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Ellen Pompeo, Nicole Kidman e mais: as atrizes mais bem pagas em 2019

Confira a lista completa! The Future os female!

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A revista Forbes revelou na última terça-feira (27) a lista de atrizes mais bem pagas de 2019, e alguns nomes surpreenderam – outros nem tanto, como o de Ellen Pompeo. Aparentemente, as mulheres estão cada vez mais determinadas a dominar o mundo empreendedor, e não apenas as telinhas de TV ou do cinema, hein?

Desde Scarlet, como Viúva Negra, à atrizes que se renderam para o lado dos negócios, como Reese Whiterspoon, a lista está para lá de interessante! Vale lembrar que, segundo a própria Forbes, as estimativas são baseadas em dados da Nielsen, ComScore, Box Office Mojo e IMDB. Dá só uma olhada!

  • SCARLETT JOHANSSON

Lucro: US $ 56 milhões

A atriz chegou a receber U$ 35 milhões com o sucesso “Vingadores: O Ultimato”, da Marvel. Mas, além disso, suas aparições em Black Widow também renderam bons frutos.

• SOFIA VERGARA

Lucro: US $ 44,1 milhões

Uma das estrelas de Modern Family, série de comédia norte-americana, também tem tido a conta bancária beeeem preenchida! Mas vale lembrar que a colombiana também é empresária e possui linhas pessoais de produtos.

• REESE WITHERSPOON

Lucro: US $ 34 milhões

Atriz, empresária e produtora estadunidense, Reese fez bem em trocar os papéis no cinema por séries, e tem feito bastante sucesso como Madeline Martha Mackenzie, em Big Little Lies. Porém, além disso, os negócios da empresária também tem rendido bastante com produções com a Apple TV, Hulu e Amazon Prime.

• NICOLE KIDMAN

Lucro: US $ 34 milhões

Assim como Reese, Nicole Kidman também tem assumido o lado das produções. Atuando por trás das telinhas na série de sucesso da HBO, Big Little Lies, a atriz e produtora australiana já prevê outros três projetos futuros.

• JENNIFER ANISTON

Lucro: US $ 28 milhões

Enquanto isso, a atriz Jennifer Aniston se divide em produzir e atuar. No último ano, ela chegou a montar vários projetos para a Netflix, tanto como estrela como produtora, e também ajudou a levar o “The Morning Show” para a Apple TV, ao lado de Reese Whiterspoon.

• KALEY CUOCO

Lucro: US $ 25 milhões

Após ter protagonizado a série The Big Bang Theory, Kaley migrou para o lado executivo dos programas e passou a produzir alguns materiais para a Warner Bros, como a série animada de Harley Quinn.

• ELISABETH MOSS

Lucro: US $ 24 milhões

A estrela de The Handmaid’s Tale conseguiu alcançar um patamar inimaginável: desde que iniciou seu papel como June, a atriz já participou de sete filmes entre 2018 e 2019.

• MARGOT ROBBIE

Lucro: US $ 23,5 milhões

Desde que começou a atuar como produtora e atriz do filme Birds of Prey, da DC, a carreira de Margot Robbie deu um salto. Além disso, a australiana também produziu uma nova série de TV / Hulu (Dollface).

• CHARLIZE THERON

LOS ANGELES, CA – JULY 24: Actress Charlize Theron attends the premiere of “Atomic Blonde” at The Theatre at Ace Hotel on July 24, 2017 in Los Angeles, California. (Photo by Jason LaVeris/FilmMagic)

Lucro: US $ 23 milhões

A estrela Charlize tem atuado como produtora e atriz de pelo menos dois grandes filmes: Bombshell e A Família Adams; produtora das séries Mindhunter Hyperdrive e ainda tem alguns filmes de sequência em produção, como Velozes e Furiosos 9 e Atômica 2.

• ELLEN POMPEO

Lucro: US $ 22 milhões

Além de ganhar o título de atriz mais bem paga da TV por sua atuação em Grey’s Anatomy, Ellen Pompeo também conseguiu um ganho extra ao entrar para a equipe de produção da série.

Estudante de Jornalismo e apaixonada por música, séries e filmes. 50% hobbit (altura, fome e sede por cerveja) e 50% trouxa - mas ainda acredito que a minha carta pra Hogwarts vai chegar.

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Infiltrado na Klan e a responsabilidade branca a respeito do racismo

Descubra as metáforas da realidade trazidas no filme de Spike Lee.

Fernanda Fernandes

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É notável como o filme de Spike Lee retrata através de uma história real, os
diversos comportamentos das pessoas perante o racismo e a diversidade. Por conta
disso, neste texto – assim como feito ao usar um personagem de “Uma Mulher
Fantástica”
para identificar o meu lugar de fala dentro de uma realidade que não vivo –
acho válido ressaltar que é uma análise a partir do ponto de vista de uma mulher branca,
que se ofende com todos os ideais de supremacia pregados pela Ku Klux Klan, mas não
conhece na vivência as situações principais abordadas pelo longa-metragem.

Em “Infiltrado na Klan”, baseado no livro de mesmo nome e escrito pelo próprio
Ron Stallworth, mergulhamos na história do policial, vivido por John David
Washington, que, além de ter sido o primeiro policial negro da polícia de Colorado
Springs, se infiltrou na organização supremacista branca KKK no final dos anos 70. É
essencial perceber como o filme retrata a dualidade de Ron, não só como negro e
americano, mas como negro e policial e as situações de racismo velado vividas por ele.

Stallworth é movido de departamento em departamento, sabendo que o que ele
realmente queria era ser um detetive infiltrado, o que consegue ao ser escolhido para
cobrir um evento da União Estudantil Negra. Mais tarde, ao ser realocado para o
departamento de inteligência, Ron liga para um telefone de um anúncio da KKK e se
passa por uma pessoa branca com um discurso racista. Ao lado de Flip Zimmerman
(Adam Driver), que é judeu, se infiltra na Klan em busca de saber qual era o nível de
ameaça da organização. No final, Ron chega a ‘fazer amizade’ com David Duke
(Topher Grace), líder da KKK na época e descobre até mesmo soldados do exército dos
Estados Unidos que faziam parte da organização.

Um dos personagens mais incômodos é o Chefe Bridges (Robert John Burke)
justamente por como ele reproduz o racismo velado em alguns momentos, podemos
reparar que em aspectos mais explícitos e cruéis o personagem já carrega uma
desconstrução. No entanto, em momentos como quando ele critica Ron por não
conseguir se controlar perto de um policial extremamente racista e ao mandar Stallworth para ser o guarda-costas de David Duke, arriscando a operação dele e de Flip como
policiais infiltrados, Bridges mostra que todos somos racistas e, mesmo repudiando os
atos mais explícitos e as falas mais ofensivas, temos muito para aprender.

Agora, falando de Patrice (Laura Harrier), a presidente da União Estudantil
Negra, e Ron, os dois personagens trazem duas formas bastante válidas de ativismo e
luta pela igualdade. Patrice, através das manifestações, da união e do conhecimento e
Ron, por meio da quebra de barreiras e da ação. Uma lição a ser ouvida, a partir da
relação destes personagens, e que serve para todos os movimentos que lutam por
igualdade, é que ambos os tipos de ativismo precisam estar unidos e fazer a diferença
juntos.

“Power to all the people” é com toda certeza o lema deste filme e da nossa realidade para combater a brutalidade policial e o genocídio negro que é retratado diversas vezes no filme, trazido na figura do policial Landers (Frederick Weller), ao assediar Patrice enquanto levava Kwame Ture (Corey Hawkins), que tinha sido convidado para falar com a União Estudantil Negra, para o hotel.

Flip Zimmerman é a representação de uma pessoa oprimida tomando consciência da opressão e se sentindo perdido sobre como entender esta lógica e lutar contra isso. Para ele, assim como para Ron, com toda a certeza verbalizar e escutar todo o preconceito reproduzido pela KKK foi doloroso. Então, após um tempo infiltrado na KKK, Flip começa a pensar sobre ser judeu e como as pessoas que participam daquela organização querem machucar pessoas como ele. Este ponto leva Zimmerman a entender que o perigo está mais perto do que ele imaginava e, pior, essas pessoas se julgam pessoas boas, pacíficas e completamente normais.

Definitivamente o momento mais interessante do filme é a sequência de cenas em que vemos a cerimônia de iniciação da Klan protagonizada por David Duke na qual todos assistem o filme Birth of a Nation que faz uma apologia clara ao racismo, e uma palestra de Jerome Turner (Harry Belafonte) contando sobre o momento em que viu um colega ser injustamente condenado por um estupro e torturado pela população de maneiras inimagináveis. Mostrando duas narrativas completamente diferentes uma da outra, havendo ‘duas’ verdades como se pedisse para o espectador escolher um lado. Acontece que, a narrativa da Klan é visivelmente fundada em ideias rasas e um completo discurso de ódio. Enquanto, a narrativa de Turner pede justiça.

Uma coisa que a sociedade precisa engolir é que o racismo é um problema de total responsabilidade dos brancos, e já está na hora de pessoas brancas tomarem seus devidos lugares de fala e de escuta para fazer a sua parte na resolução e reparação histórica do preconceito. Qualquer movimento que pede justiça, seja lá de que forma peça, como os movimentos negros, movimentos feministas, movimentos contra a homofobia, não devem ser colocados na mesma balança que movimentos como a KKK.

Esta verdade nos leva a falar sobre David Duke e a tentativa de legitimar a supremacia da KKK a partir da tentativa de desvencilhar a organização daquelas pessoas que são ignorantes a ponto de não serem mais aceitas na sociedade. Isto é uma tentativa de reviver os ideais Klan e conseguir que a organização chegue a política. Obviamente, com um discurso supremacista mais leve Duke alcança mais pessoas, como aconteceu em 2017 com as marchas na Virginia e o lema “White Lives Matter” para rebater o movimento Black Lives Matter.

Foi justamente este discurso mais leve que colocou pessoas como Donald Trump e Jair Bolsonaro na liderança de um país, afinal, quando o culpado da sua situação é um alvo claro e você quer destruí-lo ao invés de resolver o seu problema individual, o ódio se torna a resposta. É inacreditável como muitas pessoas brancas ainda sentem a necessidade de preservar a herança delas, que nunca foi destruída, e reafirmar privilégios que sempre tiveram. Acredito que já fizemos isso por tempo demais. Chega.

Infiltrado na Klan esta disponível no Telecine.

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Diretor de The Batman vai desenvolver série sobre Gotham na HBO Max

Matt Reeves desenvolverá série de Gotham na HBO Max.

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Parece que o filme de Robert Pattinson terá mais conteúdo na HBO Max.

O diretor do filme Matt Reeves assinou com o serviço da WarnerMedia de streaming para desenvolver uma série policial que terá lugar no mesmo universo do seu filme The Batman.

A série ainda não tem um título, embora alguns o tenham chamado de Gotham Central, remetendo aos quadrinhos de procedimentos policiais dos escritores Ed Brubaker e Greg Rucka, e GCPD. De qualquer maneira, lidaria com detetives da polícia trabalhando na sombra de um vigilante muito parecido com um morcego.

A série também terá Jeffrey Wright no papel do detetive ou comissário de polícia James Gordon.

A HBO Max diz que a série será “ambientada no mundo que Reeves está criando para o longa-metragem do Batman e se baseará no exame da anatomia da corrupção em Gotham City, lançando finalmente um novo universo do Batman em várias plataformas. A série fornece uma oportunidade sem precedentes de ampliar o mundo estabelecido no filme e explorar ainda mais a miríade de personagens atraentes e complexos de Gotham”.

Porém não está claro se Pattison vai aparecer na série como Batman.

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#AnneFrank – Vidas Paralelas | “Um documentário extremamente necessário”

O documentário está disponível na Netflix.

Isabela Gomes

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Mais uma vez a Netflix, famoso serviço de streaming, trás um documentário valioso com uma enorme qualidade em fotografia, fatos, vídeos e narrativa. A obra dirigida por Sabina Fedeli e Anna Migotto estreada no dia primeiro deste mês aborda a terrível tragédia do holocausto com base no diário de Anne Frank que foi e é até hoje uma grande porta voz da Segunda Guerra Mundial e se tornou um exemplo de coragem e força para diversas pessoas, além também de ser entrelaçada com as histórias de cinco outras sobreviventes do regime nazista (Helga, Andra, Tatiana, Sarah e Arianna).

No documentário de importância histórica e sociocultural, Helen Mirren (vencedora do Oscar) não possui um papel como uma atriz, mas sim tem a função de narradora do diário de Anne que também se tornou um livro, ela se encontra no antigo quarto da jovem onde lê e demonstra maravilhosamente as emoções que a vítima poderia estar sentindo ao escrever.

O foco no filme inteiro que possui a duração de 1h e 34 min não possui a objetividade de traduzir o contexto da Segunda Guerra Mundial em viés militar do conflito, a alma do projeto é encima do material, marcas humanas de 5 idosas sobreviventes compartilhado suas experiências junto com a narrativa de Mirren. Ao contrário de outros filmes documentados existentes, #AnneFrank – Vidas Paralelas é grandiosamente simples e extremamente necessário.

Também é trazido uma grande visão de como as famílias das vítimas agem e pensam tendo a consciência de que sua vó ou mãe foi alvo de tanta desumanidade. É mostrado também uma jovem nos tempos atuais, vivida pela atriz Martina Gatti que faz uma viagem nos campos de concentração, nos memoriais do holocausto, na casa onde a família Frank se escondia, a mesma usa também uma suposta rede social para expressar a sua indignação com tudo que descobre ao longo da jornada. Esta ideia de colocar a atuação desta moça com a narrativa de Helen e as vozes das 5 idosas pode ter ganhado um rumo moderno para o filme, porém, não foi algo essencial que os telespectadores sentiriam falta.

Por ser um filme de categoria de documentário, com a despreocupação de transmitir a real maldade criada pelo antissemitismo é possível que as pessoas sintam um respeito mútuo pela história, até por que existem outras diversas famílias com algum ser humano afetado pelo holocausto, ou simplesmente com essa mancha em sua geração.

Provavelmente, se algum não admirador de Anne tomar a decisão de assisti-lo sua opinião terá grandes chances de ser mudada, pois nas partes selecionadas do diário para a narrativa é visível os ideias, a moral, a inteligência política e emocional, a dificuldade de uma pré-adolescente no meio do conflito e a esperança da jovem que possui grande voz e propriedade para falar até hoje da tragédia por meio de sua escrita, mesmo não estando mais entre nós.

Contudo, este trabalho pode ser determinado como o próprio testemunho humano o que é nada mais justo, ou seja, dar voz para que algumas pessoas representem as diversas mortes e vidas sofridas por milhares de outros seres humanos. O documentário teve como ideia a exibição dos reais sofrimentos e de como isso reverbera até hoje até em gerações atuais de famílias com este passado. O discurso de Helen é indispensável, enquanto que a colocação da jovem poderia ser facilmente descartada pela qualidade maravilhosa das falas das sobreviventes.

Assista ao trailer:

O documentário está disponível na Netflix.

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