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Disney processa ByteDance por IA que cria deepfakes de seus personagens

Disney envia notificação à ByteDance, dona do TikTok, acusando IA Seedance de usar personagens protegidos sem autorização para criar deepfakes.

Ed Rezende
Ed Rezende
Produtor, escritor nas horas vagas, administrador, editor e fundador do site CDL.

A indignação tomou conta de Hollywood após o lançamento do Seedance 2.0, a mais nova ferramenta de vídeo por inteligência artificial da ByteDance, dona do TikTok. O estopim foi um vídeo hiper-realista que viralizou nas redes sociais, mostrando os astros Brad Pitt e Tom Cruise em uma luta intensa, gerando debates sobre os limites éticos e legais da tecnologia.

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A gigante do entretenimento Disney não perdeu tempo e enviou uma notificação extrajudicial à ByteDance, acusando a empresa de usar uma “biblioteca pirateada” de seus personagens para treinar o modelo de IA. De acordo com os advogados da Disney, a plataforma trata propriedades intelectuais icônicas, de Star Wars a Marvel e Family Guy, como se fossem “clip art de domínio público gratuito”.

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“A apropriação indevida e generalizada da propriedade intelectual da Disney pela ByteDance é intencional, disseminada e totalmente inaceitável”, escreveram os representantes legais da empresa do Mickey Mouse.

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A reação da indústria foi imediata e contundente. A Human Artistry Campaign, coalizão que representa artistas e criadores, classificou o Seedance 2.0 como “um ataque a todos os criadores do mundo”, afirmando que “roubar o trabalho de criadores humanos na tentativa de substituí-los por conteúdo de baixa qualidade gerado por IA é destrutivo para a nossa cultura”.

A Motion Picture Association (MPA), que representa os principais estúdios de Hollywood, também se manifestou publicamente. Em comunicado oficial, a associação exigiu que a ByteDance “cesse imediatamente suas atividades ilegais“, destacando que o serviço de IA operou “sem salvaguardas significativas contra infrações” e desrespeitou leis de direitos autorais que protegem milhões de empregos americanos.

Tom Cruise IA

Esta não é a primeira vez que a Disney age para proteger seu valioso portfólio de propriedade intelectual no universo da inteligência artificial. Em dezembro do ano passado, a empresa enviou uma notificação semelhante ao Google, direcionada a ferramentas como Gemini, que estavam gerando sugestões e imagens com personagens protegidos.

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A postura agressiva da Disney reflete uma estratégia dupla: enquanto processa empresas que usam seu conteúdo sem autorização, a companhia também negocia acordos milionários com plataformas como a OpenAI, dona do gerador de vídeos Sora, demonstrando que o caminho pode ser o da colaboração, desde que com respeito aos direitos autorais.

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