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Livros

“Dama de paus”, de Eliana Cardoso, é a obra vencedora da 3ª Edição do Prêmio Kindle de Literatura

Mais de 1.500 livros foram submetidos usando o Kindle Direct Publishing (KDP), ferramenta online de autopublicação da Amazon.
Obra será publicado em versão impresa pela Editora Nova Fronteira e autora receberá prêmio de R$ 30.000

Monique Levy

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A Amazon e a Editora Nova Fronteira anunciaram que “Dama de paus”, de Eliana Cardoso, venceu a terceira edição do Prêmio Kindle de Literatura. O título, publicado pelo Kindle Direct Publishing (KDP), ferramenta online de autopublicação da Amazon, terá uma versão impressa pela Editora Nova Fronteira e a autora receberá um prêmio de R$ 30.000. O anúncio foi realizado na manhã de terça-feira (26) em uma cerimônia com as equipes da Amazon, da Nova Fronteira e membros do juri, além da autora vencedora e os outros finalistas.

A obra vencedora concorreu com outros 1.500 livros, incluindo os outros finalistas desta edição do prêmio: “O registro”, por Bruno Loureiro Mahé, “O Som no Fim do Túnel”, por N. R. Melo, “Terra sem males”, por Maria José Silveira, e “Três luas de verão e uma figueira encantada”, por Maria de Regino. Os vencedores, finalistas e outros títulos participantes do prêmio estão disponíveis para venda na Loja Kindle e disponíveis gratuitamente para assinantes do Kindle Unlimited. De 26 de fevereiro a 5 de março, leitores poderão comprar com desconto de 50% as obras vencedoras e finalistas das edições anteriores, disponíveis em www.premiokindle.com.br.

“Dama de paus” conta a saga de Damiana, que, ao retornar do velório da neta, intercala sua história e de suas filhas com a leitura do testamento e com uma conversa alheia que ouve pela porta entreaberta do seu quarto. Nela, quatro mulheres comentam um crime ocorrido três anos antes. Ao final, segredos vêm à tona e revelam a verdade sobre o que parecia ser um crime de honra à moda antiga. “O Prêmio Kindle de Literatura da Amazon combina a alegria de ver reconhecido meu trabalho como romancista e a possibilidade de assumir com confiança o controle de minha profissão de escritora, através da autopublicação”, disse Eliana Cardoso, que já possui dois romances publicados por uma grande editora, sendo um deles – “Bonecas russas” – finalista do Prêmio São Paulo de Literatura em 2015.

De 15 de agosto a 15 de outubro, mais de 1.200 autores utilizaram o KDP (kdp.amazon.com.br) para publicarem por conta própria seus livros para participar da premiação. O vencedor foi avaliado em diversos critérios, como criatividade, originalidade, qualidade de escrita e viabilidade comercial, por um painel de jurados qualificados e especialistas editoriais, incluindo o membro da ABL Antonio Carlos Secchin e a jornalista, escritora e doutora em literatura Sonia Rodrigues. Na visão de Sonia,”a qualidade dos participantes do Prêmio Kindle de Literatura mostra que, se depender dos que fazem literatura nesse país, o Brasil está em plena evolução”. 

“É fantástico ver o sucesso do Prêmio Kindle de Literatura crescer ano após ano. O grupo diverso de finalistas desta edição, que inclui escritores veteranos e novos talentos, demonstra como o KDP e o próprio prêmio são ótimas alternativas de publicação para todos os autores,” comentou Talita Taliberti, gerente de Kindle Direct Publishing na Amazon.com.br. “É um prazer ajudar a descobrir novos talentos e destacar esses grandes trabalhos, contribuindo para o melhor da literatura contemporânea brasileira”, acrescentou.

“A cada edição do Prêmio Kindle de Literatura ficamos mais felizes com essa parceria tão frutífera com a Amazon, que tem revelado obras da mais alta qualidade literária e potência criativa”, disse Janaina Senna, editora de literatura nacional da Nova Fronteira.

“Dama de paus é exemplo superior de um texto que, com aparente simplicidade, exibe técnica sofisticada, no contraponto discursivo entre a narradora Damiana e quatro outras personagens femininas, sob a sombra de duas mortes mal esclarecidas que povoam de ponta a ponta o romance”, elogiou o membro do júri Antonio Carlos Secchin. “Eliana Cardoso demonstra grande mestria na alternância de planos espaciais e temporais do relato, numa linguagem despojada a serviço de um enredo extremamente bem urdido, onde a única certeza é a persistência da dúvida”, completou.

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