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Disney apresenta protagonismo feminino em suas estreias de 2019!

Quando a Disney apresentou sua a primeira princesa negra em 2009, tornou-se algo muito relevante no universo infantil, além de uma grande expectativa na visualização de futuras “ Tianas” no universo.

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O ano está cheio de novidades e a Disney fez questão de fazer uma manutenção das grandes diferenças que se estabelecem entre homens e mulheres relativas à sua inclusão e  promete um  ano cheio de protagonismo feminino em suas estreias de 2019!

Hoje existe uma compreensão sobre a importância da representatividade em todos os meios culturais, em especial nas produções de entretenimento, e sua grande influência na infância. Isso porque existe um processo de construção e  identificação na fase da vida, onde na maioria da vezes a cinematográfica acaba tendo um grande impacto.

Quando a Disney apresentou sua a primeira princesa negra em 2009, tornou-se algo muito relevante no universo infantil, além de uma grande expectativa na visualização de futuras “ Tianas” no universo.

Atualmente podemos visualizar animações com protagonistas, meninas e mulheres, dotadas de habilidades, valores e responsabilidades geralmente conferidas aos heróis e príncipes. Elas são protagonista de suas própria história! Elas são fortes, lutam pelo o que acreditam, enfrentam dificuldade, inimigos e não precisam ser resgatadas.

De acordo com o CEO da Disney, cerca de 40% dos próximos filmes serão dirigidos por mulheres. Confira alguns filmes com protagonismo feminino que já foram lançados recentemente e outros que serão lançados ainda neste ano:

Vanellope

No primeiro filme, Vanellope von Schweetz é colocada com uma das principais personagens em Detona Ralph, sendo apresentada como um “bug” em um jogo de corrida e que precisa lidar com questões do bullying durante a trama.

Já na continuação da franquia denominada “ Wi-Fi Ralph” Vanellope vai ganhar mais destaque, junto com questões importante relacionada a igualdade de gênero e poder de fala da figura feminina, algumas mostradas no trailer. Ela e Ralph vão buscar um meio de salvar o mundo virtual “Corrida Doce”, além de  adentrar na internet e conhecem presenças femininas importantes para a história da corredora/princesa. O filme teve sua estréia no dia 3 janeiro deste ano.

Capitã Marvel

Com um grande lançamento realizado ontem e um post de críticas sobre o filme. Carol Danvers (Brie Larson) ainda se destaca como um dos filmes mais esperados do início deste ano, cheio de trailers empolgantes, além de apresentar um uniforme digno da mulher que o compõem e não o contrário.

No filme, Carol é uma humana que trabalha no departamento  de Forças Aéreas e após uma explosão, acaba sendo transportada para o outro planeta. Enquanto tenta decifrar sua trajetória, ela terá que enfrentar vilões, cumprir missões e defender o mundo de uma possível guerra galáctica. O filme estreou nessa quinta- feira, dia 7 e já está em todos os cinemas. Não perca!

Kim Possible

O live-action será baseado na vida de Kimberly Ann Possible, intepretada por Sadie Stanley. Kim é  uma garota que mora com seus pais e que além de ter que lidar com suas vivências de adolescente, também é uma heroína que combate o crime na cidade de Middletown.  

O desenho animado foi exibido nos anos 2000 obtendo um enorme sucesso! O trailer está lindo e o lançamento está previsto para acontecer no canal da Disney Channel no dia 24 de março.

Malévola: A Mestra do Mal

É interessante notar a junção feita no primeiro filme. Houve uma percepção da história de Malévola (Angelina Jolie), narrada pela própria vilão.  Mostrando que, na verdade, o vilão é somente uma historia que não foi contada ou até mesmo um incompreendido pela sociedade. É intrigante descobrir os motivos pelos quais Malévola abandonou aquele ímpeto jovial e sonhador do início, além de destacar mais uma vez a quebra nas regras do “ viveram felizes para sempre”, príncipes e beijos encantados.

Nessa segunda fase, o live action dos contos de fada da Disney,  vai destacar a relação entre Malévola e a princesa Aurora (Elle Fanning). Juntas, vão ter que enfrentar obstáculos e muito conflitos envolvendo a terra dos Moors e suas criaturas mágicas. O filme tem previsão para o dia 18 de Outubro. E enquanto Outubro não chega, assista esse incrível teaser da franquia.

Frozen 2

O primeiro filme do longa foi bem significativo no universo, com inúmeras situações e dilemas pessoais e familiares. O protagonismo já se diferencia quando são apresentadas duas princesas: Ana e Elsa. Com um grande destaque em Elsa , uma das melhores princesas já feitas pela Disney, representado a opressão, e questões internas e familiares.  A busca pela autoaceitação de seus poderes e um grande peso social ao seu redor em seu posto de rainha. Sua história vai muito mais além de um drama que gira em torno de um homem.

E na continuação do Filme, que inclusive já foi liberado o primeiro trailer, as princesas aparecem em apuros, tendo que enfrentar alguns obstáculos. Elsa, está tentando escapar de uma ilha com o auxílio de seus poderes,  enquanto Ana vai em resgate da irmã com ajuda de outros personagens. A estréia do filme está marcado para Novembro deste ano!

Rey

(protagonista da recente trilogia de Star Wars)

Conhecida pela sua participação como protagonista da recente trilogia do universo Star Wars, Rey é interpretada pela incrível Daisy Ridley . Seu personagem é destacado como uma mulher forte, persistente e corajosa que luta pelo bem da galáxia.

Rey aparece nos filmes O Despertar da Força, com uma trama basicamente envolvendo toda sua trajetória. Quando decide enfrentar O Lado Negro, Os Últimos JEDI, encontra Luke Skywalker e pede seus ensinamentos para entender o equilíbrio da Força e combater o mal. O último filme da trilogia será lançado em 19 de dezembro de 2019.

Vale ressaltar que esses não são os únicos lançamentos cheio de protagonismo feminino do universo, para saber mais sobre os lançamentos acessem o site da Disney.

Bióloga - UFSCar. 26 anos. Apaixonada pelo mundo Nerd. Se perde em páginas de livros. Busca sempre o empoderamentos das Mulheres, e lutar contra todos tipo de exclusão racial e social.

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Infiltrado na Klan e a responsabilidade branca a respeito do racismo

Descubra as metáforas da realidade trazidas no filme de Spike Lee.

Fernanda Fernandes

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É notável como o filme de Spike Lee retrata através de uma história real, os
diversos comportamentos das pessoas perante o racismo e a diversidade. Por conta
disso, neste texto – assim como feito ao usar um personagem de “Uma Mulher
Fantástica”
para identificar o meu lugar de fala dentro de uma realidade que não vivo –
acho válido ressaltar que é uma análise a partir do ponto de vista de uma mulher branca,
que se ofende com todos os ideais de supremacia pregados pela Ku Klux Klan, mas não
conhece na vivência as situações principais abordadas pelo longa-metragem.

Em “Infiltrado na Klan”, baseado no livro de mesmo nome e escrito pelo próprio
Ron Stallworth, mergulhamos na história do policial, vivido por John David
Washington, que, além de ter sido o primeiro policial negro da polícia de Colorado
Springs, se infiltrou na organização supremacista branca KKK no final dos anos 70. É
essencial perceber como o filme retrata a dualidade de Ron, não só como negro e
americano, mas como negro e policial e as situações de racismo velado vividas por ele.

Stallworth é movido de departamento em departamento, sabendo que o que ele
realmente queria era ser um detetive infiltrado, o que consegue ao ser escolhido para
cobrir um evento da União Estudantil Negra. Mais tarde, ao ser realocado para o
departamento de inteligência, Ron liga para um telefone de um anúncio da KKK e se
passa por uma pessoa branca com um discurso racista. Ao lado de Flip Zimmerman
(Adam Driver), que é judeu, se infiltra na Klan em busca de saber qual era o nível de
ameaça da organização. No final, Ron chega a ‘fazer amizade’ com David Duke
(Topher Grace), líder da KKK na época e descobre até mesmo soldados do exército dos
Estados Unidos que faziam parte da organização.

Um dos personagens mais incômodos é o Chefe Bridges (Robert John Burke)
justamente por como ele reproduz o racismo velado em alguns momentos, podemos
reparar que em aspectos mais explícitos e cruéis o personagem já carrega uma
desconstrução. No entanto, em momentos como quando ele critica Ron por não
conseguir se controlar perto de um policial extremamente racista e ao mandar Stallworth para ser o guarda-costas de David Duke, arriscando a operação dele e de Flip como
policiais infiltrados, Bridges mostra que todos somos racistas e, mesmo repudiando os
atos mais explícitos e as falas mais ofensivas, temos muito para aprender.

Agora, falando de Patrice (Laura Harrier), a presidente da União Estudantil
Negra, e Ron, os dois personagens trazem duas formas bastante válidas de ativismo e
luta pela igualdade. Patrice, através das manifestações, da união e do conhecimento e
Ron, por meio da quebra de barreiras e da ação. Uma lição a ser ouvida, a partir da
relação destes personagens, e que serve para todos os movimentos que lutam por
igualdade, é que ambos os tipos de ativismo precisam estar unidos e fazer a diferença
juntos.

“Power to all the people” é com toda certeza o lema deste filme e da nossa realidade para combater a brutalidade policial e o genocídio negro que é retratado diversas vezes no filme, trazido na figura do policial Landers (Frederick Weller), ao assediar Patrice enquanto levava Kwame Ture (Corey Hawkins), que tinha sido convidado para falar com a União Estudantil Negra, para o hotel.

Flip Zimmerman é a representação de uma pessoa oprimida tomando consciência da opressão e se sentindo perdido sobre como entender esta lógica e lutar contra isso. Para ele, assim como para Ron, com toda a certeza verbalizar e escutar todo o preconceito reproduzido pela KKK foi doloroso. Então, após um tempo infiltrado na KKK, Flip começa a pensar sobre ser judeu e como as pessoas que participam daquela organização querem machucar pessoas como ele. Este ponto leva Zimmerman a entender que o perigo está mais perto do que ele imaginava e, pior, essas pessoas se julgam pessoas boas, pacíficas e completamente normais.

Definitivamente o momento mais interessante do filme é a sequência de cenas em que vemos a cerimônia de iniciação da Klan protagonizada por David Duke na qual todos assistem o filme Birth of a Nation que faz uma apologia clara ao racismo, e uma palestra de Jerome Turner (Harry Belafonte) contando sobre o momento em que viu um colega ser injustamente condenado por um estupro e torturado pela população de maneiras inimagináveis. Mostrando duas narrativas completamente diferentes uma da outra, havendo ‘duas’ verdades como se pedisse para o espectador escolher um lado. Acontece que, a narrativa da Klan é visivelmente fundada em ideias rasas e um completo discurso de ódio. Enquanto, a narrativa de Turner pede justiça.

Uma coisa que a sociedade precisa engolir é que o racismo é um problema de total responsabilidade dos brancos, e já está na hora de pessoas brancas tomarem seus devidos lugares de fala e de escuta para fazer a sua parte na resolução e reparação histórica do preconceito. Qualquer movimento que pede justiça, seja lá de que forma peça, como os movimentos negros, movimentos feministas, movimentos contra a homofobia, não devem ser colocados na mesma balança que movimentos como a KKK.

Esta verdade nos leva a falar sobre David Duke e a tentativa de legitimar a supremacia da KKK a partir da tentativa de desvencilhar a organização daquelas pessoas que são ignorantes a ponto de não serem mais aceitas na sociedade. Isto é uma tentativa de reviver os ideais Klan e conseguir que a organização chegue a política. Obviamente, com um discurso supremacista mais leve Duke alcança mais pessoas, como aconteceu em 2017 com as marchas na Virginia e o lema “White Lives Matter” para rebater o movimento Black Lives Matter.

Foi justamente este discurso mais leve que colocou pessoas como Donald Trump e Jair Bolsonaro na liderança de um país, afinal, quando o culpado da sua situação é um alvo claro e você quer destruí-lo ao invés de resolver o seu problema individual, o ódio se torna a resposta. É inacreditável como muitas pessoas brancas ainda sentem a necessidade de preservar a herança delas, que nunca foi destruída, e reafirmar privilégios que sempre tiveram. Acredito que já fizemos isso por tempo demais. Chega.

Infiltrado na Klan esta disponível no Telecine.

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Diretor de The Batman vai desenvolver série sobre Gotham na HBO Max

Matt Reeves desenvolverá série de Gotham na HBO Max.

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Parece que o filme de Robert Pattinson terá mais conteúdo na HBO Max.

O diretor do filme Matt Reeves assinou com o serviço da WarnerMedia de streaming para desenvolver uma série policial que terá lugar no mesmo universo do seu filme The Batman.

A série ainda não tem um título, embora alguns o tenham chamado de Gotham Central, remetendo aos quadrinhos de procedimentos policiais dos escritores Ed Brubaker e Greg Rucka, e GCPD. De qualquer maneira, lidaria com detetives da polícia trabalhando na sombra de um vigilante muito parecido com um morcego.

A série também terá Jeffrey Wright no papel do detetive ou comissário de polícia James Gordon.

A HBO Max diz que a série será “ambientada no mundo que Reeves está criando para o longa-metragem do Batman e se baseará no exame da anatomia da corrupção em Gotham City, lançando finalmente um novo universo do Batman em várias plataformas. A série fornece uma oportunidade sem precedentes de ampliar o mundo estabelecido no filme e explorar ainda mais a miríade de personagens atraentes e complexos de Gotham”.

Porém não está claro se Pattison vai aparecer na série como Batman.

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#AnneFrank – Vidas Paralelas | “Um documentário extremamente necessário”

O documentário está disponível na Netflix.

Isabela Gomes

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Mais uma vez a Netflix, famoso serviço de streaming, trás um documentário valioso com uma enorme qualidade em fotografia, fatos, vídeos e narrativa. A obra dirigida por Sabina Fedeli e Anna Migotto estreada no dia primeiro deste mês aborda a terrível tragédia do holocausto com base no diário de Anne Frank que foi e é até hoje uma grande porta voz da Segunda Guerra Mundial e se tornou um exemplo de coragem e força para diversas pessoas, além também de ser entrelaçada com as histórias de cinco outras sobreviventes do regime nazista (Helga, Andra, Tatiana, Sarah e Arianna).

No documentário de importância histórica e sociocultural, Helen Mirren (vencedora do Oscar) não possui um papel como uma atriz, mas sim tem a função de narradora do diário de Anne que também se tornou um livro, ela se encontra no antigo quarto da jovem onde lê e demonstra maravilhosamente as emoções que a vítima poderia estar sentindo ao escrever.

O foco no filme inteiro que possui a duração de 1h e 34 min não possui a objetividade de traduzir o contexto da Segunda Guerra Mundial em viés militar do conflito, a alma do projeto é encima do material, marcas humanas de 5 idosas sobreviventes compartilhado suas experiências junto com a narrativa de Mirren. Ao contrário de outros filmes documentados existentes, #AnneFrank – Vidas Paralelas é grandiosamente simples e extremamente necessário.

Também é trazido uma grande visão de como as famílias das vítimas agem e pensam tendo a consciência de que sua vó ou mãe foi alvo de tanta desumanidade. É mostrado também uma jovem nos tempos atuais, vivida pela atriz Martina Gatti que faz uma viagem nos campos de concentração, nos memoriais do holocausto, na casa onde a família Frank se escondia, a mesma usa também uma suposta rede social para expressar a sua indignação com tudo que descobre ao longo da jornada. Esta ideia de colocar a atuação desta moça com a narrativa de Helen e as vozes das 5 idosas pode ter ganhado um rumo moderno para o filme, porém, não foi algo essencial que os telespectadores sentiriam falta.

Por ser um filme de categoria de documentário, com a despreocupação de transmitir a real maldade criada pelo antissemitismo é possível que as pessoas sintam um respeito mútuo pela história, até por que existem outras diversas famílias com algum ser humano afetado pelo holocausto, ou simplesmente com essa mancha em sua geração.

Provavelmente, se algum não admirador de Anne tomar a decisão de assisti-lo sua opinião terá grandes chances de ser mudada, pois nas partes selecionadas do diário para a narrativa é visível os ideias, a moral, a inteligência política e emocional, a dificuldade de uma pré-adolescente no meio do conflito e a esperança da jovem que possui grande voz e propriedade para falar até hoje da tragédia por meio de sua escrita, mesmo não estando mais entre nós.

Contudo, este trabalho pode ser determinado como o próprio testemunho humano o que é nada mais justo, ou seja, dar voz para que algumas pessoas representem as diversas mortes e vidas sofridas por milhares de outros seres humanos. O documentário teve como ideia a exibição dos reais sofrimentos e de como isso reverbera até hoje até em gerações atuais de famílias com este passado. O discurso de Helen é indispensável, enquanto que a colocação da jovem poderia ser facilmente descartada pela qualidade maravilhosa das falas das sobreviventes.

Assista ao trailer:

O documentário está disponível na Netflix.

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