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DC pede proteção policial após artistas do Superman serem ameaçados de morte

Editora DC Comics pediu proteção aos artistas e ao próprio estúdio após ameaças de grupos conservadores.

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Após a editora DC Comics publicar um quadrinho que o filho do Superman assumia de vez a sua bissexualidade, isso levou uma onda de ódio que está tendo consequências no mundo real.

Segundo o site TMZ, a DC Comics pediu proteção a polícia de Los Angeles para os criadores do quadrinho em que Jon Kent (filho do Superman Clark Kent) assumia sua bixessualidade após grupos conservadores e de ódio na internet promoverem um verdadeiro caça às bruxas contra o quadrinho.

Os policiais estão fazendo patrulhas constantes na casa dos funcionários que estão atualmente produzindo o quadrinho para a DC Comics, a reação da polícia vem após estes grupos não só criticarem a publicação da editora como inclusive ameaçar os criadores e membros da produção do quadrinho de morte.

A DC Comics recebeu também inúmeras queixas contra a publicação do quadrinho. A DC então pediu a polícia proteção extra para os funcionários bem como para a própria editora. Apesar das ameaças até o momento não terem sido concretizadas, os policias tratam tudo com muita cautela.

No Brasil, grupos conservadores também se mobilizaram contra o quadrinho, alegando que ele feria a família tradicional (conceito conservador de que família é apenas composta entre um homem e uma mulher e que qualquer outra configuração não é família para os que acreditam nesta ideologia fundamentalista religiosa).

Um jogador de vôlei, Mauricio Souza fez uma postagem à qual critica o quadrinho, após a postagem o jogador foi demitido do time de vôlei que atuava após pressão dos patrocinadores e não deve mais ser convocado para a seleção brasileira. Os grupos que apoiam tal ideologia são conservadores, células neonazistas, religiosos entre outros.

Segundo a Folha após a eleição de 2018 no Brasil, o país apresentou uma escalada de grupos neonazistas, 2015 a maio de 2021, células neonazistas cresceram de 75 para 530, segundo monitoramento feito pela antropóloga Adriana Dias.

O quadrinho é um sucesso para a DC Comics que já encomendou uma nova edição.

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