuidado que o Nick Dragotta teve em detalhar as cenas é um dos motivos que faz a leitura ser tão suave e rápida.

Vale ressaltar que a Devir está de parabéns em trazer para o Brasil essa história tão interessante. A edição contará com 152 páginas pelo valor de 55 reais.

Vale ou não a pena?

Essa é a pergunta mais esperada. Vale sim a pena dar uma investida nessa história, independente se você gosta ou não de faroeste. O enredo é muito mais que só essa classificação. Aqui tem suspense, matança, drama e religião. Um prato cheio para os fãs e não fãs do Jonathan Hickman.

East of West: A Batalha do Apocalipse vol.1 está marcada para lançamento no mês de Junho pela Devir. Para mais informações é só clicar aqui e você será encaminhado para o site oficial.

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