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cinema

Crítica – Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw “Ignore o roteiro”

Primeiro spin-off da franquia é um ‘combão’ de cenas de ação absurdas.

Thalita Heiderich

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A franquia Velozes e Furiosos estreou nos cinemas pela primeira vez em 2001 e apresentou personagens marcantes como Dominic Toretto (Vin Diesel) e Brian O’Conner (Paul Walker). Ao longo dos anos, muitos outros personagens foram apresentados, e a trama que era focada em  carros alcançou momentos muito tocantes de família e amizade… sem perder as cenas absurdas de corridas impossíveis.

Agora, 18 anos depois, estréia nos cinemas o primeiro spin-off da série, dirigido por David Leith (de Atômica e Deadpool 2) baseado nos personagens Luke Hobbs (Dwayne Johnson) e Ian Shaw (Jason Statham). 

Em Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw, a temática de corridas ilegais é deixada de lado, pra dar espaço a “salvação da humanidade” através da neutralização de um vírus super letal que a irmã de Shaw (Vanessa Kirby) rouba. Tudo isso enquanto tentam escapar de Brixtom (Idris Elba), um soldado tecnologicamente modificado e com força sobre-humana.

Primeiramente eu queria dizer que esse filme é o mais engraçado de toda a franquia. Dwayne e Jason têm uma química muito maneira em cena e passam o filme inteiro numa espécie de Stand Up de insulto mútuo que causa risadas contagiantes no cinema. 

O roteiro não tem nada de mais, mas esse tipo de filme não pede por isso. Ele é só um filme de suor de macho com piadas hilárias. Ainda assim, me agradou bastante.

Trouxe da franquia a adrenalina, alguns drifts, cenas de carro atravessando prédios, o “nitro” e uma cena longa de perseguição pra mostrar o poder da McLaren. Tem também um das melhores cenas de “passar por baixo do caminhão” que eu já vi. Sem contar que o mix de Exterminador do Futuro com moto Transformer que é o Idris Elba é um deleite visual e transforma o filme na história de 3 brucutus.

Mas espere, a Vanessa Kirby tem muita participação nisso tudo, luta muito e me ensinou que uma jaqueta pode ser muito útil numa luta. E eu sei que é um filme de macho, mas ele foi respeitoso para com a personagem feminina e a pintou como a badass que ela é mesmo.

É um filme de amigos (que nem os filmes que o Seth Rogen tem feito), conta com várias pontas de atores famosos que parece que apareceram ali só pra se divertir no set.. e é isso mesmo o que fazem.

A fotografia do filme é bem interessante. Ela tende pro neon quando o Shaw está lutando, enquanto se mantêm mais alaranjada tipo terra quando Hobbs luta. Tem um momento em que as duas se misturam, e na tela temos Hobbs com a irmã de Shaw. São pequenos detalhes, mas que me chamaram a atenção.

Lá no terceiro ato temos uma barriga, quando diminui a ação pra tentar passar uma mensagem. São 2 horas e 16 minutos de filme e ele podia ter acabado no fim do segundo ato. Mas eu já sabia que vinha mais pois o trailer mostrava. Não destrói o filme, é só uma forma de lincar com o tema família da franquia e dar um respiro pra mais doideira acontecer.

Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw é um combão de cenas de ação absurdas e impossíveis com adição de um galão de piadas toscas e hilárias. E era exatamente o que eu esperava do filme.

Se fui surpreendida, foi positivamente… pois é realmente muito engraçado. Ignore o roteiro e se divirta.

Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw estréia dia 01 de agosto nos cinemas.

Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw

6

Nota

6.0/10

Pros

  • Porradaria
  • Piadas
  • Uma participação maravilhosa de um ator especial

Cons

  • Roteiro fraquíiiiiiissmo
  • Cenas impossíveis
  • Não é teu próximo filme cult (ninguém liga).

Carioca viciada em séries, filmes do drama ao terror gore. Rabiscadora de livros, nerd, míope e ouvinte de podcast com a cabeça na janela do ônibus.

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