Connect with us

Livros

Crônicas Vampirescas | Autora Anne Rice confirma série de TV baseada na adaptação

Avatar

Published

on

Em seu perfil no Facebook a escritora Anne Rice, que conseguiu recuperar os direitos de sua obra, confirmou a adaptação dos livros Crônicas Vampirescas para uma série de TV. Ela afirma que a adaptação será como Game Of Thrones, em termos de fidelidade à obra literária.

Confira:

The theatrical rights to the Vampire Chronicles are once again in my hands, free and clear! I could not be more excited…

Posted by Anne Rice on Saturday, November 26, 2016

As Crônicas Vampirescas tiveram início em 1976, com o lançamento do livro Entrevista com o Vampiro, adaptado ao cinema em 1994 com um elenco de peso, Tom CruiseBrad Pitt, Antonio Banderas e Kirsten Dunst. Após o lançamento do primeiro livro seguiram: O Vampiro Lestat (1985), A Rainha dos Condenados (1988) – que também foi adaptado para o cinema em 2002 -, A História dos Ladrões de Corpos (1992), Memnoch (1995), O Vampiro Armand (1998), Merrick (2000), Sangue e Ouro (2001), A Fazenda Blackwood (2002), Cântico de Sangue (2003), Príncipe Lestat (2014) e Paraíso de Sangue, que será lançado em 2017.

Para mais informações, fiquem ligados no CDL 😉

Revisado por: Bruna Vieira.

Advertisement
Comments

HQs

Skript | História dos Quadrinhos voltou ao Catarse

A Editora Skript está trazendo História dos Quadrinhos: EUA para o Catarse!

Avatar

Published

on

A Editora Skript ouviu os pedidos dos fãs e voltou ao Catarse com o livro História dos Quadrinhos: EUA, escrito pelos pesquisadores Diego Moreau (coautor da HQ Bill Finger – A História Secreta do Cavaleiro das Trevas) e Laluña Machado (coorganizadora do Livro Mulheres & Quadrinhos).

Com o lançamento previsto para dezembro de 2020, o livro foi ampliado, de 300 para 500 páginas de papel offset e terá sua versão em capa dura. Não só isso como também ganhou um e-book complementar de 400 páginas!

História dos Quadrinhos: EUA é uma viagem no tempo, trazendo mais de 100 anos de histórias, curiosidades e muitas novidades. A obra trará toda história do mercado de HQs dos Estados Unidos, desde a Era de Platina (com o surgimento do Yellow Kid) até a Era Moderna (no começo do século XXI).

O livro está com preço promocional de R$ 59,00, além de outras recompensas, brindes e combos.

Se interessou pela obra? Você pode conhecer mais sobre a campanha e adquirir sua obra clicando aqui.

Continue Reading

HQs

Resenha | O Árabe do Futuro

“Uma análise antropológica autobiográfica do mundo árabe”

Mylla Martins de Lima

Published

on

O Árabe do Futuro – Uma Juventude no Oriente Médio é um relato da vida do autor Riad Sattouf. O livro veio para o Brasil em 2015 pela editora Intrínseca no formato de grafic novel, bem descontraída e fluida.

O Árabe do Futuro: Uma juventude no Oriente Médio (1978 - 1984 ...

Neste primeiro volume da série, que atualmente conta com quatro exemplares, o autor apresenta os conflitos do Oriente Médio na década de 70 e início de 80, enquanto explica a trajetória de sua família entre a França, Líbia e Síria. Seu pai e sua mãe se conheceram em Sorbonne, uma das melhores universidades do mundo, localizada em Paris. Mas foi no ano de 1978 que nasceu Riad, autor da obra, parte árabe e parte bretão.

O Árabe do Futuro: Uma juventude no Oriente Médio (1978 - 1984 ...

A história se concentra no pai de Riad, um homem idealista que acreditava no dia em que todos os árabes frequentariam a escola obrigatoriamente e, por isso, tornariam seus países uma grande potência mundial. Vindo de um vilarejo muito humilde, ele é o único letrado da família, pois viaja para a Europa e conclui seu doutorado. Orgulhoso, deixa claro desde o início que a educação é a única que pode salvar e libertar o seu povo.

Apesar de se reconhecer como alguém moderno, não é bem isso que acompanhamos durante a saga. O pai de Riad deixa suas raízes falarem mais alto e entra em contradição diversas vezes, mostradas das formas mais engraçadas através do olhar inocente do pequeno Riad, que tinha apenas 3 anos. Sua força de vontade na busca pela libertação era tão grande, que vai para Líbia em pleno regime de Kadafi para ser professor universitário, levando sua esposa e seu filho para toda aquela loucura.

O Árabe do Futuro 2” | Riad Sattouf | deusmelivro

O choque de cultura é um dos assuntos mais importantes da trama. É interessante ler o quadrinho com lentes livres do preconceito, sabendo que a história diverge muito dos hábitos ocidentais. Costumes peculiares são tidos como usual, mesmo que pesados.

A guerra no Oriente Médio, por exemplo, trouxe a intriga entre árabes e judeus, e o segundo grupo é frequentemente citado e amaldiçoado durante a narrativa. Em meio ao pesadelo vivido dia após dia pela população, chega a ser difícil se ater aos olhares críticos em situações desumanas que são tratadas com toda naturalidade pelos personagens árabes. Segure a emoção e continue a leitura.

Revivendo o passado através de O árabe do futuro - Editora Intrínseca

A ideia de organizar a localização através das cores foi incrível! Enquanto a família está na França, todo cenário é tingido de azul, a paisagem da Líbia ganha tons de amarelo, enquanto o dia a dia da Síria aparece como vermelho. Os personagens levam um traço simples ,mas isso não é incômodo algum, pois a história é extremamente cativante, ágil e coberta por um humor super ácido.

Para quem é leigo, o foco não está na contextualização da parte histórica, e desenvolver toda a complexidade do mundo árabe no século XX não foi a motivação do quadrinho. A HQ se ateve à relatar a reviravolta da vida de um menino de 3 anos, que não sabia bem o que estava acontecendo, a perspectiva de uma criança sobre tudo o que acontecia. Além disso, a obra proporciona momentos hilários e também traz reflexão em diversos quadros.

O árabe do futuro proporcionou a Riad Sattouf dois prêmios principais do Festival Internacional de Quadrinhos de Angoulême, na França.

Continue Reading

Resenha

The Outsiders – Vidas Sem Rumo

“Quer saber de uma coisa? A vida é dura para todo mundo”

Paulo H. S. Pirasol

Published

on

CAPA OUTSIDERS

The Outsiders – Vidas Sem Rumo é um livro escrito pela autora S. E. Hinton publicado pela primeira vez em 1967 pela Viking Press, ganhando uma adaptação para o Cinema em 1983 pelo diretor Francis Ford Coppola (Poderoso Chefão e Apocalypse Now). A editora Intrínseca retornou o livro às livrarias brasileiras em abril com tradução de Ana Guadalupe. Ele foi impresso em edição de luxo, com capa dura, pintura trilateral, tradução e projeto gráfico inéditos, contendo também uma carta da autora e um prefácio de Ana Maria Bahiana (jornalista e crítica de cinema), além de uma entrevista com a autora e uma seção dedicada aos bastidores do filme.

Em 1988, Hinton foi agraciada na primeira edição do Margaret A. Edwards Award, prêmio da American Library Association dedicado às obras voltadas ao público jovem.

Susan Eloise Hinton, nasceu em Tulsa, Oklahoma. Tinha quinze anos quando começou a escrever o livro. A maior parte dele escreveu aos dezesseis, em seu último ano na escola. O livro foi publicado em 1967, causando um tremendo sucesso e dando voz à juventude.

O clássico conta sobre a rivalidade de duas gangues, formadas por jovens, na cidade de Tulsa, em Oklahoma. Nosso narrador e protogonista pertence ao lado dos Greasers, que se opunham contra os Socs.

“— Eu sou um Greaser — começou a cantar Sodapop. — Sou delinquente, sou bandido. Sujo o nome da cidade. Dou porrada. Roubo posto. Sou uma ameaça pra sociedade. E, cara, é bom demais!”

Greaser é um termo pejorativo para se referir a uma cultura estadunidense de trabalhadores pobres marginalizados. Esta etimologia é a base do conflito que existe entre as gangues. Greaser contra Soc não se difere da classe trabalhadora contra a consumista, sendo os dois grupos representantes de um grande extremo de cada.

Para esta juventude, a identidade vai além do visual, é uma questão de “Onde tu vem? A qual família tu pertence? Com quem tu andas?” Definições que estão referentes ao declínio do individualismo nas sociedades em massa, quando o ser se apaga para dar nome e imagem a sua tribo, mesmo ela sendo uma Tribo Urbana.

O surgimento dos Greasers se passa um pouco depois da Segunda Guerra Mundial, quando temos mais uma enfatização extrema do conflitos entre tribos opostas, do orgulho pela identidade e da revolta contra a diferença. A primeira coisa que chama atenção na obra é repararmos que até mesmo crianças nascem e morrem batalhando nesta crise conflituosa.

Existem várias obras que abordam este contexto de criação de diferentes grupos pós-guerra, mas geralmente seus personagens são adultos mais velhos. Em The Outsiders – Vidas Sem Rumo, acompanhamos a vida de Ponyboy, um moleque de quatorze anos, meio mirrado e bastante inteligente, o mais novo Greaser entre os irmãos e o grupo de amigos. Depois da morte dos seus pais, ele passou a conviver apenas com o irmão Sodapop, dezesseis anos, e Darrel, vinte anos.

Tantos os irmãos quanto os outros membros do grupo têm suas características muito bem apresentadas e trabalhadas durante toda narrativa, até mesmo os Soc’s. A autora se preocupa em mostrar que por trás de todo esse uniforme existe uma identidade única em cada individuo. Ela não torna a individualidade o grito da obra, pois está mais concentrada em dizer quem eles são incluindo o uniforme, a convivência de suas diferenças relacionadas numa identidade geral. Ela aborda o todo.

“Naquela hora eu entendi tudo. Soda brigava por diversão, Steve, por raiva, Darry, por orgulho, Two-Bit, para ser igual aos outros. Por que eu brigo?, pensei, e não consegui encontrar nenhum bom motivo.”

Empatia devido a dor

Este ‘conheça a ti mesmo’ na obra só é abordado depois que nos acostumamos com a identidade das gangues. De início, a narrativa te coloca conectado àquele mundo mostrando a violência que as gangues causam entre si, nos instigando a temer quando ambos se encontram ou esperar provocações quando um se refere ao outro. Leva tempo para entendermos que um Soc também tem nome e emoções; e que um Greaser ser cruel não é tão comum quanto parece.

Depois que somos guiados lentamente e cuidadosamente nesta visão mais detalhada do que é um grupo, a composição de pessoas que ali convivem, e que todas possuem suas próprias identidades, somos confrontados a descobrir detalhes tão profundos delas que nem mesmo outros personagens sabiam.

E logo após este choque de olhar para um quadro e enxergar pontinhos, de avistar um grupo em que os membros se vestem parecido tanto nas roupas quanto no penteado e conseguir perceber o sentimento de cada um, nossa visão tribal começa a morrer. Passamos a deixar de enxergar que é uma gangue com imagem, identidade e reputação e vemos personagem por personagem, pessoa por pessoa, dor por dor.

“Quer saber de uma coisa? — Ela me encarou. — A vida é dura para todo mundo”

Um fator arriscado, mas que foi muito bem executado na narrativa, é do narrador ser o Ponyboy. Este menino mais novo coberto de entusiamo pela admiração e amor que tem pela gangue tem um desenvolvimento excelente que acompanha tanto o personagem quanto o narrador. Não conseguimos enxergar a autora, apenas o Ponyboy e, junto dele, nós crescemos esta visão que possibilita enxergar a dor que cada um carrega atrás do uniforme. Mesmo o protagonista, que é membro da gangue, mostra que tem muito a aprender sobre reconhecer a identidade de cada um ali, o que nos ajuda em muito como leitor a ter o mesmo tipo de aprendizado.

“No fim das contas os Socs eram só caras normais. A vida era dura para todo mundo, mas era melhor assim. Assim você sabia que o outro cara também era um ser humano”

A conclusão da história consegue ser ainda mais forte de tudo que foi apresentado. Com leveza, o livro cumpre com tudo que propôs ao chamar a atenção do leitor. O ponto mais alto é que ele desenvolve tanto o leitor. Durante a leitura — mesmo que iniciada e finalizada num único dia — o leitor passa a observar os personagens, as gangues e todo aquele mundo de forma diferente, e quando se dá conta, tanto o personagem quanto o leitor estão diferentes.

Francis Ford Coppola

Em 1980, meses depois da árdua produção e lançamento de Apocalypse Now, uma carta chega nas mãos de Coppola, diretor do acalmado Poderoso Chefão. Junto da carta vinha uma edição de bolso de The Outsiders e uma missiva curta com 301 assinaturas: trezentas de alunos e uma de Jo Ellen Misakin, bibliotecária de uma escola no interior da Califórnia.

A edição de luxo que a Intrínseca apresenta tem esta carta e a reação de Coppola em seu prefácio. Assim que terminaram as filmagens de O Fundo do Coração, Coppola deu início a The Outsiders, que no Brasil ganhou o título Vidas sem rumo. O diretor trouxe a autora para o set para trabalhar com ele na versão final do roteiro, ao mesmo tempo que escrevia O Selvagem da Motocicleta, outro do mesmo gênero.

Coppola infelizmente parece não dar muita conta em adaptar a obra literária para o audiovisual; seus planos são quase sempre bastante abertos, provavelmente pela quantidade de personagens que quer apresentar visualmente, mas acaba perdendo a atenção na concentração que devemos ter ao drama de cada personagem. Quando tenta fechar o plano, movimentando a câmera num ar que indica que agora devemos dar atenção ao diálogo, os atores – mesmo que muito bons – não conseguem acompanhar esta direção e acabam deixando o clímax passar antes mesmo do enquadramento se encontrar.

São raros os momentos em que o filme acerta em dar atenção ao que os personagens dizem, as partes em que consegue enfatizar certa situação são nos momentos violentos; estes conseguem ter muita atenção e até dividi-la com o que os personagens tem a dizer, aí conseguimos achar o drama.

Parece que o diretor teve uma preocupação maior em se perguntar “Como posso mostrar esta história?”, do que em “Como contar?”. Os personagens também são frutos desta característica de composição, tem uma força e ânimo tão de acordo com o fato de serem jovens que não possuem nenhuma pausa em suas palavras, e elas saem como se fossem nada; o filme mostra muito bem que são jovens, mas não que são jovens que precisam ser ouvidos.

Este problema está sempre ligado ao fato de acreditar que uma boa adaptação basta em deixar a história ser contada. É preciso ter a noção de que são meios de comunicações diferentes, portanto torna-se necessária uma estratégia bem elaborada, o que faltou no filme. Fora isto, a importância da criação de uma adaptação para o Cinema começa quando um diretor experiente se interessa e decide trabalhar numa história de gangues em que os personagens são jovens.

A história influência escolhas

É esta atenção que The Outsiders: Vidas Sem Rumo consegue de qualquer um. Sua grandiosidade mostra que até mesmo alguém com nome de peso, no Cinema, pode sofrer dificuldades em recontar a obra, mesmo quando entendem a necessidade de mostrá-la.

Ajudar os jovens a se encontrarem e a poderem ser capazes de enxergar os outros ao seu redor, e melhor ainda, ajudar àqueles de fora a saberem que esta juventude está além de uma generalização básica, é o primeiro passo para que ela permaneça dourada.

Permaneça dourado, Ponyboy.

Continue Reading

Parceiros Editorias