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Gabriele Bitencourt

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Com a estreia adiada várias vezes por causa da pandemia de Covid-19, Tenet, que já foi lançado nos Estados Unidos e na Europa, está com estreia indefinida no Brasil. O filme é dirigido por Christopher Nolan e estrelado por John David Washington, Robert Pattinson, Elizabeth Debicki, Dimple Kapadia, Michael Caine, e Kenneth Branagh.

Nolan, assim como em Amnésia, A Origem, Interstellar explora os conceitos e significados do tempo. Cada um desses filmes aborda a temática temporal de uma forma diferente, entretanto Tenet não foge da fórmula de Nolan: ainda é um quebra cabeça audiovisual, apenas com mais peças (talvez mais do que deveria).

Tenet é um filme de espionagem nos moldes de 007 com dilemas temporais. Devido à isso, parece ter sido idealizado para ser assistido duas vezes pois a experiência só parece estar completa se “voltarmos no tempo” para reassistir o primeiro ato do filme. Ao fim da sessão tem-se a impressão de que algumas informações faltam para se montar a imagem geral. Pois o filme começa a fazer sentido para o espectador somente quando o mecanismo temporal passa a ser inteiramente compreendido pelo Protagonista.

Nolan decidiu pontuar com rimas as metáforas a respeito do livre-arbítrio, do determinismo e da vontade. As cenas conversam umas com as outras até além daquilo que é esperado pelo espectador a partir do que é estabelecido sobre a estrutura da trama. O protagonista é o Protagonista (John David Washington) que se determina e se afirma na história, na sua história. A terceira guerra mundial precisa ser evitada por ele através de uma “guerra fria” (entre… americanos e russos) temporal.

É no vilão Andrei Sator (Kenneth Branagh), que encontramos o maior ponto negativo do filme. O roteiro deixa sua motivação muito rasa, tentando deixar suas ações apenas satisfazerem seu ego, ou somente serem malignas por si. Além disso, o ator irlandês que o interpreta, não convence nem como russo, nem como alguém capaz de arquitetar e colocar em prática seu plano (que em um roteiro relativamente complexo, parece não ter havido um esforço em encaixá-lo devidamente na trama), mas por outro lado, convence bem no papel de um homem possessivo que torna miserável a vida de sua parceira.

Um dos pontos fortes, apesar dos diálogos resmungados, é a parceria entre o protagonista e Neil, personagem de Robert Pattinson. Em uma primeira vez que assistimos criamos facilmente um vínculo com eles, muito provavelmente pelas atuações carismáticas de Robert e John, assim como eles facilmente criaram vínculo um com o outro. Em uma segunda vez, percebemos que essa relação vai além do que percebemos em um primeiro momento e também o quão vital é o papel dessa amizade para o desenrolar dos fatos.

O segundo ponto forte também é uma amizade, entre o protagonista e a personagem Kat (Elizabeth Debicki), a personagem que está completamente em um relacionamento com o vilão. É através dessa amizade que eles apoiam e encorajam um ao outro para vencer os desafios, desafios tão grandes quanto salvar o mundo ou sair de um relacionamento abusivo.

Essa obra está longe de ser morna, o ritmo mantém o espectador atento e interessado desde os primeiros momentos. A fotografia em alguns momentos é utilizada para servir ao propósito didático com cenas ora mais azuladas, avermelhadas ou amareladas, ao mesmo estilo das cenas recorrentes, que são marca registrada do diretor.

As cenas de ação são dinâmicas e inteiramente críveis, mesmo não fazendo parte da nossa realidade. Os personagens se desenvolvem de maneira fluida e cada segundo do filme é extremamente essencial para a trama.

Tenet ainda não tem uma data de estreia definitiva no Brasil.

*A autora do texto reside na Polônia, país que o filme já foi lançado, em uma sala de cinema higienizada, respeitando o distanciamento social, devidamente protegida com mascara e com sistema de ventilação especial.

Tenet

8

Nota

8.0/10

Pros

  • Atuações de John David Washington, Robert Pattinson, Elizabeth Debicki
  • Roteiro
  • Fotografia

Cons

  • Vilão
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cinema

Fraternity lança campeonato de MJ

Nova organização chega para o cenário e cria campeonato de MJ com participação de times grandes como FEB e-Sports e GODSENT.

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Ela é nova no cenário, vindo de outros jogos como Valorant, Free Fire, CS:GO, e agora no CODM, porém já reúne vários times grandes, dentre eles temos a FEB, GODSENT, BaRD, Raiju e muitos outros. Seu foco por enquanto é apenas no MJ, com chaves de equipe desde o Grupo A até o E.

Com jogos no modo MJ ela é dividida em 5 grupos denominados com as letra do alfabeto, desde o A até o E, em MD3 onde os times competem no modo Localizar e Destruir, e apenas dois de cada grupo passam para a próxima chave. Os jogos irão acontecer nas Segundas, Quartas e Sextas, com até 3 jogos por dia e começando às 19h30.

  Entrevistamos o organizador do evento e fizemos algumas perguntas, dentre elas:

CDL: Quais serão as plataformas que irão transmitir o Camp?

Por enquanto iremos transmitir apenas pelo Youtube, no nosso canal oficial.

CDL: De onde surgiu a ideia de montar a Fraternity?

“A Fraternity foi fundada com a intenção de levar o competitivo para a maior parte do público de E-Sports, conseguimos mesclar uma Associação Competitiva de Games onde organizamos campeonatos em diversos jogos e um time onde temos jogadores que nos representam nos jogos em que atuamos. A idéia do nome Fraternity foi pegada como exemplo as fraternidades dos Estados Unidos cujo o significado é união e irmandade, na área do E-Sports cada aluno dessa fraternidade representa um jogo e assim com vários jogos em união nos tornamos a Fraternity que com muita organização e foco fazemos que o cenário competitivo dos games cresça cada vez mais!

CDL: Vai ter um site com as chaves após o sorteio, para que os times possam conferir elas ou algo do tipo?

Por enquanto iremos divulgar tudo no instagram, com banners de cada equipe e os times poderão tirar dúvidas diretamente com o contato no link da biografia.

A Fraternity é um campeonato que promete muito, o conjunto visual, de design, organizacional, com um PDF explicando tudo sobre o evento, que é enviado para as equipes participantes, e administrativo, que coordena tudo isso, está impecável, e já é esperado muitas novidades para a segunda Season.

Para saber mais sobre o evento e ficar por dentro dos jogos é só seguir eles no instagram e acompanhar as suas postagens!

Tenet

8

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cinema

A Incendiária | Zac Efron é escalado para novo remake de Stephen King

Depois do sucesso estrondoso de It: A Coisa, as adaptações de Stephen King parecem terem voltado com tudo para as telonas.

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Depois do sucesso estrondoso de It: A Coisa, as adaptações de Stephen King parecem terem voltado com tudo para as telonas. O livro A Incendiária, que já está sendo pensado a algum tempo pela Blumhouse, acaba de escalar um nome de peso no elenco, nada mais, nada menos que Zac Efron.

O anúncio foi feito através de uma conferência de imprensa da Universal Pictures muito embora o seu papel específico ainda não tenha sido revelado. Especula-se que ele atuará como Andrew McGee, um jovem pai forçado a fugir com sua filha com super poderes pirotécnicos.

A história já foi para os cinemas pelas mãos de Mark L. Lester em poucos anos depois do original ter sido lançado. O filme de 84 contava com David Keith, Heather Locklear e a pequena Drew Barrymore.

Isso talvez faça a novidade soar repetitiva para alguns. Já que no começo de agosto foi anunciado que Efron está envolvido com o remake de Três Solteirões e Uma Pequena Dama. Até agora não se sabe qual projeto que está andando mais rápido.

Com o departamento de casting trabalhando a todo vapor muitas novidades podem chegar nas próximas semanas. Inclusive, as adaptações de livros de Stephen King tendem a causar uma ótima reação quando bem feitas, vide A Espera de Um Milagre, O Iluminado e Um Sonho de Liberdade. Então sempre a espaço para grandes expectativas.

Com direção de Keith Thomas e roteiro de Scott Teems, o longa ainda não tem uma data de estreia definida.

Tenet

8

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8.0/10

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cinema

Jovens Bruxas | Nova produção da Blumhouse ganha trailer

Depois de 24 anos, Jovens Bruxas – Nova Irmandade finalmente volta para as telonas do cinema em um remake.

Davi Alencar

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Depois de 24 anos, Jovens Bruxas – Nova Irmandade finalmente volta para as telonas do cinema em um remake. Nesta terça-feira (29) o filme ganhou título oficial, pôster, trailer e data de estreia.

Com direção e roteiro de Zoe Lister-Jones (Lola Contra o Mundo e Band Aid), a nova versão da Blumhouse para o clássico cult conta a história de um eclético quarteto de adolescentes aspirantes à bruxas que recebem mais do que jamais esperavam ao se aprofundar no uso de seus recém descobertos poderes.

Enquanto o filme de 86 marcou uma geração com atuações de Neve Campbell, Fairuza Balk, Rachel True e Robin Tunney, em 2020 o elenco é estrelado por Cailee Spaeny, Gideon Adlon, Lovie Simone, Zoey Luna e Nicholas Galitzine. Michelle Monaghan e David Duchovny também marcam presença na produção.

O filme é uma produção da Blumhouse Pictures (O Homem Invisível e Fragmentado) junto da Red Wagon e quem está encarregada da distribuição é a Sony Pictures.

O filme estreia 5 de novembro deste ano.

Tenet

8

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