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Crítica | The Idol “Padrão grotesco de Sam Levinson”

Apesar da estreia com audiência positiva, The Idol teve críticas negativas em Cannes e mostram a realidade com as impressões iniciais do primeiro episódio.

Maria Fernanda Santana
Estudante de jornalismo e fascinada por cinema
1 Péssimo
The Idol

Após o sucesso de Euphoria, Sam Levinson andou se sustentando por altos e baixos nas boas avaliações por um tempo, Malcolm & Marie (2021) foi o ponto baixo, ele achou que teria grande destaque no roteiro, mas me perguntei qual seria o ponto disso? Foi tudo algo mediano e incompleto. Já com os especiais de 1 hora de Euphoria, teve seu ponto alto novamente e a 2° temporada se tornou algo mediano mais uma vez, salvo pelas atuações. Mas dessa vez com The Idol está longe de ser algo positivo.

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The Idol se inicia com Jocelyn numa sessão de fotos representando variações de sentimentos de uma forma bem genérica e batida, na qual nota-se uma tentativa um tanto arriscada de mostrar o talento de Lily-Rose Depp sendo até mesmo um pouco forçado. Mas a atriz não deixou a cena estragar o resto, e até foi uma das que se manteve aceitavelmente durante o episódio, inclusive esta primeira cena inicial foi um começo de série.

E falando em atuação, para expressar a sensualidade em cenas sexuais é necessário isso, e Lily- Rose Depp conseguiu (aos trancos e barrancos), porém senti a falta em Abel. Entretanto, nada disso também funciona se o diretor não conseguir criar o clima erótico e atraente que é necessário em um cenário, e este foi justamente o problema.

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The Idol

Durante o início da trama de The Idol teve várias cenas e diálogos desconexos e cortados desnecessariamente com uma troca de cenário constante similar a reality shows a fim de tornar o clima interessante esteticamente mas acabou deixando repetitivo, enrolado, bagunçado e cansativo. Para o público alvo isso agrada aos olhares, e não estou julgando isso, porque as filmagens foram bem feitas, mas até que ponto da sua “genialidade” e visão criativa Levinson quer mostrar para viralizar?

Todas essas cenas misturadas a outras afetaram gravemente a construção dos personagens, e com uma outra tentativa de desenvolvê-los teve a introdução de Leia, amiga e assistente de Jocelyn, e Tedros, o empresário e dono da boate em que elas vão naquela noite, e com o último foi como se estivesse lendo um roteiro.

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The Idol é baseado na perspectiva de Abel (The Weeknd), que está em parceria com o diretor, com as experiências por trás das dos holofotes da indústria musical.

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Nisso ele e Levinson (todos homens, cheguem a uma conclusão) criaram um vínculo de amizade com o elenco da série para que começassem a criar o clima do ponto de vista criativo já conhecido do diretor: o clima provocativo.

Não há nada de errado no tal tema polêmico (que são as drogas e o sexo), quando demonstradas com sentido e direção pra construção da série, o que acabou não acontecendo com essa. Foram claramente feitas mais uma vez para agradar ao público alvo.

The Idol continua ganhando um capítulo por semana, seja no canal HBO e no Max. Tendo então uma ordem de lançamento programado com episódios sendo lançados todo domingo.

The Idol
Péssimo 1
Nota 1