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Entrevista | Conheça a Autora da Trilogia Tenebris, Erika Gomes

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Olá pessoal! No último sábado no dia 15 de Setembro a autora Erika Gomes lançou seu primeiro livro da trilogia Tenebris pela Editora Skull. E Hoje você vai ter a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre essa autora que a cada dia que passa anda conquistando cada vez mais leitores. Antes de tudo, quero agradecer a Erika pelo carinho e atenção e por ter se disponibilizado a responder com todo carinho.

Autora Erika Gomes (meio) e leitores no dia do Lançamento de Tenebris.

1 – A partir de qual momento da sua vida você decidiu que queria ser uma escritora?

Sinceramente, não sei. Comecei a levar a sério em 2016, quando nasceu Tenebris, mas sempre joguei RPG, onde a escrita e a vontade de dar vida a outros mundos é bem forte. Além de ter alguns diários virtuais, blogs e por ai vai. De uma certa forma a escrita sempre foi parte da minha vida, até porque sou muito melhor escrevendo do que falando rs.

2 – Na sua opinião qual é a maior dificuldade do escritor para ser aceito no mercado editorial?

Encontrar uma boa editora que aposte em sua escrita. Acredito que quando se tem bons profissionais trabalhando a seu favor seus livros são vistos, pedidos nas livrarias, seu nome passa a ser reconhecido e quando se dá conta, seu sonho se torna realidade. Infelizmente não temos isso, existe o meio nacional bons autores, com uma escrita incrível, boas tramas, mas não dão a sorte de serem vistos pelas grandes editoras, que estão preocupadas em trazer os estrangeiros para o mercado literário.

3 – Muitos autores ao comentar sobre os seus livros falam que muitas das vezes os personagens falam por si só e acabam dando o rumo da sua própria história. Aconteceu de algum dos seus personagens agir dessa forma?

É a mais pura verdade. Você monta em sua cabeça um caminho a seguir, pensa em como acabará cada situação e o que fará com o personagem A, B ou C, mas eles ganham vida e decidem ir por outro caminho, quando me dou conta nada do que programei aconteceu. Mas isso é mágico, pois sempre acabam seguindo o caminho que irá agradar a maioria dos leitores e acabam encontrando abrigo no coração de muitos deles.

4 – Como foi para você escrever Tenebris? Já que o enredo possui um assunto muito delicado nos tempos de hoje: a religião.

Apesar da temática forte, não houve em momento algum, peso. Tenebris é a vivencia da minha alma dentro do “círculo religioso”, cresce dentro da igreja, mas agradeço a Deus por não ter desenvolvido o meu caráter dentro dela. Vi pessoalmente muitos que magoavam em nome de Deus, tramavam contra seus irmãos, praticavam a maldade e quando subiam nos púlpitos, eram os mais santos de todos. Como vi também muitas pessoas que na teoria de alguns, deveriam ser vistos como ruins ou demoníacos e eram pessoas boas, que ajudavam o próximo, tinham um coração voltado a bondade. Eram nesses momentos em que me via perguntando a Deus: Será que todas as pessoas que declaram ser de “luz”, são realmente boas? Será que todas as pessoas que dizem ser demoníacas, são realmente trevas? Ai me lembrei de um versículo que fala: Nem todos o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Mateus 7:21

Acredito muito nisso.

5 – Você teve alguma dificuldade para escrever o enredo de Tenebris?

Não dificuldade, mas fiquei travada em alguns momentos. Aconteceu o que conversamos acima, queria seguir por um caminho e os personagens por outro, quase pirei. Estou há dois anos escrevendo a trilogia, nem meio tempo, em momentos que travei, nasceu:

Uma nova mensagem, Você é minha, Eu aceito, Agares O anjo sem asas, Heylel e Ana A história não contada e Valentina. Estou escrevendo um quarto livro que estará ligado a trilogia e um outro romance. Minha cabeça trabalha rápido, quando quero fugir de algo.

6 – Você já sofreu alguma crítica pelo assunto abordado em Tenebris? Se sim, como você conseguiu lhe dar com isso?

Muitas. No começo fiquei acabada, chorava demais, pensei em desistir inúmeras vezes, não comia, não conseguia sair da cama. Recebi “criticas” duras, que atingiam meus pais e minha fé, chamaram de satanista, adoradora do diabo e vergonha para os meus pais. Foi muito complicado.

Tenho um relacionamento muito intenso e real com Deus, só não estou presa a amarras religiosas e muito menos a placas de igrejas. Sou totalmente dependente da misericórdia dEle e deixo isso muito claro em toda a obra, mas infelizmente as pessoas não conseguem ou simplesmente não querem ler as entrelinhas e preferem julgar e condenar, não fugindo muito do papel dos falsos moralistas e religiosos de plantão.

Hoje em dia, ouço, sorrio e agradeço o tempo que perdeu lendo meus livros e vida que segue.

7 – Em algum dos seus livros você já matou algum personagem e se arrependeu depois?

Não, sou muito amorzinho na escrita, ainda não escrevi minha “grande morte”, mas acredito que é necessário que alguns morram para que a obra continue. Em Redenção, o último livro da trilogia, irei sentir na pele esse momento.

8 – Qual autor que não pode faltar na sua estante?

Cassandra Clare, sou apaixonada pela escrita, forma que consegue me levar para dentro do universo que ela criou. Tenho minhas paixões nacional também: Grazi Fontes, Karine Vidal, Juliana Bizatto, entre outras.

9 – Você poderia nos contar alguma curiosidade sobre algum dos seus livros que as pessoas não conheça?

Tenho a mania de colocar em meus personagens nomes de pessoas do meu convívio. Todos os meus livros carregam os nomes de pessoas que são importante em minha vida: filhos, primos, amigos.

10 – Neste segundo lançamento de Tenebris em formato físico, podemos esperar alguma novidade que não tinha na edição anterior?

Sim, além da nova capa, que está sensacional, temos a diagramação linda demais. Novos trechos, algumas pontas que achei que estavam soltas, algumas cenas que reli e dei mais vida. Enfim, vale a releitura.

Mais uma vez, muito obrigada Erika pelo carinho. Se gostou do livro, ele esta disponível na Amazon | Editora Skull

*Fotos Cedidas pela autora do seu acervo pessoal

Livros

Carnaval fantástico | Desfile de escola de samba pode ser um livro aberto?

Desfiles carnavalescos são histórias contadas em ritmo de samba.

Rodrigo Roddick

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Chegou! Nesta sexta-feira (21) começa oficialmente o carnaval, mas muitas pessoas já vêm aproveitando os bloquinhos e festas pré-carnavais para garantir a animação no dia. Porém carnaval não é apenas diversão, mas também história.

Os carnavais têm contado com os super criativos desfiles de escolas de samba desde 1920. É claro que o brilho, as fantasias e o glamour dos corpos torneados chamam bastante atenção para lotar as arquibancadas dos sambódromos. Até gringo vem para o Brasil querendo participar dessa festa colorida que só existe aqui. Mas o que torna tudo isso possível é a estrutura de uma história que a escola narra durante os minutos em que atravessa a Marquês de Sapucaí (no caso do Rio de Janeiro).

O desfile é como um livro aberto. Toda a história é contada de forma ilustrada e presenteia os foliões não apenas com muito samba, mas com o maior prêmio que uma pessoa pode receber: conhecimento. O mesmo que o livro faz com leitor.

Fonte: reprodução/TV Globo

Enredo, samba-enredo x premissa

Capa do CD com os sambas-enredo das escolas do grupo especial | Fonte: reprodução/Uol

A estrutura de um desfile compreende alguns elementos que todos nós já conhecemos. Exemplos disso são o enredo e o samba-enredo que assumem o caráter da premissa de uma história. Durante uma narrativa, todos os capítulos são permeados pela ideia central que é a razão de existir daquela história. O samba-enredo é exatamente isso, a diferença é que é cantado. Uma maneira divertida de ficar o tempo inteiro martelando na cabeça dos foliões “estamos falando sobre isso nesse desfile”.

Comissão de frente x capa e prólogo

Comissão de frente da G.R.E.S. Mangueira | Fonte: reprodução/RioCarnaval.org

A comissão de frente tem o papel de apresentar a escola e o tema abordado no desfile. Ela é formada por artistas que muitas vezes interpretam um esquete, porém dentro do contexto carnavalesco. É assim um prólogo, a capa e o título. Em um livro, eles têm a função de introduzir o espectador na história e de apresentar o conteúdo que vai ser tratado durante toda a narrativa, bem como o tom da linguagem.

Alas x capítulos

Fonte: reprodução/RioCarnaval.org

Esse quesito é bem mais fácil de observar. O que seriam as alas senão a perfeita demonstração ilustrada de um capítulo de livro? Muitas pessoas observam que as alas contam histórias, mas poucas acham que é só para formar um tapete visual. Não. Os cem componentes de uma ala são como cada palavra selecionada rigorosamente para formar um capítulo.

Carros alegóricos x imagens

Fonte: reprodução/RioCarnaval.org

Com certeza se o desfile fosse um livro, os carros alegóricos seriam as imagens que por vezes aparecem ao longo da história. Tal como no desfile, as ilustrações carregam o poder de sintetizar toda uma explicação escrita em elementos visuais.

Mestre-sala e porta-bandeira x personagens

Fonte: reprodução/RioCarnaval.org

E por fim temos aqueles que movimentam a história. Não apenas os mestres-salas e as portas-bandeiras são as personagens do desfile, como também alguns destaques de alegorias e as personalidades que vêm na comissão de frente. Não é preciso dizer que eles incorporam a personagem da história que o desfile está contando, assim como em um livro.

Há muitos elementos específicos que compõem o deslumbrante show que é um desfile de escola de samba, assim como há muitas características particulares que envolvem a narração de um livro, contudo…

História é história e, por isso, apresenta similaridades independente do formato em que esta sendo narrada, seja ele filme, série, música, texto, peça teatral ou desfile.

Fonte: CamaroteCarnaval.com, Brasil Escola e RioCarnaval.org

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Resenha | O Enigma de Outro Mundo

Novela investiga a existência de extraterrestres entre nós e prospecta teorias sobre a existência humana.

Rodrigo Roddick

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Existe vida fora da terra? Se sim, é amistosa ou hostil? Essas perguntas já foram feitas diversas vezes em diferentes momentos históricos. Muitas pessoas acreditam em alienígenas. Inclusive há uma ciência dedicada a desvendar os mistérios além da Terra. Há teorias que até apontam que os antigos egípcios foram visitados por seres extraterrestres. Contribuindo para este tema, O Enigma de Outro Mundo ainda suscita outra questão: já não estariam os aliens entre nós?

Apesar desta interrogação já ter se desenhada na cabeça de muitas pessoas, o livro apresenta a tentativa humana de identificar os extraterrestres, presumindo que eles consigam se passar por um humano, assim se camuflando entre nós.

O Enigma de Outro Mundo é uma história criada por John W. Campbell que inspirou o filme homônimo em 1982 e várias outras obras cinematográficas com nomes diferentes. Agora a obra foi traduzida e impressa pela primeira vez através da editora Diário Macabro. O excelente projeto gráfico é evidente logo na capa dura, com ilustração bem feita e ótima organização. A diagramação não deixa a desejar.

O livro possui 164 páginas e conta a história de um grupo de pesquisadores na Antártica que se depara com uma cabeça alienígena enterrada no gelo. Ela possui a capacidade de se transformar em qualquer ser vivo. A volume ainda traz extras contendo curiosidades sobre o contexto do romance, bem como algumas ilustrações dos personagens da história.

A narrativa apresenta uma investigação científica sobre o reconhecimento de espécimes extraterrestres. Por esse motivo, a linguagem dele é técnica, ainda mais porque os personagens principais são físicos, biólogos e meteorologistas. 

Apesar de ser um pouco arrastada as partes em que eles estão conversando sobre os métodos que deveriam ou não adotar para investigar A Coisa (como é chamada a cabeça alienígena na história), é possível compreender a escolha de Campbell. A maneira científica que o livro é narrado ambientaliza o leitor, construindo uma atmosfera coerente e paralela à realidade. Há momentos, inclusive, que você acaba se convencendo que toda a história seria possível.

A despeito do tema inicial, O Enigma de Outro Mundo pretende ir muito mais fundo do que superficialmente demonstra. Ao trazer a questão sobre a dificuldade de identificar quem é alien ou não – já que os extraterrestres podem se multiplicar e se transformar em qualquer um – Campbell, na verdade, está propondo uma investigação do próprio ser humano.

O que faz de nós humanos?

Esta é a pergunta principal que várias teorias tentaram responder. Mesmo sem uma resposta absoluta, o livro nos convida a viajar para dentro de nós mesmo e nos questionarmos sobre a humanidade que nos caracteriza. Em uma das partes mais interessantes da história, o autor chega a caracterizar as células alienígenas como “egoístas” por possuir o princípio de se preservar a qualquer custo. Não seria isso muito parecido com nosso instinto de sobrevivência?

O Enigma de Outro Mundo é uma fonte de teorias. E seu fim propõe que nós, seres humanos, poderíamos ter sido uma raça desenvolvida por vidas extraterrestres. Se isso é verdade ou não, não sabemos, mas é válido para subsidiar argumentações. Afinal, especular sobre vida fora da Terra pode ser a resposta para nossa existência.

“Para além das estrelas, está a resposta. De um lugar além das estrelas, de um planeta mais quente que circula ao redor de um sol mais brilhante e mais azul, eles vieram”

O Enigma de Outro Mundo é um livro curtinho obrigatório a todos os interessados em ETs e aos fãs de ficção-científica.

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Resenha | Wild Cards – O Começo

Contos fazem alusão aos X-men e à Liga da Justiça, bem como outros super-heróis.

Gustavo Carvalho Cardoso

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Wild Cards – O Começo foi lançado em 23 de novembro de 2010 pela Companhia das Letras e organizado por George R.R. Martin em parceria com inúmeros autores. O autor é um roteirista e escritor de ficção-científica, terror e fantasia. Sua maior criação foi a fantasia época “As Crônicas de Gelo e Fogo”.

“Jetboy é o grande herói da nação.”

A história de Wild Cards gira em torno de um ataque com um vírus biológico alienígena que altera o DNA dos afetados, transformando-os em super-heróis, os chamados Áses. Mas o vírus pode transformar em aberrações antropomórficas, os Curingas.

”Tachyon parecia um homem normal, um homem normal que saiu de uma nave alienígena”

O livro se compromete em mostrar os dramas de um Estados Unidos pós Segunda Guerra Mundial, em um universo onde a vida no espaço é existente e carrega consigo uma ameaça à nossa sobrevivência: um teste viral que promete dizimar os humanos dois anos após Hitler ser derrotado.

A história lembra muito um roteiro de histórias em quadrinhos, parodiando super-heróis conhecidos e criando uma lógica por trás de cada poder apresentado, tornando o universo apresentado mais tangível e consolidando a premissa inicial do livro.

O livro é fragmentado em contos contendo narrativas e personagens principais diferentes, fazendo o leitor percorrer cenários e situações distintas. Ele mostra os humanos se adaptando aos poderes e aprendendo a lidar consigo mesmos, abrindo portas a uma nova crise. Como conviver com seres que podem praticamente serem deuses?

É apenas uma das perguntas que o livro traz e uma das crises que gira em torno dos personagens. Trazendo referências diretas aos X-men, à Liga da Justiça e a muitos outros quadrinhos, a narrativa coloca uma curiosidade em cada página e os leitores ficam loucos para saber qual vai ser o próximo personagem a ser central na história.

Assim como em X-men, a ameaça presente nesse universo não só os Áses ou os Curingas, mas sim os próprios humanos com medo dos afetados pelo vírus. Munidos de preconceito e de misoginia, eles se sobrepõe aos Wild Cards, aplicando leis rígidas e praticamente escravizando aqueles que sofreram com a mutação. Estes sendo obrigados a servir no exército sob o pretexto de estarem honrando a nação. A verdade, porém, é que estão sendo presos por baixo dos panos.

A crítica social que o livro propõe casou muito bem com a premissa do livro, assim como as muitas referências aos universos conhecidos dos quadrinhos. A política na história foi empregada de forma impecável como uma real vilã aos interesses dos personagens. Em muitos trechos, as leis mais descriminam e matam do que auxiliam aqueles que já estão sendo caçados diariamente.

O drama e a motivação de cada personagem afetam de forma ativa o mundo à sua volta, de forma que um conto, mesmo que com relatos distintos dos outros, complementa o universo, consolidando as lendas que ali permeiam.

A única coisa que quebra um pouco o ritmo do livro são algumas poucas histórias que se arrastam sem necessidade, demorando muito para expor o personagem. Porém, não afeta em nada a qualidade da obra, vai de leitor para leitor.

Wild Cards possui um drama bastante solidificado e uma trama política baseada na da vida real, é uma obra que fortifica o cenário de heróis e vilões. É quase uma distopia alegórica.

O livro é indicado para aqueles que são fãs de quadrinhos e gostariam de ver uma história um pouco mais realista.

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