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Analises

Crítica – Watchmen “Uma obra-prima da HBO”

Fomos a convite da HBO Brasil assistir os dois primeiros episódios de uma série que podemos dizer que é fantástica e traz boas lembranças do quão bom é Watchmen.

Hueber Silva

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A série Watchmen estréia hoje (20) nos canais HBO as 23 horas e a convite da HBO Brasil fomos assistir aos dois primeiros episódios da série, de onde saímos de boca aberta de tão boa que é a série.

Assistimos aos dois primeiros episódios “It’s Summer and We’re Running Out of Ice” e “Martial Feats of Comanche Horsemanship”. Em 1921 a comunidade negra de Tulsa, em Oklahoma, foi atacada por brancos de forma brutal, deixando vários mortos e diversos feridos. Foi o episódio que ficou conhecido como a “Rebelião Racial de Tulsa” e por aí já vemos o ritmo que é ditado durante os outros episódios da série.

Um belo salto temporal nos traz para o ano de 2019, onde os Estados Unidos venceram a Guerra do Vietnã, Ozymandias salvou o mundo com um xeque-mate e o Doutor Manhattan acabou com Rorschach, que foi resistente até o último suspiro por preferir se manter à verdade.

Tempos após esse episódio um grupo intitulado “Sétima Cavalaria” usa a máscara do Rorschach como símbolo do grupo supremacista e persegue os negros da mesma maneira que a Ku Klux Klan no mundo real. Nessa história os vigilantes agem por debaixo dos panos e aí entra a personagem Angela, a Sister Night, que além de vigilante é mãe, negra, dona de casa, cuida do marido e filhos e por cima ainda é confeiteira e se mostra o tempo todo forte e buscando a proteção para sua família.

Sétima Cavalaria com suas mascaras de Rorschach.

Claro que a série se passa em um 2019 alternativo e não tem o Donald Trump como presidente e sim o ator Robert Redford que seguindo os passos de Ronald Reagan, deixou a atuação e foi para política em 1992 e agora está a 27 anos no comando de um dos países mais importantes do mundo, os Estados Unidos da América.

Nesses dois episódios só vimos pouquíssimos personagem do Watchmen original, o Ozymandias, que é interpretado por Jeremy Irons. A série traz alguns easter eggs durante os episódios que lembram personagens originais, vemos isso em revistas, noticiários, menções loucas e peça de teatro.

Ator Jeremy Irons no papel de Ozymandias na versão mais velha.

A trilha sonora deixa a série mais tensa e dá aquele toque de perfeição, deixando impecável e com vontade de assistir um episódio atrás do outro. A série em sim é uma verdadeira obra-prima, ao menos os dois episódios que vimos até agora acredito que não será diferente e trará algo magnífico aos nosso olhos.

“Não temos interesse em ‘adaptar’ as 12 edições que o Sr. Moore e o Sr. Gibbons criaram há 30 anos. Essas edições são sagradas e não serão recriadas, reproduzidas ou rebootadas”, esclareceu Lindelof, em sincera carta aberta aos fãs da série, que publicada no Instagram. “Elas serão, portanto, remixadas. Por que as linhas de baixo naquelas músicas familiares são boas demais e nós seríamos idiotas em não usá-las”, continuou, comparando o material original ao Velho Testamento e, esta nova série, ao Novo Testamento.

Watchmen estréia neste domingo (20) as 23 horas e terá apenas uma temporada.

Watchmen

10

Nota

10.0/10

Pros

  • Trilha Sonora
  • Roteiro
  • Direção

Publicitário, nerd, apaixonado pelo mundo dos games, fascinado pelo mundo do cinema. “Ou se morre como herói, ou vive-se o bastante para se tornar o vilão.”

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Crítica | Elite – 2ª temporada

A terceira temporada já está em produção.

Beatriz Souza

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Elite é uma série espanhola da Netflix. Na primeira temporada, três alunos de uma escola pública ganham bolsa para estudar em Las Ensinas após um acidente. Eles caem em um mundo de riquesas e pessoas esnobes, sem limites de comportamento que culmina em uma morte misteriosa.

A segunda temporada segue o formato da anterior tendo duas narrativas simultâneas entre passado e presente. O mistério da vez é o paradeiro de Samuel que está desaparecido, e mantendo as cenas em que os personagens dão depoimentos, vemos os acontecimentos do cotidiano das vidas glamourosas dos estudantes de Las Ensinas que os levaram até ali.

Novatos em Las Ensinas

Logo no início somos apresentados a alguns personagens novos. A melhor adição é sem duvidas a Rebeca (Claudia Salas) ou Barbie Tráfico, que ficou rica com o trabalho ilegal de sua família, mas que não se importa com as futilidades desse mundo. Embora pareça clichê, ela desenvolve uma boa dinâmica com Samuel e Nadja. Depois temos Valério (Jorge López), meio irmão de Lu e os dois lutam contra uma relação incestuosa, se permitindo cair na tentação algumas vezes. Contudo, a personagem Cayetana (Georgina Amorós) foi a pior adição ao elenco. Ela não é rica e vive uma vida de aparências pelas redes sociais para se misturar com a elite. Apesar de hoje isso ser algo muito comum, o que poderia ter servido como crítica social se tornou um enredo raso utilizado apenas para arranjar uma desculpa para outro personagem ao final da temporada.

Personagens que já amamos

Sobre os rostos que já conhecemos, seria mais fácil se envolver com o enredo principal se Samuel fosse um pouco mais interessante. A narrativa de garoto bonzinho que se envolve com coisas erradas para fazer justiça não funciona aqui, e teria sido melhor se ele estivesse morto de fato no fim das contas. Ainda assim, o jogo de interesses entre ele e Carla é aproveitável por surpreendentemente eles terem química.

A melhor personagem é, sem duvida, Lu. Há quem ache ela chata, porém é quem mais evoluiu nessas temporadas sem deixar de ser quem é. Apesar de parecer fútil, Lu é genuína, preocupada e amorosa até demais com Guzman que não faz por merecer. Uma das melhores cenas é quando ela mostra que não é boba e não vai deixar que façam com ela o que bem entenderem.

Enquanto isso, Guzman e Nadja ficam no vai e vem por metade da história, e o que na primeira temporada parecia uma relação pura, nessa tudo é mais complicado. Nadja serve para ele como uma âncora para puxá-lo de volta todas as vezes que ele se afunda em um ato auto-destrutivo por conta do assassinato de sua irmã. Ela também precisa lidar com seus desejos que conflitam com sua fé e o relacionamento com seus pais.

Ander e Omar (o melhor casal da série) mostra altos e baixos, com atos muitas vezes estupidos pela parte de Ander, ainda que justificáveis pelo peso que ele carrega ao saber do segredo de Polo.

Esse, que não tinha motivação alguma para ter matado Marina, pareceu bastante descaracterizado. No começo ele sofre com a culpa e quase não suporta esconder de todos o que fez, porém magicamente de um episódio para o outro sua personalidade está transformada e ele se torna uma pessoa fria, nos fazendo questionar se foi mesmo um acidente ou se ele seria capaz de cometer outros crimes para ficar impune.

A série

Os adultos e supostas autoridades não tem qualquer propósito na série. Pais que não sabem onde seus filhos estão na maioria do tempo, muito comum em séries de TV, e a polícia que parece não conseguir avançar em suas investigações e é feita de boba por adolescentes manipulando o que ela deve ou não saber.

No geral, Elite é a série adolescente de suspense que prende o espectador despreocupado, que não precisa de muito para se entreter, mas esbarra em assuntos relevantes. As cenas mais quentes servem para um propósito no enredo o que gera mais credibilidade. Mesmo com alguns defeitos de roteiro, é ótima para passar o tempo e deixou um gancho para uma 3ª temporada com dinâmicas interessantes.

Todos os episódios de Elite estão disponíveis na Netflix.

Watchmen

10

Nota

10.0/10

Pros

  • Trilha Sonora
  • Roteiro
  • Direção
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Análise – La Casa de Papel, Parte 3

Atuações exageradas e dramas levados ao extremo na Parte 3.

Luigi

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Primeira temporada inteiramente produzida pela Netflix consegue chegar lá?

Chegou a terceira temporada de La Casa de Papel exclusivamente na plataforma digital da Netflix e dessa vez com a promessa de um novo roubo.
Quando a primeira temporada estreou no catálogo foi um burburinho mundial quase que imediato. Todo mundo falava, todo mundo conhecia e a séria caia no risco de ser considerada modinha, e até foi durante as duas primeiras partes.

Quando foi anunciado que uma terceira parte havia sido encomendada pela Netflix, todos que assistiram a série para não ficar de fora das rodinhas de amizade já torceram o nariz, e até quem é fã de verdade ficou com o pé atrás. Afinal de contas, faria sentido uma terceira temporada depois do desfecho mais que satisfatório da temporada anterior? A resposta é: SIM!!!

Só quem viveu sabe!

No caso de La Casa de Papel, uma terceira temporada torna tudo muito interessante porque sempre que assistimos filmes de grandes assaltos, nos perguntamos o que aqueles personagens fariam das suas vidas depois de tudo ter dado certo. Não é como se tivéssemos isso bem desenvolvido em todos os episódios, mas é sempre legal sair da imaginação e ver as coisas acontecendo diante dos nossos olhos.

Na terceira parte, a equipe (agora com novos membros) se reúne para um novo assalto em resposta a prisão de um de seus membros mais importante que está sendo torturado pela policia espanhola. Entretanto, este novo assalto é muito mais arriscado e ambicioso que o visto exaustivamente nas duas primeiras partes e tudo indica que algo pode dar errado a qualquer momento.

Mais Maria do Bairro, impossível!

A narrativa da série começa a tomar um rumo que para nós brasileiros já é algo muito comum, aquele dramalhão todo das novelas mexicanas. Atuações exageradas, dramas levados ao extremo, interpretações quase teatrais de alguns atores que não combinam muito bem com a forma escolhida para ser seguida na série.

Não levem a mal, é claro que em sua maioria, o elenco todo dá um show. A fotografia tanto nas cenas de ação quanto nas cenas de diálogos continuam lindas assim como figurino e trilha sonora.
Durante os momentos de grande tensão, o espectador ainda continua com falta de ar, prendendo a respiração e com aquele medo que algo dará muito errado e todos os seus personagens queridos irão para o beleléu. Se a série ganhasse prêmios apenas pela parte técnica, com certeza poderia concorrer em todas as categorias.

Turma do Chaves

Algo que incomoda bastante nessa nova temporada (além da visível perda de público e de justificativa para novas histórias) é a quantidade de personagens novos inclusos que não tiveram muito tempo para serem desenvolvidos. Mas mais irritante que esse descaso com os que não têm tempo, são com os que têm!

A nova investigadora, Sierra é o puro exemplo de personagem fanfarrão, sem graça e sem carisma nenhum que parece uma vilã típica de novela mexicana. Em algumas cenas que ela participa, me peguei desviando o olhar da televisão por sofrer da chamada vergonha alheia. Mesmo tendo boas sacadas e armando contra ataques inteligentes contra o Professor e sua equipe é muito difícil assistir sem ficar incomodado.

Já o segundo novo personagem de peso a aparecer é o Palermo, este sim surpreende. Sarcástico, irônico, seguro de si, meio lunático e com uma atuação maravilhosa de Rodrigo De la Serna. Vocês lembram do Félix, vivido por Matheus Solano na novela Viver a Vida? Pois o Palermo é tipo uma versão mais bicha má e menos censurado pelo horário nobre de uma TV aberta. É um personagem intrigante e que faz valer a pena assistir toda a temporada. Ele também é o elo entre o novo assalto e o saudoso Berlin (Que fez menos falta do que imaginei que faria. Ponto pro roteiro)

Quanto aos personagens antigos, bom… Acho que a Sierra conseguiu superá-los na irritabilidade. Tanto que foi mais fácil engolir aquela cara de sonsa da Raquel/Lisboa e aquela risada de Annabelle sinistra do Denver. É provável que na possivelmente última parte da série, a Netflix finalmente consiga acertar em tudo o que não conseguiu até aqui.

Mas e aí, vale a pena?

Vale sim! Mesmo com estes pequenos detalhes a serem ajustados, é inegável que precisa ser muito sagaz e muito inteligente para pensar em tantas revira-voltas, para fazer com que o espectador esteja certo que está vendo um furo de roteiro para que dois episódios depois seja esfregado nas nossas caras que até os erros cometidos pelos personagens eram pensados meticulosamente antes.

Menino Ney, o que faz aqui?

E enquanto esta análise era escrita, eis que a Netflix anuncia que foi inclusa uma cena extra no ultimo episódio da parte 3 com a participação de Neymar que é muito fã da série. Preferia não ter visto, mas não tive escolha. É uma cena que não acrescenta absolutamente nada e entra naquela categoria de vergonha alheia de “novelamexicanismo” da série!

Melhor Personagem: Nairóbi
Pior Personagem: Denver, Sierra, Raquel (e todos os novos, salvo Palermo)

Watchmen

10

Nota

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Analise – Dark 2T “Não foi melhor que a 1T, mas ainda é ótima”

Depois do inesperado sucesso que a temporada anterior conseguiu atingir, a segunda chega para fazer o mesmo (ou quase).

Luigi

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Depois do inesperado sucesso que a temporada anterior conseguiu atingir, a segunda chega para fazer o mesmo (ou quase).

De volta depois de muito tempo!

Uma coisa que ninguém pode discordar, é que a série Dark conseguiu renovar o gênero de ficção cientifica e a ideia de viagem temporal como poucas vezes vistas antes.

Para que você possa se interar do assunto e não ficar tão perdido quanto quem assiste a série pela primeira vez, a história principal gira em torno de uma cidade e uma usina (que parece não ter segurança nenhuma por que qualquer um entra e sai a hora que quer) que começam a sofrer com desparecimentos de crianças locais e o aparecimento de crianças mortas com roupas que parecem fora de seu tempo.

Na primeira temporada vemos as consequências de quando o jovem Mikkel se perde em uma fenda dimensional e vai parar no passado é aí que descobrimos que se essa viagem não tivesse acontecido, não teríamos o protagonista da história.

Um dos fatores que chama a atenção na série é o trabalho de casting incrível que fizeram. É impressionante a semelhança entre os atores que fazem o mesmo personagem no decorrer das décadas. Tanto os que já haviam aparecido quanto os novos.

Complicado mas nem tanto

Uma coisa que incomoda um pouco é a necessidade que o roteiro tem de explicar todas as relações e fatos que já ocorreram para que o espectador não se perca. Em partes isso é algo bom levando em consideração que a série exige 100% da sua atenção, mas ao longo dos episódios pode irritar um pouquinho aqueles que conseguem se manter concentrados.

Na segunda temporada, o jovem Jonas, depois de trocar de lugar com seu “eu” do futuro, começa a desvendar alguns mistérios que ficaram em aberto, e como já é característico da série, você vai se surpreender com os plot twist escolhidos como narrativa.

Prepare-se para ainda mais explosões de cabeças conforme os parentescos vão se revelando. Muitos gritos no sofá quando a história começa a dar uma de Game of Thrones com relações incestuosas (só que aqui eles não sabem) ou quando algum personagem descobre que ele é filho do filho dele, mãe dela mesma, namorado da tia, etc. É bizarro, mas por ser bizarro é que tudo fica tão legal, você nunca sabe o que pode acontecer para te surpreender.

Alguns personagens fazem muita falta na temporada dois, como o Ulrich por exemplo, mas o afastamento dele abre oportunidades para outros brilharem, como as filhas da Charlotte, Hannah ou Katharina, por exemplo. Por falar em Hannah, prepare-se para sentir ainda mais raiva dela nessa segunda temporada.

Ainda tem mais por vir

Dark conseguiu inovar em um gênero amado e um pouco ultrapassado. O gancho deixado para a terceira (e até onde sabemos, ultima temporada) deixa um gosto amargo quando pensamos no rumo que essa história pode seguir. Ao que parece pretendem incrementar ainda mais no já dificultoso entendimento do roteiro.

Se você pretende começar a assistir Dark, esteja livre de sono, com bastante atenção, disposto a ver coisas bem bizarras e principalmente, se prepare para maratonar.

Dificilmente você usufruirá de tudo que a série tem para oferecer se não tiver tempo e disposição para assistir sem interrupções muito longas. As duas primeiras temporadas de Dark estão disponíveis na Netflix.

Dark esta em exibição na Netflix.

Watchmen

10

Nota

10.0/10

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