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7 filmes para ver a vida com uma perspectiva diferente

Graziele Fontes

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Há muitos filmes para assistir e, provavelmente, que são capazes de nos fazer chorar até desidratar, e, pensando nisso, resolvi fazer uma singela lista de filmes que me passaram uma mensagem muito importante, por isso, venho aqui falar sobre eles, sem fazer spoiler é claro.

Chocolate

Isso mesmo, o filme se chama Chocolate e não tem nada a ver com a versão representada por Johnny Depp.

Eu estou me referindo ao filme Francês, dirigido por Rafael Padilha e é interpretado brilhantemente por ninguém menos que Omar Sy (Os Intocáveis). O filme explora a vida de um ex-escravo na época de 1865 até 1917. Chocolate se tornou o primeiro circense negro e que esteve em ascensão como palhaço de toda a história. Desde o princípio, vemos que o palhaço chocolate é chacota do público. Afinal, as pessoas riam porque um branco estava batendo em um negro em público. Na verdade, embora ele seja um ex-escravo, no seu trabalho, ou seja, nos palcos, ele ainda era tratado como um.  Entretanto, ele tentou lutar contra as pessoas que o tratavam como um escravo idiota e, mesmo tendo algumas atitudes erradas e até egoístas, ele não conseguiu mostrar às pessoas do que realmente era capaz.

Esta é uma biografia independente e que merece ser vista. Com uma pitada de humor durante o filme, a gente sente raiva pelas coisas que acontece a Chocolate. Vale muito a pena assistir e se emocionar do início ao fim com esta história de superação.

 

Rudderless (Força Para Viver)

O diretor William H. Macy (Fargo) nos mostra o universo de um pai que, após a perda dramática de seu filho, encontra forças através das composições deixadas por ele. Rudderless mostra um outro ângulo do luto, onde a música pode mostrar o que realmente as pessoas são e o que elas sentem, além de transformar quem as escutam.

O filme conta a história de Sam (Billy Crudup), que após um sucesso no trabalho, liga para o filho Josh (Miles Heizer), um jovem universitário que gasta suas horas compondo e gravando suas canções. O furo no encontro é interrompido por uma notícia na TV, que mostra um tiroteio na universidade, onde seu filho se encontrava entre as vítimas. Abalado, Sam não consegue mais retomar sua rotina e após dois anos do ocorrido, se vê morando em um barco e trabalhando como pintor em uma casa, vivendo o tempo todo embriagado, afinal, esta havia sido a única forma que encontrara para viver o luto. A trama começa quando a Mãe de Josh, Emily (Felicita Huffman) entrega a Sam algumas coisas deixadas por Josh, entre elas suas gravações. Sam as escuta e decide tocá-las, mas é ouvido por Quentin (Anton Yelchin), que insiste para tocar as músicas que pensa ele que são de Sam. A partir daí eles montam uma banda (Rudderless). Só no final que vamos entender o que acontece e ele te pega desprevenido, pois é quando nos damos conta que as letras de músicas deixadas por Josh, na verdade são, desabafos e revoltas. É um filme que vai te abalar e, recomendo, que o assista com pelo menos, duas caixinhas de lenços do lado.

O Jogo da Imitação

O Jogo da Imitação (The Imitation Game, nome original) conta a história de Alan Turing, matemático, cientista da computação e criador da chamada “Máquina de Turing” – um dispositivo gigantesco, repleto de fios, cabos e bobinas – responsável por decodificar mensagens criptografadas. Com essa máquina, Turing e um grupo de especialistas da época foram capazes de interceptar as mensagens trocadas pelos alemães em plena 2° Guerra Mundial. Com esses códigos em mãos, eles sabiam qual seria o próximo passo dado pelos nazistas, quais cidades ou frotas marítimas seriam bombardeadas, quais eram suas posições e planos. Estima-se que a invenção de Turing tenha reduzido em pelo menos 2 anos a duração da guerra. E salvado milhões de vidas.

Mas Turing tinha um problema pessoal que poucas pessoas não entendiam. Sua sexualidade e, até hoje, ninguém entende muito bem a sua morte. Turing foi representado lindamente por ninguém menos que Benedict Cumberbatch e com certeza, te fará chorar que nem uma criança.

O Mínimo Para Viver

Este é um filme polêmico e, muitas vezes, angustiante. Conta a história de Ellen (Lilly Collins) uma jovem que tem distúrbios alimentares. Ela é anoréxica e no filme já damos de cara com a personagem em estado crítico. Embora eu tenha esperado um pouco mais de participação de alguns personagens, o filme é tocante e preocupante. Ele nos mostra como nós podemos nos perder psicologicamente sem sequer percebermos. O filme traz uma realidade que poucas pessoas se preocupam e é sequer comentado.

Ellen é uma adolescente inteligente, com ideias interessantes, mas com muitos problemas familiares mal resolvidos. Ela se sente culpada por inúmeras coisas que aconteceram e, muitas vezes, a família não a ajuda, simplesmente a afunda mais no fundo do poço.

Esse não é um filme que vai te fazer chorar de alegria, porque ele não é bonito de se ver, mas é essencial na sua vida.

A Teoria de Tudo

Ah, o que falar desse filme? Esse é, sem dúvida, um dos filmes que mais me marcaram. Baseado no livro de Jane Hawking, que conta a vida do físico que enganou a medicina com sua vida que tinha data de validade, Stephen Hawking.

O filme narra a vida do cientista Stephen Hawking, responsável pela teoria sobre buracos negros e portador de esclerose lateral amiotrófica, que o confinou a uma cadeira de rodas e a uma expectativa de vida de dois anos, quando ainda era jovem. O ator Eddie Redmayne (Os Miseráveis) está absolutamente impecável no papel do protagonista. Ele passa a maior parte do filme mudo, por conta da evolução da doença do personagem, mas adota um repertório de trejeitos e postura (a maneira como ele – não – sustenta o ombro torto, por exemplo) incrivelmente semelhantes aos de Hawking – o resultado é um registro quase que documental sobre o biografado.

O espaço entre nós

Todo mundo sabe que a Nasa está tentando tornar Marte a nova terra e, em uma incursão de uma nova equipe ao planeta, algo inesperado acontece; uma astronauta viaja sem saber que está grávida e, no caminho até marte, descobre a gravidez que passa ser um grande problema, pois a gravidade pode prejudicar a evolução de um feto e, consequentemente, poderiam perder mãe e bebê. Incrivelmente, como descobrem quando eles já estão muito longe da terra, eles incubiram a mãe a fazer a escolha. Continuar a viagem e tentar ter o filho durante o percurso até Marte correndo o risco de nenhum deles sobreviverem, ou voltar para a terra, pois ainda dá tempo de salvar a ambos?

E, então nasce Gardner Elliot, interpretado por Asa Butterfield, dentro do planeta vermelho, alguns anos se passam, com ele já um adolescente com muitas vontades e um gênio da tecnologia, mas o mais incrível, ninguém sabia de sua existência e, as escondidas, ele se comunica com uma adolescente da terra pela internet. Todas as pessoas que o conhecem acham que é um milagre Gardner estar vivo, pois nenhuma criança resistiria à gravidade.

O adolescente tem muita vontade de conhecer a terra, saber mais sobre sua mãe e conhecer o pai, que até então é desconhecido. E então ele vai para a terra e a aventura começa. Como ele vai sobreviver com todos os problemas de saúde no meio do caminho?

O filme tem algo clichê e, ao mesmo tempo, que surpreende em alguns aspectos.

Voando Alto

Confesso que decidi assistir a este filme porque tem Hugh Jackman no elenco e não esperava que fosse me fisgar tanto. O filme é baseado em fatos reais e conta a superação de Eddie Edwards (Taron Egerton), o esquiador britânico que se tornou uma sensação na mídia em 1988, durante os Jogos Olímpicos de Inverno de Calgary, no Canadá.

Logo no começo, somos apresentados a Eddie Edwards, ainda criança, que sonha em participar dos jogos olímpicos. E, embora Eddie tivesse problemas no joelho, ele não perdia a esperança. Com o tempo, ele foi se recuperando e seu sonho de participar das olimpíadas só aumentavam. As pessoas não acreditavam nele, nem seus pais davam apoio. Ainda assim, a paixão pelas Olimpíadas fez com que ele tentasse todo tipo de esporte. Eddie não queria ganhar uma medalha, mas simplesmente participar do evento. Até que, após ser dispensado da equipe de esqui, percebeu que teria uma chance na categoria de salto sobre esqui, já que a Grã-Bretanha não possuía uma equipe no esporte há décadas. Para conseguir a tão sonhada vaga nos Jogos Olímpicos de 1988, ele conta com a ajuda de Bronson Peary (Hugh Jackman), um ex-esportista que enfrentou problemas de disciplina em sua época de atleta.

Esta é uma história de superação. Eddie com sua inocência, sofrendo a negação das pessoas, ele não desistiu do seu sonho, mesmo quando o universo dizia para desistir.

E você, qual filme te fez ver a vida de uma perspectiva diferente? Conte para nós.

Graziele Fontes
Escritora e devoradora de livros seja ficção, comédia, fantasia e muitos outros gêneros, o importante é a história prender sua atenção.
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