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Crítica | Upside Down Magic “O Harry Potter da Disney”

Upside Down Magic mistura forças da natureza com Harry Potter.

O filme de 2020 estreou em julho do ano passado na plataforma Disney+ dos Estados Unidos. Agora, muitos meses depois, finalmente chegou à plataforma do Brasil e estreia nesta sexta-feira (05/03) no Disney Channel.

Baseado no livro homônimo de Sarah Mlynowski, Lauren Myracle e Emily Jenkins, a história acompanha Nory (Izabela Rose), uma garota de 13 anos que descobre ter poderes mágicos, como sua melhor amiga Reina (Siena Agudong).

Enquanto Nory se transforma em animais, Reina tem a magia do fogo. Assim, ambas entram na escola de magia Sage Academy, onde esperam aprender a dominar seus poderes, especialmente Nory, que nunca consegue se transformar em apenas um animal. 

Na Sage, os estudantes são separados conforme suas magias, e é impossível não lembrar de Harry Potter nesse sentido, especialmente considerando a divisão e cores de cada turma. Afinal, foi a saga mais famosa que trouxe esse conceito e ambientação em uma escola de magia dividida por “casas” nas quais os alunos aprendem sobre seus poderes.

Aqui, os alunos podem fazer parte dos Flamas, com poderes relacionados ao fogo como Reina, Filos, que se transformam em animais assim como Nory, Felpudos, que tem a habilidade de falar com animais, dos Transfers, que podem mover coisas e Flutuadores.

DisneyChannel UpsideDownMagic

Porém, a escola não é como as garotas imaginaram, e logo são separadas. Como era de se esperar, Reina se torna uma Flama, mas Nory é designada ao grupo daqueles que possuem “magia de cabeça para baixo”, ou seja, aqueles cuja magia é instável.

Ao invés de aprender e se aperfeiçoar, esse grupo de estudantes está fadado a não mais poder fazer magia, pois, segundo a diretora Knightslinger (Vicki Lewis), a magia de cabeça para baixo atrai uma perigosa magia das trevas. Como toda boa protagonista, contudo, Nory não aceita essa história calada e, junto com seus novos amigos, tenta provar que a magia ao contrário não perde para a magia convencional.

É interessante o efeito que a separação causa para cada uma das amigas, deixando em evidência suas personalidades: Nory permanece forte e persistente, sempre otimista (mesmo quando está dando tudo errado), enquanto Reina é tomada pela pressão e insegurança, a tornando vulnerável para a magia das trevas.

Outro ponto que merece destaque e traz uma característica única à obra, especialmente quando comparada a outras sagas que envolvem magia, é a ligação com a natureza. Desde os peculiares poderes dos alunos até o local onde foi gravada (Vancouver), Upside Down Magic realmente tem um tom e clima de leveza e conexão com o natural.

No geral, o filme deixa a desejar no tocante aos poderes apresentados e suas possibilidades, bem como esse novo universo, que poderia ter sido melhor explorado, inclusive a própria escola.

Apesar disso, voltado ao público infantil e infanto-juvenil, o filme mantém o padrão Disney (especialmente o segmento Disney Channel) de mensagens de amizade, desafio do status quo, temáticas que envolvem o autoconhecimento e a noção de que a união faz a força. Além disso, por ser baseado em uma fórmula conhecida, o longa causa conforto no espectador.

A cena final deixa um mistério no ar quanto a uma possível continuação. Se for o caso, é uma ótima oportunidade para a Disney realmente nos fazer mergulhar nesse universo, que tem tudo para ser ainda mais interessante e único.

Disponível no Disney+, Upside Down Magic estreou dia 5 de março no Disney Channel.

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